É DESSE JEITO!
No monte Sinai, DEUS não criou o SÁBADO; Ele proclamou diante de Israel o Memorial que já havia sido santificado desde o Éden.
Chegamos agora a um dos momentos mais solenes de toda a História Bíblica: a descida do SENHOR sobre o Monte Sinai.
O povo de Israel havia sido libertado do Egito com Mão Poderosa. O mar Vermelho ficara para trás. O deserto de Sim já havia testemunhado o milagre do maná e a confirmação do SANTO SÁBADO do SENHOR. Agora, diante do monte fumegante, DEUS Se manifestaria ao Seu povo de maneira Majestosa.
O Livro de Êxodo apresenta três grandes dons concedidos aos hebreus naquele período:
Primeiro, no deserto de Sim, DEUS lhes deu o SÁBADO como tesouro confiado ao povo liberto.
Depois, no Sinai, DEUS entregou a Si mesmo a Israel, estabelecendo uma aliança solene com a nação.
Por fim, no mesmo monte, o SENHOR Proclamou Sua SANTA LEI, Escrita posteriormente em Tábuas de Pedra.
Mas é importante compreender: o SÁBADO, a LEI e o próprio DEUS não se tornaram “judeus” por terem sido confiados a Israel. O povo hebreu foi honrado ao receber esses dons; porém, a origem deles não estava em Israel, mas no próprio CRIADOR.
Israel foi honrado ao receber os Oráculos de DEUS
As SAGRADAS ESCRITURAS mostram que Israel recebeu um privilégio extraordinário.
O Salmista declarou:
“Mostra a Sua palavra a Jacó, as Suas leis e os Seus preceitos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação.”
Salmo 147:19-20
O Apóstolo Paulo também afirmou que aos judeus foram confiados os Oráculos de DEUS. Pertenciam-lhes a adoção, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas.
Isso não significa que DEUS pertencia apenas a Israel. Também não significa que Sua Lei fosse meramente nacional. Significa que Israel foi Escolhido para Preservar e Testemunhar a VERDADE DIVINA diante das nações.
O SENHOR chamou aquele povo para ser luz em meio a um mundo escurecido pela idolatria.
A Lei de DEUS foi confiada a Israel, mas expressa Princípios Eternos.
O SÁBADO foi confiado a Israel, mas continua sendo o Memorial do CRIADOR.
O DEUS de Israel é o SENHOR de toda a Terra.
O Monte Sinai e a Majestade do Legislador
Depois da aliança solene, o povo saiu do arraial para se encontrar com DEUS.
O cenário era grandioso e temível.
O Monte Sinai fumegava, porque o SENHOR havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como a fumaça de uma fornalha. Todo o Monte tremia fortemente. A Voz de DEUS ecoava diante da congregação.
Foi nesse ambiente de Reverência, Santidade e Glória que o próprio SENHOR Proclamou os Dez Mandamentos.
Não foi Moisés quem inventou aquela LEI.
Não foi Israel quem a Escreveu.
Não foi uma assembleia humana que decidiu Seus Princípios.
O Grande Legislador falou do meio do fogo.
E, dentro dessa LEI Moral, no coração dos Dez Mandamentos, DEUS colocou o Mandamento do SÁBADO.
O Quarto Mandamento: “Lembra-te”
Assim declarou o SENHOR:
“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu DEUS; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.”
Êxodo 20:8-11
Esse Mandamento é profundo, claro e completo.
Ele começa com um chamado: “Lembra-te”.
Essa palavra revela que o SÁBADO não estava sendo apresentado como algo novo. DEUS não disse “cria”, “inventa” ou “começa”. Ele Disse: “Lembra-te”.
O SÁBADO já possuía uma história.
Sua Origem estava na Criação.
Sua Autoridade estava no Descanso, na Bênção e na Santificação realizadas pelo próprio DEUS no Sétimo Dia.
O SÁBADO ocupa um lugar na LEI Moral
O Quarto Mandamento não aparece isolado, como uma norma secundária ou cerimonial. Ele está no Centro dos Dez Mandamentos.
