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A História do Sábado - "O Sábado Durante o Dia da Tentação" (Parte 7/28)

                                              É DESSE JEITO!  

      

   Essa linguagem mostra uma violação geral do Sábado, e evidentemente se refere à apostasia de Israel durante os primeiros quarenta dias nos quais Moisés se ausentou. DEUS então planejou destruí-los; mas, por causa da intercessão do líder, poupou-os pela razão mencionada pelo Profeta.  Após receberem mais um tempo de teste, falharam de maneira marcante pela segunda vez. Por isso, DEUS levantou a mão em juramento de que eles não entrariam na terra prometida. Assim continua o Profeta: “Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. Porque rejeitaram os Meus juízos, e não andaram nos Meus estatutos, e profanaram os Meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. Não obstante, os Meus olhos lhes perdoaram, e Eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto” (Ezequiel 20:15-17)

  Essa linguagem se refere, sem dúvida, ao Ato Divino de impedir todos aqueles que tinham mais de vinte anos de idade de entrar na terra prometida. Deve-se notar que a transgressão do Sábado é especificamente mencionada como um dos motivos para a exclusão, daquela geração, da terra prometida. DEUS poupou o povo, de modo que a nação não foi totalmente eliminada, estendendo então ao grupo mais jovem um período de graça adicional. O Profeta continua: “Mas disse Eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos. Eu Sou o Senhor, vosso Deus; andai nos Meus estatutos, e guardai os Meus juízos, e praticai-os; santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Mas também os filhos se rebelaram contra Mim e não andaram nos Meus estatutos, nem guardaram os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; antes, profanaram os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor, para cumprir contra eles a Minha ira no deserto. Mas detive a mão e o fiz por amor do Meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; porque não executaram os Meus juízos, rejeitaram os Meus estatutos, profanaram os Meus sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais” (Ezequiel 20:18-24)

   Portanto, parece que a geração mais jovem, poupada por DEUS quando Ele excluiu os seus pais da terra prometida, assim como os seus progenitores, transgrediu a Lei de DEUS, profanou o Sábado e se apegou à idolatria. Não aprouve a DEUS excluí-los da terra de Canaã, mas Ele levantou a mão para os israelitas no deserto, jurando que os entregaria à dispersão entre os seus inimigos depois que eles tivessem entrado na terra da promessa. Assim se vê que, enquanto estavam no deserto, os hebreus lançaram as bases para sua dispersão futura da própria terra; e um dos atos que desencadeou sua ruína final como nação foi a transgressão do Sábado, antes de haverem entrado na terra prometida. Moisés tinha motivos de sobra para dizer, em seu último mês de vida: “Rebeldes fostes contra o SENHOR, desde o dia em que vos conheci”. Em Josué e Calebe havia outro espírito, pois seguiram ao SENHOR com integridade. 

   Essa é a história completa da observância do Sábado no deserto. Até mesmo o milagre do maná, que, por quarenta anos, todas as semanas, deu testemunho público do Sábado, tornou-se  um mero evento corriqueiro para o povo hebreu, que chegou ao ponto de murmurar contra o pão enviado do céu; e podemos muito bem acreditar que pessoas tão endurecidas pelo engano do pecado tinham pouca consideração pelo testemunho do maná em favor do Sábado. No relato mosaico, lemos o seguinte com relação ao Sábado: Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.”   

   O principal destaque desse texto está ligado à proibição de acender fogo no Sábado. Uma vez que essa é a única proibição do tipo na BÍBLIA e que, com frequência, é apresentada como um motivo pelo qual o Sábado não deveria ser guardado, cabe aqui uma breve análise dessa dificuldade. É importante notar: 1) que essas palavras não fazem parte do Quarto Mandamento, a grande Lei do Sábado; 2) que havia leis referentes ao Sábado que não faziam parte da instituição sabática, mas que surgiram a partir do momento em que o dia foi confiado aos hebreus. Exemplo disso é a lei referente à apresentação dos pães da proposição, no Sábado, e do holocausto para o Sábado. Portanto, é possível que esse preceito, no mínimo, se refira apenas àquela nação, sem fazer parte da instituição original; 3) que, assim como havia leis específicas apenas para os hebreus, também havia aquelas que vigoraram somente enquanto eles estavam no deserto. Esse era o caso de todos os preceitos relacionados ao maná, à construção do tabernáculo e sua montagem, à ordem do acampamento ao redor do tabernáculo, etc.; 4) que a essa classe pertenciam todos os estatutos, concedidos desde que Moisés desceu com as segundas tábuas de pedra, até o fim do Livro de Êxodo, a menos que as palavras em análise sejam uma exceção; 5) que a proibição de acender o fogo pertencia a essa categoria, isto é, a de leis destinadas apenas para o período no deserto, conforme evidenciam vários fatos claros: 

