O SÁBADO no Sinai: O MANDAMENTO que Aponta Para a Criação

                                          É DESSE JEITO!

No monte Sinai, DEUS não criou o SÁBADO; Ele proclamou diante de Israel o Memorial que já havia sido santificado desde o Éden.                        

Chegamos agora a um dos momentos mais solenes de toda a História Bíblica: a descida do SENHOR sobre o Monte Sinai.

O povo de Israel havia sido libertado do Egito com Mão Poderosa. O mar Vermelho ficara para trás. O deserto de Sim já havia testemunhado o milagre do maná e a confirmação do SANTO SÁBADO do SENHOR. Agora, diante do monte fumegante, DEUS Se manifestaria ao Seu povo de maneira Majestosa.

O Livro de Êxodo apresenta três grandes dons concedidos aos hebreus naquele período:

Primeiro, no deserto de Sim, DEUS lhes deu o SÁBADO como tesouro confiado ao povo liberto.

Depois, no Sinai, DEUS entregou a Si mesmo a Israel, estabelecendo uma aliança solene com a nação.

Por fim, no mesmo monte, o SENHOR Proclamou Sua SANTA LEI, Escrita posteriormente em Tábuas de Pedra.

Mas é importante compreender: o SÁBADO, a LEI e o próprio DEUS não se tornaram “judeus” por terem sido confiados a Israel. O povo hebreu foi honrado ao receber esses dons; porém, a origem deles não estava em Israel, mas no próprio CRIADOR.

Israel foi honrado ao receber os Oráculos de DEUS

As SAGRADAS ESCRITURAS mostram que Israel recebeu um privilégio extraordinário.

O Salmista declarou:

“Mostra a Sua palavra a Jacó, as Suas leis e os Seus preceitos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação.”
Salmo 147:19-20

O Apóstolo Paulo também afirmou que aos judeus foram confiados os Oráculos de DEUS. Pertenciam-lhes a adoção, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas.

Isso não significa que DEUS pertencia apenas a Israel. Também não significa que Sua Lei fosse meramente nacional. Significa que Israel foi Escolhido para Preservar e Testemunhar a VERDADE DIVINA diante das nações.

O SENHOR chamou aquele povo para ser luz em meio a um mundo escurecido pela idolatria.

A Lei de DEUS foi confiada a Israel, mas expressa Princípios Eternos.

O SÁBADO foi confiado a Israel, mas continua sendo o Memorial do CRIADOR.

O DEUS de Israel é o SENHOR de toda a Terra.

O Monte Sinai e a Majestade do Legislador

Depois da aliança solene, o povo saiu do arraial para se encontrar com DEUS.

O cenário era grandioso e temível.

O Monte Sinai fumegava, porque o SENHOR havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como a fumaça de uma fornalha. Todo o Monte tremia fortemente. A Voz de DEUS ecoava diante da congregação.

Foi nesse ambiente de Reverência, Santidade e Glória que o próprio SENHOR Proclamou os Dez Mandamentos.

Não foi Moisés quem inventou aquela LEI.

Não foi Israel quem a Escreveu.

Não foi uma assembleia humana que decidiu Seus Princípios.

O Grande Legislador falou do meio do fogo.

E, dentro dessa LEI Moral, no coração dos Dez Mandamentos, DEUS colocou o Mandamento do SÁBADO.

O Quarto Mandamento: “Lembra-te”

Assim declarou o SENHOR:

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu DEUS; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.”
Êxodo 20:8-11                                      

Esse Mandamento é profundo, claro e completo.

Ele começa com um chamado: “Lembra-te”.

Essa palavra revela que o SÁBADO não estava sendo apresentado como algo novo. DEUS não disse “cria”, “inventa” ou “começa”. Ele Disse: “Lembra-te”.

O SÁBADO já possuía uma história.

Sua Origem estava na Criação.

Sua Autoridade estava no Descanso, na Bênção e na Santificação realizadas pelo próprio DEUS no Sétimo Dia.

O SÁBADO ocupa um lugar na LEI Moral

O Quarto Mandamento não aparece isolado, como uma norma secundária ou cerimonial. Ele está no Centro dos Dez Mandamentos.

