O SÁBADO FOI DADO APENAS AOS HEBREUS? A VERDADE BÍBLICA SOBRE O MEMORIAL DO CRIADOR

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O SÁBADO foi confiado a Israel, mas nasceu na Criação como Memorial do DEUS Verdadeiro

                                 

A história do SÁBADO não começa no deserto. Também não começa no Sinai. Ela começa no Éden, quando DEUS concluiu a Criação, Descansou no Sétimo Dia, Abençoou esse Dia e o Santificou.

Mas, ao longo da história humana, a Verdade Divina quase desapareceu da Terra. O mundo antigo recebeu grandes privilégios espirituais. Adão, que havia conversado com DEUS no paraíso, viveu por séculos entre seus descendentes. Enoque caminhou com DEUS e foi trasladado sem ver a morte. Noé pregou a justiça em uma geração corrompida.

Mesmo assim, a humanidade se afastou do CRIADOR.

Antes do dilúvio, a maldade se multiplicou de tal forma que os pensamentos do coração humano eram continuamente maus. Depois do dilúvio, seria natural imaginar que a terrível demonstração da justiça divina conteria a rebelião por muito tempo. Mas não foi o que aconteceu.

A apostasia voltou a crescer. Os homens se reuniram na planície de Sinar, construindo uma cidade e uma torre para tornar célebre o próprio nome. Em vez de se espalharem pela Terra conforme a Ordem Divina, uniram-se em rebelião.

Assim, a idolatria se espalhou entre as nações. Os homens trocaram a Verdade de DEUS pela mentira e passaram a adorar a criatura em lugar do CRIADOR.

Foi nesse cenário que DEUS chamou Abraão.

Por que DEUS escolheu a família de Abraão?

Abraão foi chamado de uma família envolvida com a idolatria para se tornar depositário da verdade divina.

DEUS não o escolheu porque a verdade fosse exclusiva de uma etnia, mas porque a humanidade havia se afastado do conhecimento do verdadeiro DEUS. Era necessário preservar, em alguma família, a memória do Criador, a adoração verdadeira e os princípios divinos.

O próprio SENHOR declarou:

“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo.”
Gênesis 18:19

Abraão foi chamado para formar uma descendência separada, não para criar uma religião humana, mas para preservar a Verdade de DEUS em meio a um mundo dominado pela idolatria.

DEUS confiou à família de Abraão a responsabilidade de manter viva a fé no CRIADOR.

Separação não significa exclusividade egoísta

A separação da família de Abraão tinha um propósito missionário e espiritual.

Israel deveria ser um povo distinto das nações, não por superioridade humana, mas por Vocação Divina. Através dessa família, DEUS preservaria o Conhecimento da Verdade, da Sua Lei, da Sua Adoração e do Seu Plano Redentor.

Com esse objetivo, DEUS conduziu os descendentes de Abraão por um caminho específico. Eles desceram ao Egito, passaram por um período de prosperidade, depois por longa opressão, e finalmente foram libertados com Mão Poderosa.

Quando o SENHOR tirou Israel da escravidão, não estava criando um DEUS novo, uma LEI nova ou um SÁBADO novo. Ele estava estabelecendo publicamente uma Aliança com um povo que deveria representá-Lo diante das nações.

O DEUS de Israel já era o DEUS Eterno.

A LEI de DEUS já existia.

O SÁBADO já havia sido Santificado desde a Criação.

O SÁBADO não se tornou “judeu” por ter sido confiado a Israel

Esse ponto é fundamental.

O fato de DEUS ter confiado o SÁBADO aos hebreus não significa que o SÁBADO nasceu com os hebreus.

Da mesma forma, o fato de DEUS ter Se revelado como o DEUS de Israel não significa que Ele deixou de ser o DEUS de toda a Terra.

O SENHOR continuou sendo o CRIADOR dos céus e da Terra. Sua LEI continuou sendo a expressão de Seu Caráter. E o SÁBADO continuou sendo o Memorial da Criação.