Isso é profundamente significativo.
Ao Proclamar os Grandes Princípios da Moralidade, o SENHOR incluiu a Santificação do SÁBADO entre Mandamentos que tratam da Adoração ao Verdadeiro DEUS, do respeito ao Seu Nome, da Honra aos Pais, da Preservação da Vida, da Pureza, da Honestidade, da Verdade e da Integridade do coração.
O SÁBADO, portanto, não é apresentado como um detalhe sem importância.
Ele ocupa lugar na Lei Moral de DEUS.
Seu propósito é preservar diante da humanidade o grande memorial do Criador. Enquanto os outros mandamentos revelam princípios morais essenciais, o quarto aponta para o fundamento de toda adoração: DEUS é o Criador dos céus e da Terra.
A Origem do SÁBADO não está no Sinai
O próprio Quarto Mandamento explica Sua Origem.
DEUS não fundamentou o SÁBADO na saída do Egito, nem na queda do maná, nem em um costume hebreu. Ele fundamentou o Mandamento na Criação:
“Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao Sétimo Dia, descansou.”
O Mandamento remete diretamente ao Éden.
No fim da primeira semana do tempo, DEUS Descansou no Sétimo Dia, Abençoou esse Dia e o Santificou. O Quarto Mandamento não cria essa realidade; Ele a Confirma, Proclama e Ordena que seja Lembrada.
Por isso, nunca devemos esquecer: o SÁBADO não surgiu no deserto de Sim e não nasceu no Sinai.
No deserto de Sim, ele já aparece como “o SANTO SÁBADO do SENHOR”.
No Sinai, ele é proclamado como MANDAMENTO Moral, fundamentado na Criação.
Sua raiz está no paraíso.
O Quarto Mandamento é claro e específico
O Quarto Mandamento apresenta três partes bem definidas.
Primeiro, o preceito:
“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.”
Depois, a explicação prática:
“Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu DEUS.”
Por fim, o motivo:
“Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra [...] e, ao sétimo dia, descansou.”
Não há indefinição no texto.
O Mandamento não fala de “um dia qualquer em sete”. Ele aponta para “o Sétimo Dia”, o mesmo dia em que o CRIADOR Descansou, o mesmo Dia que recebeu Sua Bênção e o mesmo Dia que foi Santificado por Ele.
A Instituição Sabática tem Nome, Origem, Fundamento e Propósito.
Seu Nome é SÁBADO, descanso.
Sua Origem é a Criação.
Seu Fundamento é o exemplo do CRIADOR.
Seu Propósito é a Santificação do Tempo para Adoração ao SENHOR.
O SÁBADO Bíblico é o Sétimo Dia da semana
As ESCRITURAS também confirmam que o Sétimo Dia do Quarto Mandamento é o mesmo SÁBADO reconhecido no NOVO TESTAMENTO.
Lucas, ao narrar o sepultamento de JESUS CRISTO, declara que as mulheres que O acompanhavam prepararam aromas e bálsamos, mas descansaram no SÁBADO, segundo o MANDAMENTO. Depois, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro.
Isso mostra uma sequência clara:
JESUS CRISTO morreu no dia da preparação.
As mulheres descansaram no SÁBADO, segundo o MANDAMENTO.
No dia seguinte, o primeiro dia da semana, foram ao túmulo.
Portanto, o SÁBADO guardado segundo o MANDAMENTO era o Sétimo Dia da semana. O dia seguinte era o primeiro.
A própria narrativa do NOVO TESTAMENTO preserva essa identificação.
Neemias confirma: DEUS fez conhecer Seu Santo SÁBADO
O testemunho de Neemias é muito importante.
Ele escreveu:
“Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles e lhes deste juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. O Teu santo sábado lhes fizeste conhecer.”
Neemias 9:13-14
Observe a linguagem: DEUS não fez o SÁBADO para eles naquele momento. Ele lhes fez conhecer o Seu Santo SÁBADO.
Essa expressão indica uma realidade já existente, agora revelada de maneira mais plena e detalhada por meio do Quarto Mandamento.