Isso é profundamente significativo.

Ao Proclamar os Grandes Princípios da Moralidade, o SENHOR incluiu a Santificação do SÁBADO entre Mandamentos que tratam da Adoração ao Verdadeiro DEUS, do respeito ao Seu Nome, da Honra aos Pais, da Preservação da Vida, da Pureza, da Honestidade, da Verdade e da Integridade do coração.

O SÁBADO, portanto, não é apresentado como um detalhe sem importância.

Ele ocupa lugar na Lei Moral de DEUS.

Seu propósito é preservar diante da humanidade o grande memorial do Criador. Enquanto os outros mandamentos revelam princípios morais essenciais, o quarto aponta para o fundamento de toda adoração: DEUS é o Criador dos céus e da Terra.

A Origem do SÁBADO não está no Sinai

O próprio Quarto Mandamento explica Sua Origem.

DEUS não fundamentou o SÁBADO na saída do Egito, nem na queda do maná, nem em um costume hebreu. Ele fundamentou o Mandamento na Criação:

“Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao Sétimo Dia, descansou.”

O Mandamento remete diretamente ao Éden.

No fim da primeira semana do tempo, DEUS Descansou no Sétimo Dia, Abençoou esse Dia e o Santificou. O Quarto Mandamento não cria essa realidade; Ele a Confirma, Proclama e Ordena que seja Lembrada.

Por isso, nunca devemos esquecer: o SÁBADO não surgiu no deserto de Sim e não nasceu no Sinai.

No deserto de Sim, ele já aparece como “o SANTO SÁBADO do SENHOR”.

No Sinai, ele é proclamado como MANDAMENTO Moral, fundamentado na Criação.

Sua raiz está no paraíso.

O Quarto Mandamento é claro e específico

O Quarto Mandamento apresenta três partes bem definidas.

Primeiro, o preceito:

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.”

Depois, a explicação prática:

“Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu DEUS.”

Por fim, o motivo:

“Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra [...] e, ao sétimo dia, descansou.”

Não há indefinição no texto.

O Mandamento não fala de “um dia qualquer em sete”. Ele aponta para “o Sétimo Dia”, o mesmo dia em que o CRIADOR Descansou, o mesmo Dia que recebeu Sua Bênção e o mesmo Dia que foi Santificado por Ele.

A Instituição Sabática tem Nome, Origem, Fundamento e Propósito.

Seu Nome é SÁBADO, descanso.

Sua Origem é a Criação.

Seu Fundamento é o exemplo do CRIADOR.

Seu Propósito é a Santificação do Tempo para Adoração ao SENHOR.

O SÁBADO Bíblico é o Sétimo Dia da semana

As ESCRITURAS também confirmam que o Sétimo Dia do Quarto Mandamento é o mesmo SÁBADO reconhecido no NOVO TESTAMENTO.

Lucas, ao narrar o sepultamento de JESUS CRISTO, declara que as mulheres que O acompanhavam prepararam aromas e bálsamos, mas descansaram no SÁBADO, segundo o MANDAMENTO. Depois, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro.

Isso mostra uma sequência clara:

JESUS CRISTO morreu no dia da preparação.

As mulheres descansaram no SÁBADO, segundo o MANDAMENTO.

No dia seguinte, o primeiro dia da semana, foram ao túmulo.

Portanto, o SÁBADO guardado segundo o MANDAMENTO era o Sétimo Dia da semana. O dia seguinte era o primeiro.

A própria narrativa do NOVO TESTAMENTO preserva essa identificação.

Neemias confirma: DEUS fez conhecer Seu Santo SÁBADO

O testemunho de Neemias é muito importante.

Ele escreveu:

“Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles e lhes deste juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. O Teu santo sábado lhes fizeste conhecer.”
Neemias 9:13-14

Observe a linguagem: DEUS não fez o SÁBADO para eles naquele momento. Ele lhes fez conhecer o Seu Santo SÁBADO.

Essa expressão indica uma realidade já existente, agora revelada de maneira mais plena e detalhada por meio do Quarto Mandamento.

Israel já havia recebido instrução sobre o SÁBADO no deserto de Sim. Mas no Sinai, o SENHOR o colocou dentro da LEI Moral, explicou sua base, sua extensão e sua autoridade.