O SÁBADO foi especialmente confiado a Israel porque, naquele momento da história, eles eram o povo chamado para preservar a Adoração ao DEUS Verdadeiro em meio às nações idólatras.

Mas sua Origem permanece no Éden.

Sua Autoridade permanece em DEUS.

Seu Significado permanece Universal.                                                                    

O maná no deserto: uma prova sobre a Lei de DEUS

Um mês depois da travessia do Mar Vermelho, os filhos de Israel chegaram ao deserto de Sim. Ali, o povo murmurou por alimento, e DEUS prometeu fazer chover pão do céu.

Mas o maná não foi apenas provisão. Foi também uma prova espiritual.

O SENHOR disse que o povo colheria diariamente a porção necessária, para que fosse provado se andaria ou não em Sua Lei.

Essa declaração é muito importante. Antes da promulgação dos Dez Mandamentos no Sinai, DEUS já falava em Sua Lei e em Seus Mandamentos.

O teste envolvia diretamente o SÁBADO.

Durante seis dias, o maná caía sobre o arraial. No sexto dia, o povo deveria colher porção dobrada. No Sétimo Dia, não haveria maná no campo.

Moisés então declarou:

“Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR.”
Êxodo 16:23

Ele não disse: “Amanhã será instituído o sábado.”
Ele disse: “Amanhã é Repouso, o Santo Sábado do SENHOR.”

Essa linguagem aponta para uma realidade já existente.

O SÁBADO já era conhecido antes do Sinai

O episódio do maná revela que o SÁBADO não foi instituído no deserto de Sim.

DEUS não descansou ali no Sétimo Dia. Não Abençoou ali o Sétimo Dia. Não Santificou ali o Sétimo Dia. Esses atos já haviam ocorrido na Criação.

No deserto, DEUS apenas reafirmou e confiou novamente o SÁBADO ao Seu povo.

A própria reação do povo mostra que havia conhecimento prévio da semana. No sexto dia, colheram porção dobrada. A contagem semanal havia sido preservada. E, caso houvesse qualquer dúvida, o milagre do maná esclareceria tudo: por seis dias ele caía; no Sétimo, não caía; e a porção guardada para o SÁBADO não se corrompia.

Quando alguns saíram para colher no Sétimo Dia, DEUS repreendeu o povo:

“Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?”
Êxodo 16:28

Essa repreensão não soa como resposta a uma regra recém-criada. Ela aponta para a violação de uma obrigação já existente.

“O SENHOR vos deu o SÁBADO”: o que isso significa?

DEUS declarou a Israel:

“Considerai que o SENHOR vos deu o Sábado.”
Êxodo 16:29

Alguns interpretam essa frase como se o SÁBADO tivesse sido criado naquele momento exclusivamente para os hebreus. Mas essa não é a ideia do texto.

Dar o SÁBADO a Israel significava confiá-lo solenemente ao povo que DEUS havia libertado da escravidão.

O SÁBADO já existia desde a Criação, assim como a circuncisão já existia antes de Moisés. JESUS CRISTO disse que Moisés deu a circuncisão ao povo, embora ela não viesse de Moisés, mas dos Patriarcas. Da mesma forma, o SÁBADO foi dado a Israel no sentido de ser confiado a eles como tesouro espiritual, não no sentido de ter sido criado naquele momento.

DEUS libertou Israel do Egito e deu ao povo condições para Guardar o SÁBADO. Durante quarenta anos, o maná reforçou semanalmente essa Verdade: seis dias de provisão, o Sétimo Dia de Descanso.

O Próprio Céu ensinava o povo a respeitar o Dia do SENHOR.

O SÁBADO como Sinal entre DEUS e Israel

O SÁBADO também se tornou um Sinal entre DEUS e os filhos de Israel.

“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu Sou o SENHOR que os santifica.”
Ezequiel 20:12

Esse Sinal tinha um propósito claro: identificar o Verdadeiro DEUS como o CRIADOR e Santificador de Seu povo.