Israel já havia recebido instrução sobre o SÁBADO no deserto de Sim. Mas no Sinai, o SENHOR o colocou dentro da LEI Moral, explicou sua base, sua extensão e sua autoridade.
O SÁBADO foi tornado conhecido como parte da aliança pública entre DEUS e Seu povo.
A Obrigação Moral do Quarto Mandamento
A Obrigação Moral do SÁBADO nasce da própria relação entre o CRIADOR e Suas criaturas.
DEUS Criou o mundo.
DEUS Formou o homem.
DEUS Deu vida, fôlego, força, tempo, inteligência e capacidade de trabalho.
Tudo o que somos e tudo o que possuímos vem Dele.
Por isso, se o SENHOR quisesse, poderia reivindicar todos os dias da semana para Si. Mas, em Sua bondade, concedeu ao ser humano seis dias para suas ocupações comuns e reservou apenas o Sétimo para uso Santo.
Assim, o SÁBADO não é um presente que o homem oferece a DEUS. Na verdade, os seis dias são um presente de DEUS ao homem.
O Quarto Mandamento não exige que entreguemos a DEUS algo que nos pertence. Ele nos ordena a não tomar para uso comum aquilo que DEUS reservou para Si.
Guardar o SÁBADO é devolver ao SENHOR aquilo que já é Dele.
Profanar o SÁBADO é apropriar-se de um tempo que DEUS Santificou.
O SÁBADO e a Adoração Verdadeira
O SÁBADO preserva a Memória do Verdadeiro DEUS.
Em um mundo que frequentemente esquece o CRIADOR, o Quarto Mandamento declara semanalmente que a vida não surgiu do acaso. Os céus e a Terra pertencem ao SENHOR. O tempo pertence a DEUS. A adoração deve ser dirigida Àquele que fez todas as coisas.
O SÁBADO é uma barreira contra a idolatria, contra a autossuficiência e contra o esquecimento espiritual.
Ele nos chama a parar.
Parar para Lembrar.
Parar para Adorar.
Parar para Reconhecer que DEUS é o CRIADOR, o Sustentador e o SENHOR do tempo.
Aplicação espiritual: o que o Sinai nos ensina hoje?
O Sinai nos ensina que a Lei de DEUS não deve ser tratada com descuido.
O mesmo DEUS que libertou Israel do Egito revelou Sua Vontade com Majestade e Santidade. O fogo, o tremor do monte e a Voz Divina mostravam que os Mandamentos do SENHOR não são conselhos humanos, mas expressão de Sua Autoridade.
O Quarto Mandamento nos convida a uma obediência reverente.
Não se trata apenas de interromper atividades. Trata-se de reconhecer que há um Tempo Separado por DEUS, Abençoado por DEUS e Santificado por DEUS.
O SÁBADO nos chama a colocar o CRIADOR no centro da vida.
Quando Guardamos o SÁBADO conforme as ESCRITURAS, declaramos que DEUS é Digno de nosso Tempo, nossa Adoração, nossa Confiança e nosso Descanso.
Conclusão: o Mandamento que nos leva de volta ao Éden
No Monte Sinai, o SENHOR Proclamou Sua Lei diante de Israel.
Entre os Dez Grandes Mandamentos, colocou o Memorial da Criação.
O Quarto Mandamento não aponta para uma tradição humana. Ele aponta para o Princípio.
Não aponta para a autoridade de uma nação. Aponta para a Autoridade do CRIADOR.
Não aponta para um dia indefinido. Aponta para o Sétimo Dia, o SÁBADO do SENHOR.
O mesmo DEUS que descansou no Éden falou no Sinai. O mesmo SÁBADO Santificado na Criação foi Proclamado na Lei Moral. A mesma Verdade continua chamando homens e mulheres à Adoração Verdadeira.
O SÁBADO é o Dia do SENHOR.
E a Voz que Ecoou no Sinai ainda nos Chama a Firmar os pés em uma Base Verdadeira:
Assim Diz o SENHOR.
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