O SÁBADO foi tornado conhecido como parte da aliança pública entre DEUS e Seu povo.

A Obrigação Moral do Quarto Mandamento

A Obrigação Moral do SÁBADO nasce da própria relação entre o CRIADOR e Suas criaturas.

DEUS Criou o mundo.

DEUS Formou o homem.

DEUS Deu vida, fôlego, força, tempo, inteligência e capacidade de trabalho.

Tudo o que somos e tudo o que possuímos vem Dele.

Por isso, se o SENHOR quisesse, poderia reivindicar todos os dias da semana para Si. Mas, em Sua bondade, concedeu ao ser humano seis dias para suas ocupações comuns e reservou apenas o Sétimo para uso Santo.

Assim, o SÁBADO não é um presente que o homem oferece a DEUS. Na verdade, os seis dias são um presente de DEUS ao homem.

O Quarto Mandamento não exige que entreguemos a DEUS algo que nos pertence. Ele nos ordena a não tomar para uso comum aquilo que DEUS reservou para Si.

Guardar o SÁBADO é devolver ao SENHOR aquilo que já é Dele.

Profanar o SÁBADO é apropriar-se de um tempo que DEUS Santificou.

O SÁBADO e a Adoração Verdadeira

O SÁBADO preserva a Memória do Verdadeiro DEUS.

Em um mundo que frequentemente esquece o CRIADOR, o Quarto Mandamento declara semanalmente que a vida não surgiu do acaso. Os céus e a Terra pertencem ao SENHOR. O tempo pertence a DEUS. A adoração deve ser dirigida Àquele que fez todas as coisas.

O SÁBADO é uma barreira contra a idolatria, contra a autossuficiência e contra o esquecimento espiritual.

Ele nos chama a parar.

Parar para Lembrar.

Parar para Adorar.

Parar para Reconhecer que DEUS é o CRIADOR, o Sustentador e o SENHOR do tempo.

Aplicação espiritual: o que o Sinai nos ensina hoje?

O Sinai nos ensina que a Lei de DEUS não deve ser tratada com descuido.

O mesmo DEUS que libertou Israel do Egito revelou Sua Vontade com Majestade e Santidade. O fogo, o tremor do monte e a Voz Divina mostravam que os Mandamentos do SENHOR não são conselhos humanos, mas expressão de Sua Autoridade.

O Quarto Mandamento nos convida a uma obediência reverente.

Não se trata apenas de interromper atividades. Trata-se de reconhecer que há um Tempo Separado por DEUS, Abençoado por DEUS e Santificado por DEUS.

O SÁBADO nos chama a colocar o CRIADOR no centro da vida.

Quando Guardamos o SÁBADO conforme as ESCRITURAS, declaramos que DEUS é Digno de nosso Tempo, nossa Adoração, nossa Confiança e nosso Descanso.

                                           

Conclusão: o Mandamento que nos leva de volta ao Éden

No Monte Sinai, o SENHOR Proclamou Sua Lei diante de Israel.

Entre os Dez Grandes Mandamentos, colocou o Memorial da Criação.

O Quarto Mandamento não aponta para uma tradição humana. Ele aponta para o Princípio.

Não aponta para a autoridade de uma nação. Aponta para a Autoridade do CRIADOR.

Não aponta para um dia indefinido. Aponta para o Sétimo Dia, o SÁBADO do SENHOR.

O mesmo DEUS que descansou no Éden falou no Sinai. O mesmo SÁBADO Santificado na Criação foi Proclamado na Lei Moral. A mesma Verdade continua chamando homens e mulheres à Adoração Verdadeira.

O SÁBADO é o Dia do SENHOR.

E a Voz que Ecoou no Sinai ainda nos Chama a Firmar os pés em uma Base Verdadeira:

Assim Diz o SENHOR.

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O SÁBADO FOI DADO APENAS AOS HEBREUS? A VERDADE BÍBLICA SOBRE O MEMORIAL DO CRIADOR

                                             É DESSE JEITO! 