As nações ao redor adoravam deuses que não haviam feito os Céus e a Terra. Israel, porém, deveria Guardar o Memorial do CRIADOR.

O SÁBADO declarava semanalmente:

O DEUS que Criou os Céus e a Terra é o DEUS que Santifica Seu povo.

Por isso, o SÁBADO era um elo de ouro entre DEUS e Seus Adoradores. Ele apontava para a Criação, para a Redenção e para a Santificação.

O Memorial do CRIADOR em meio à idolatria

Quando as nações abandonaram o CRIADOR, passaram a servir deuses falsos. Nesse contexto, o SÁBADO tinha uma função espiritual poderosa: preservar a Memória do Verdadeiro DEUS.

A cada Sétimo Dia, Israel era chamado a interromper suas atividades comuns e reconhecer:

DEUS é o Criador.
DEUS é o Libertador.
DEUS é o Santificador.
DEUS é o SENHOR do tempo.

Esse Memorial não era uma simples marca cultural. Era uma declaração de fidelidade.

Enquanto o mundo adorava a criatura, o SÁBADO apontava para o CRIADOR.

Enquanto as nações seguiam ídolos, o SÁBADO chamava o povo de DEUS de volta à Verdade.

Enquanto a humanidade se esquecia do SENHOR, o SÁBADO dizia: “Lembra-te.”                                            

O SÁBADO é hebreu ou Divino?

A Resposta Bíblica é Clara: o SÁBADO é DIVINO.

Ele foi confiado aos hebreus em determinado momento da história, mas sua origem não está em Israel. Sua Origem está na Criação.

Ele foi entregue a Israel como Sinal, mas seu fundamento não é nacional. Seu fundamento é o descanso, a Bênção e a Santificação realizados pelo próprio DEUS no Sétimo Dia.

Israel recebeu o privilégio e a responsabilidade de preservar essa Verdade. Mas aquilo que DEUS instituiu no Éden não pode ser reduzido a uma tradição étnica.

O SÁBADO pertence ao SENHOR.

E, porque pertence ao SENHOR, continua sendo Memorial do CRIADOR.

Aplicação espiritual: o que essa verdade nos ensina hoje?

Vivemos em uma época de distração, pressa e esquecimento espiritual.

Muitos reconhecem DEUS com os lábios, mas vivem como se o tempo pertencesse apenas a si mesmos. O SÁBADO nos chama de volta à reverência.

Ele nos Ensina que DEUS não quer apenas uma parte da nossa crença. Ele deseja ocupar o centro da nossa vida.

Guardar o SÁBADO é lembrar que a Criação tem um Autor, que a vida tem um propósito e que o descanso verdadeiro não está na fuga de DEUS, mas na Comunhão com Ele.

O SÁBADO também nos Ensina que DEUS Santifica Seu povo. Ele não apenas liberta da escravidão; Ele educa, restaura, conduz e separa para Si aqueles que desejam andar em Seus Caminhos.

Conclusão: o SÁBADO, um elo de ouro entre o CRIADOR e Seus adoradores

A história de Abraão, de Israel e do maná no deserto mostra que DEUS preservou Sua Verdade em meio à apostasia do mundo.

Quando as nações se afastaram do CRIADOR, DEUS chamou Abraão. Quando os descendentes de Abraão foram escravizados, DEUS os libertou. Quando o povo estava no deserto, DEUS lhes deu o maná. E, junto com o maná, reafirmou o Santo SÁBADO do SENHOR.

O SÁBADO não nasceu no deserto.

Não nasceu no Sinai.

Não nasceu como uma marca meramente judaica.

Ele nasceu no Éden, foi confiado a Israel e continua apontando para o DEUS que Criou os Céus e a Terra.

O SÁBADO permanece como Memorial do CRIADOR e Sinal de Santificação.

Um elo de ouro entre DEUS e todos aqueles que O Adoram em Espírito e em Verdade.

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