O SÁBADO foi confiado a Israel, mas nasceu na Criação como Memorial do DEUS Verdadeiro

                                 

A história do SÁBADO não começa no deserto. Também não começa no Sinai. Ela começa no Éden, quando DEUS concluiu a Criação, Descansou no Sétimo Dia, Abençoou esse Dia e o Santificou.

Mas, ao longo da história humana, a Verdade Divina quase desapareceu da Terra. O mundo antigo recebeu grandes privilégios espirituais. Adão, que havia conversado com DEUS no paraíso, viveu por séculos entre seus descendentes. Enoque caminhou com DEUS e foi trasladado sem ver a morte. Noé pregou a justiça em uma geração corrompida.

Mesmo assim, a humanidade se afastou do CRIADOR.

Antes do dilúvio, a maldade se multiplicou de tal forma que os pensamentos do coração humano eram continuamente maus. Depois do dilúvio, seria natural imaginar que a terrível demonstração da justiça divina conteria a rebelião por muito tempo. Mas não foi o que aconteceu.

A apostasia voltou a crescer. Os homens se reuniram na planície de Sinar, construindo uma cidade e uma torre para tornar célebre o próprio nome. Em vez de se espalharem pela Terra conforme a Ordem Divina, uniram-se em rebelião.

Assim, a idolatria se espalhou entre as nações. Os homens trocaram a Verdade de DEUS pela mentira e passaram a adorar a criatura em lugar do CRIADOR.

Foi nesse cenário que DEUS chamou Abraão.

Por que DEUS escolheu a família de Abraão?

Abraão foi chamado de uma família envolvida com a idolatria para se tornar depositário da verdade divina.

DEUS não o escolheu porque a verdade fosse exclusiva de uma etnia, mas porque a humanidade havia se afastado do conhecimento do verdadeiro DEUS. Era necessário preservar, em alguma família, a memória do Criador, a adoração verdadeira e os princípios divinos.

O próprio SENHOR declarou:

“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo.”
Gênesis 18:19

Abraão foi chamado para formar uma descendência separada, não para criar uma religião humana, mas para preservar a Verdade de DEUS em meio a um mundo dominado pela idolatria.

DEUS confiou à família de Abraão a responsabilidade de manter viva a fé no CRIADOR.

Separação não significa exclusividade egoísta

A separação da família de Abraão tinha um propósito missionário e espiritual.

Israel deveria ser um povo distinto das nações, não por superioridade humana, mas por Vocação Divina. Através dessa família, DEUS preservaria o Conhecimento da Verdade, da Sua Lei, da Sua Adoração e do Seu Plano Redentor.

Com esse objetivo, DEUS conduziu os descendentes de Abraão por um caminho específico. Eles desceram ao Egito, passaram por um período de prosperidade, depois por longa opressão, e finalmente foram libertados com Mão Poderosa.

Quando o SENHOR tirou Israel da escravidão, não estava criando um DEUS novo, uma LEI nova ou um SÁBADO novo. Ele estava estabelecendo publicamente uma Aliança com um povo que deveria representá-Lo diante das nações.

O DEUS de Israel já era o DEUS Eterno.

A LEI de DEUS já existia.

O SÁBADO já havia sido Santificado desde a Criação.

O SÁBADO não se tornou “judeu” por ter sido confiado a Israel

Esse ponto é fundamental.

O fato de DEUS ter confiado o SÁBADO aos hebreus não significa que o SÁBADO nasceu com os hebreus.

Da mesma forma, o fato de DEUS ter Se revelado como o DEUS de Israel não significa que Ele deixou de ser o DEUS de toda a Terra.

O SENHOR continuou sendo o CRIADOR dos céus e da Terra. Sua LEI continuou sendo a expressão de Seu Caráter. E o SÁBADO continuou sendo o Memorial da Criação.

O SÁBADO foi especialmente confiado a Israel porque, naquele momento da história, eles eram o povo chamado para preservar a Adoração ao DEUS Verdadeiro em meio às nações idólatras.

Mas sua Origem permanece no Éden.

Sua Autoridade permanece em DEUS.

Seu Significado permanece Universal.                                                                    

O maná no deserto: uma prova sobre a Lei de DEUS

Um mês depois da travessia do Mar Vermelho, os filhos de Israel chegaram ao deserto de Sim. Ali, o povo murmurou por alimento, e DEUS prometeu fazer chover pão do céu.

Mas o maná não foi apenas provisão. Foi também uma prova espiritual.

O SENHOR disse que o povo colheria diariamente a porção necessária, para que fosse provado se andaria ou não em Sua Lei.

Essa declaração é muito importante. Antes da promulgação dos Dez Mandamentos no Sinai, DEUS já falava em Sua Lei e em Seus Mandamentos.

O teste envolvia diretamente o SÁBADO.

Durante seis dias, o maná caía sobre o arraial. No sexto dia, o povo deveria colher porção dobrada. No Sétimo Dia, não haveria maná no campo.

Moisés então declarou:

“Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR.”
Êxodo 16:23

Ele não disse: “Amanhã será instituído o sábado.”
Ele disse: “Amanhã é Repouso, o Santo Sábado do SENHOR.”

Essa linguagem aponta para uma realidade já existente.

O SÁBADO já era conhecido antes do Sinai

O episódio do maná revela que o SÁBADO não foi instituído no deserto de Sim.

DEUS não descansou ali no Sétimo Dia. Não Abençoou ali o Sétimo Dia. Não Santificou ali o Sétimo Dia. Esses atos já haviam ocorrido na Criação.

No deserto, DEUS apenas reafirmou e confiou novamente o SÁBADO ao Seu povo.

A própria reação do povo mostra que havia conhecimento prévio da semana. No sexto dia, colheram porção dobrada. A contagem semanal havia sido preservada. E, caso houvesse qualquer dúvida, o milagre do maná esclareceria tudo: por seis dias ele caía; no Sétimo, não caía; e a porção guardada para o SÁBADO não se corrompia.

Quando alguns saíram para colher no Sétimo Dia, DEUS repreendeu o povo:

“Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?”
Êxodo 16:28

Essa repreensão não soa como resposta a uma regra recém-criada. Ela aponta para a violação de uma obrigação já existente.

“O SENHOR vos deu o SÁBADO”: o que isso significa?

DEUS declarou a Israel:

“Considerai que o SENHOR vos deu o Sábado.”
Êxodo 16:29

Alguns interpretam essa frase como se o SÁBADO tivesse sido criado naquele momento exclusivamente para os hebreus. Mas essa não é a ideia do texto.

Dar o SÁBADO a Israel significava confiá-lo solenemente ao povo que DEUS havia libertado da escravidão.

O SÁBADO já existia desde a Criação, assim como a circuncisão já existia antes de Moisés. JESUS CRISTO disse que Moisés deu a circuncisão ao povo, embora ela não viesse de Moisés, mas dos Patriarcas. Da mesma forma, o SÁBADO foi dado a Israel no sentido de ser confiado a eles como tesouro espiritual, não no sentido de ter sido criado naquele momento.

DEUS libertou Israel do Egito e deu ao povo condições para Guardar o SÁBADO. Durante quarenta anos, o maná reforçou semanalmente essa Verdade: seis dias de provisão, o Sétimo Dia de Descanso.

O Próprio Céu ensinava o povo a respeitar o Dia do SENHOR.

O SÁBADO como Sinal entre DEUS e Israel

O SÁBADO também se tornou um Sinal entre DEUS e os filhos de Israel.

“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu Sou o SENHOR que os santifica.”
Ezequiel 20:12

Esse Sinal tinha um propósito claro: identificar o Verdadeiro DEUS como o CRIADOR e Santificador de Seu povo.

As nações ao redor adoravam deuses que não haviam feito os Céus e a Terra. Israel, porém, deveria Guardar o Memorial do CRIADOR.

O SÁBADO declarava semanalmente:

O DEUS que Criou os Céus e a Terra é o DEUS que Santifica Seu povo.

Por isso, o SÁBADO era um elo de ouro entre DEUS e Seus Adoradores. Ele apontava para a Criação, para a Redenção e para a Santificação.

O Memorial do CRIADOR em meio à idolatria

Quando as nações abandonaram o CRIADOR, passaram a servir deuses falsos. Nesse contexto, o SÁBADO tinha uma função espiritual poderosa: preservar a Memória do Verdadeiro DEUS.

A cada Sétimo Dia, Israel era chamado a interromper suas atividades comuns e reconhecer:

DEUS é o Criador.
DEUS é o Libertador.
DEUS é o Santificador.
DEUS é o SENHOR do tempo.

Esse Memorial não era uma simples marca cultural. Era uma declaração de fidelidade.

Enquanto o mundo adorava a criatura, o SÁBADO apontava para o CRIADOR.

Enquanto as nações seguiam ídolos, o SÁBADO chamava o povo de DEUS de volta à Verdade.

Enquanto a humanidade se esquecia do SENHOR, o SÁBADO dizia: “Lembra-te.”                                            

O SÁBADO é hebreu ou Divino?

A Resposta Bíblica é Clara: o SÁBADO é DIVINO.

Ele foi confiado aos hebreus em determinado momento da história, mas sua origem não está em Israel. Sua Origem está na Criação.

Ele foi entregue a Israel como Sinal, mas seu fundamento não é nacional. Seu fundamento é o descanso, a Bênção e a Santificação realizados pelo próprio DEUS no Sétimo Dia.

Israel recebeu o privilégio e a responsabilidade de preservar essa Verdade. Mas aquilo que DEUS instituiu no Éden não pode ser reduzido a uma tradição étnica.

O SÁBADO pertence ao SENHOR.

E, porque pertence ao SENHOR, continua sendo Memorial do CRIADOR.

Aplicação espiritual: o que essa verdade nos ensina hoje?

Vivemos em uma época de distração, pressa e esquecimento espiritual.

Muitos reconhecem DEUS com os lábios, mas vivem como se o tempo pertencesse apenas a si mesmos. O SÁBADO nos chama de volta à reverência.

Ele nos Ensina que DEUS não quer apenas uma parte da nossa crença. Ele deseja ocupar o centro da nossa vida.

Guardar o SÁBADO é lembrar que a Criação tem um Autor, que a vida tem um propósito e que o descanso verdadeiro não está na fuga de DEUS, mas na Comunhão com Ele.

O SÁBADO também nos Ensina que DEUS Santifica Seu povo. Ele não apenas liberta da escravidão; Ele educa, restaura, conduz e separa para Si aqueles que desejam andar em Seus Caminhos.

Conclusão: o SÁBADO, um elo de ouro entre o CRIADOR e Seus adoradores

A história de Abraão, de Israel e do maná no deserto mostra que DEUS preservou Sua Verdade em meio à apostasia do mundo.

Quando as nações se afastaram do CRIADOR, DEUS chamou Abraão. Quando os descendentes de Abraão foram escravizados, DEUS os libertou. Quando o povo estava no deserto, DEUS lhes deu o maná. E, junto com o maná, reafirmou o Santo SÁBADO do SENHOR.

O SÁBADO não nasceu no deserto.

Não nasceu no Sinai.

Não nasceu como uma marca meramente judaica.

Ele nasceu no Éden, foi confiado a Israel e continua apontando para o DEUS que Criou os Céus e a Terra.

O SÁBADO permanece como Memorial do CRIADOR e Sinal de Santificação.

Um elo de ouro entre DEUS e todos aqueles que O Adoram em Espírito e em Verdade.

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O Sétimo Dia: Por Que DEUS Descansou, Abençoou e Santificou o Sábado?

                                      É DESSE JEITO! 

O Sábado não nasceu no Sinai. Ele nasceu no Éden.

Quando a Obra da Criação foi concluída, a Primeira Semana da História do Mundo ainda não havia terminado.

Durante seis dias, DEUS havia preparado a luz, os céus, a terra, os mares, a vegetação, os astros, os animais e, por fim, o ser humano. Tudo estava completo. Tudo era perfeito. Tudo refletia a sabedoria, o poder e a bondade do CRIADOR.

Então chegou o Sétimo Dia.

“E, havendo DEUS terminado no Sétimo Dia a Sua obra, que fizera, descansou nesse Dia de toda a Sua Obra que tinha feito.”
Gênesis 2:2

         

O Sétimo Dia não se tornou especial porque DEUS estivesse cansado. A BÍBLIA declara que o CRIADOR “não se cansa, nem se fatiga” (Isaías 40:28). Seu descanso teve outro propósito: estabelecer um Memorial Eterno de Sua Obra Criadora.

Foi nesse momento que DEUS lançou as bases do Sábado.

O Descanso do CRIADOR: um ato com Propósito Eterno

A ESCRITURA afirma que DEUS descansou no Sétimo Dia e tomou alento. Essa expressão não comunica fraqueza, mas deleite. DEUS contemplou Sua Criação perfeita e separou aquele dia como um sinal permanente de Sua Obra.

O Descanso do CRIADOR foi o primeiro ato que deu origem ao Sábado.

Em seguida, DEUS realizou mais dois atos solenes:

  1. Abençoou o Sétimo Dia;

  2. Santificou o Sétimo Dia.

“E abençoou DEUS o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”
Gênesis 2:3

Assim, o Sábado foi estabelecido por três Ações Divinas: descanso, bênção e santificação.

Não foi uma tradição humana. Não foi uma cerimônia criada por líderes religiosos. Não foi uma instituição posterior à Criação.

O Sábado foi separado pelo próprio DEUS no início da história humana.

O que significa “Santificou” o Sétimo Dia?

Santificar significa separar, dedicar e destinar algo para uso santo.

Quando DEUS Santificou o Sétimo Dia, Ele o distinguiu dos outros seis dias. Não porque o tempo em si fosse diferente, mas porque aquele dia deveria ser usado de maneira especial: como Memorial da Criação e ocasião de comunhão com o CRIADOR.

Santificar o Sábado significa reconhecer que ele pertence ao SENHOR.

No Sinai, o mesmo princípio foi aplicado ao monte onde DEUS manifestaria Sua presença. O povo recebeu ordem de não tocar o monte, pois ele havia sido separado para um propósito santo. Da mesma forma, o Sétimo Dia foi separado por DEUS para uma finalidade santa.

Portanto, santificar o Sábado não é apenas deixar de trabalhar. É tratar esse Dia como pertencente a DEUS.

É afastar-se das atividades comuns para dedicar tempo à adoração, à comunhão, à família, à PALAVRA e à contemplação das Obras do CRIADOR.

O Quarto Mandamento aponta diretamente para a Criação

O Quarto Mandamento não apresenta o Sábado como uma instituição nova.

Ele remete diretamente ao Éden:   

“Lembra-te do Dia de Sábado, para o Santificar. [...] O Sétimo Dia é o Sábado do SENHOR, teu DEUS.”
Êxodo 20:8, 10

E explica o motivo:

“Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao Sétimo Dia, descansou; por isso, o SENHOR Abençoou o Dia de Sábado e o Santificou.”
Êxodo 20:11

A ordem não diz que DEUS criou o Sábado no Sinai. Ela declara que o Sábado deve ser santificado porque DEUS já o havia Abençoado e Santificado na Criação.

O Quarto Mandamento, portanto, não estabelece a origem do Sábado no deserto. Ele aponta a humanidade de volta ao princípio.

De volta ao CRIADOR.

De volta ao Éden.

O Sábado foi feito para o ser humano

JESUS confirmou esse princípio quando declarou:

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.”
Marcos 2:27

CRISTO não disse que o Sábado foi feito apenas para uma nação, uma época ou um grupo específico. Ele disse que foi feito por causa do homem.

Isso nos leva de volta a Adão.

O Sábado foi dado quando a humanidade ainda estava representada por seu primeiro pai. Foi oferecido ao ser humano antes do pecado, antes da queda, antes de Israel existir e antes de qualquer sistema cerimonial.

O Sábado é Divino em sua origem e humano em seu benefício.

DEUS o tornou Seu por direito de Criação, mas o entregou ao ser humano como uma Bênção.

O Memorial da Criação

Por que DEUS estabeleceu esse Memorial?

Porque a Criação revela Seu Eterno Poder e Sua Divindade.

A BÍBLIA Ensina que as coisas criadas testemunham a existência, a sabedoria e o poder do CRIADOR. O Universo não é resultado de acaso. Ele existe porque DEUS falou, e tudo passou a existir.

O Sábado se levanta, então, como um Memorial semanal dessa Verdade.

Ao Santificar o Sétimo Dia, o ser humano reconhece:

  • DEUS é o CRIADOR;

  • tudo pertence a Ele;

  • a vida não é fruto do acaso;

  • a adoração deve ser dirigida ao Verdadeiro DEUS;

  • nossa existência depende de Sua Graça e Poder.

O Sábado preserva diante da humanidade a lembrança de que existe um CRIADOR acima de toda a Criação.

Por que essa Verdade é tão importante?

Quando o ser humano se esquece de DEUS como CRIADOR, abre espaço para idolatria, orgulho e independência espiritual.

O Sábado, porém, nos chama semanalmente a parar.

Parar para lembrar.

Parar para adorar.

Parar para reconhecer que DEUS continua sendo DEUS.

Ele nos lembra que não somos donos absolutos de nossa vida, de nosso tempo, de nossos bens ou de nossas forças. Somos criaturas diante do CRIADOR.

E essa lembrança é especialmente necessária em um mundo que vive acelerado, cansado, distraído e distante de DEUS.

O Sábado já existia antes do Sinai

A segunda menção Bíblica ao Sábado confirma que ele não começou com Moisés.

No deserto de Sim, antes da entrega da Lei no Sinai, Moisés declarou:

“Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor.”
Êxodo 16:23

Moisés não instituiu o Sábado naquele momento. Ele apenas reconheceu que o dia seguinte já era o Santo Descanso do SENHOR.

O povo não recebeu ali um novo dia. Recebeu instruções sobre um dia que já pertencia a DEUS.

Quando, mais tarde, DEUS escreveu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra, Ele não apresentou o Sábado como novidade. Ordenou: “Lembra-te”.

A palavra “Lembra-te” aponta para algo que já havia sido dado.

E os Patriarcas? Eles conheciam o Sábado?

Alguns argumentam que, como o Livro de Gênesis não registra repetidamente a observância do Sábado, os Patriarcas não o guardavam.

Mas esse argumento não se sustenta.

Gênesis não foi escrito como um código de leis destinado aos Patriarcas. Foi um registro histórico redigido por Moisés muitos séculos depois dos acontecimentos narrados.

O mesmo Livro também não apresenta, em forma de Mandamento, vários princípios morais fundamentais, como a proibição da idolatria, da blasfêmia, do adultério, do roubo e do falso testemunho. Isso não significa que tais práticas fossem permitidas.

Além disso, a própria contagem semanal já existia entre os Patriarcas. E a semana só possui sentido porque há um Sétimo Dia que a encerra.

Adão viveu 930 anos. Ele conheceu gerações posteriores e pôde transmitir pessoalmente os acontecimentos da Criação, a História do Éden, a Queda e a Santificação do Dia de Descanso.

A História da Criação não estava distante dos primeiros homens. Ela era parte viva de sua memória.

O Sábado: Presente do CRIADOR para a humanidade

O Sábado não foi Criado para oprimir. Foi Criado para Abençoar.

Ele é uma pausa santa no meio da rotina.

É um convite para sair da correria e entrar na presença de DEUS.

É um Memorial da Criação, um Sinal de comunhão e uma Lembrança semanal de que o CRIADOR ainda sustenta todas as coisas.

Em um mundo que tenta viver sem DEUS, o Sábado continua proclamando:

“O SENHOR fez os céus e a terra.”

E em um mundo cansado, ele continua oferecendo descanso.

Conclusão: o Dia que DEUS fez Seu para entregá-lo ao ser humano

No Éden, quando tudo era perfeito, DEUS separou o Sétimo Dia.

Ele Descansou.

Ele Abençoou.

Ele Santificou.

O Sábado nasceu como Memorial da Criação, testemunho do poder de DEUS e presente para toda a família humana.

Não é apenas um dia no calendário. É um encontro marcado entre o CRIADOR e Suas criaturas.

Ao Santificarmos o Sábado, reconhecemos que DEUS é o Autor da Vida, o SENHOR do tempo e o único Digno de nossa Adoração.

Que a nossa resposta seja firmada na PALAVRA:

“O Sétimo Dia é o Sábado do SENHOR, teu DEUS.”
Êxodo 20:10

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