1. A terra da Palestina é tão fria durante parte do ano que acender o fogo para impedir o sofrimento se torna uma necessidade.   

2. O Sábado não foi criado para ser motivo de aflição e sofrimento, mas, sim, de refrigério, deleite e bênção.  

3. No deserto do Sinai, onde foi dado esse preceito referente ao fogo no Sábado, a proibição não seria motivo para sofrimento, pois os israelitas se encontravam a cerca de 320 quilômetros ao sul de Jerusalém, no clima quente da Arábia. 

4. O fato desse preceito ter caráter temporário é mostrado, também, pela ausência de qualquer indicação de que se tratava de um estatuto perpétuo; mas essa indicação está presente quando se fala a respeito de outras leis que deveriam ser guardadas após a entrada do povo na terra. Nesse caso, porém, o preceito parece ter caráter semelhante ao preceito relativo ao maná, coexistindo com ele e sendo a ele adaptado. 

5. Se a proibição a respeito do fogo aos Sábados se referisse, de fato, à terra prometida, e não somente ao deserto, ela entraria, de tempos em tempos, em conflito direto com a lei da Páscoa. Isso ocorreria porque a refeição pascoal deveria ser preparada no fogo, pelas famílias dos filhos de Israel, na tarde, ou no pôr do sol, do décimo quarto dia do primeiro mês, e este ocasionalmente cairia no Sábado. A proibição de acender o fogo no Sábado não entraria em conflito com a Páscoa enquanto os hebreus estivessem no deserto, pois esta só seria observada depois que eles chegassem à terra prometida.

   Mas caso a proibição se estendesse até depois da conquista da terra, quando a Páscoa seria regularmente observada, os dois estatutos frequentemente entrariam em conflito direto. Sem dúvida, essa é uma forte confirmação do ponto de vista de que a proibição do fogo no Sábado era um estatuto temporário, referente apenas ao deserto. 

   Com base nesses fatos, conclui-se que o argumento popular, baseado na proibição de acender o fogo, de que o Sábado era uma instituição local, adaptada apenas à terra de Canaã, deve ser abandonado; pois fica claro que tal proibição tinha caráter temporário, nem sequer adaptada à terra da promessa, nem a ela destinada. Em seguida, lemos o seguinte a respeito do Sábado: “Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, Sou santo. Cada um respeitará a sua mãe e o seu pai e guardará os Meus sábados. Eu Sou o Senhor, vosso Deus. [...] Guardareis os Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.” 

   Essas referências constantes ao Sábado contrastam de maneira marcante com a desobediência geral do povo. Por isso, DEUS fala mais uma vez: “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas.”  

             

   Assim, o SENHOR solenemente designou Seu dia de descanso para ser um período de Santa Adoração e um dia de reuniões religiosas semanais. Mais uma vez, o grande Legislador apresenta Seu Sábado: “Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Guardareis os Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.”

   Como o povo de DEUS teria sido feliz se tivesse, dessa forma, se afastado da idolatria e reverenciado o Dia de Descanso do CRIADOR! Entretanto, a idolatria e a transgressão do Sábado eram tão generalizadas no deserto que a geração que saiu do Egito foi excluída da terra prometida.  Assim, depois que DEUS excluiu da herança os homens que se rebelaram contra Ele, lemos o seguinte acerca do Sábado: “Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.” 

   Os fatos a seguir devem ser levados em conta ao se explicar esse texto: (1) tratava-se de um caso de culpa fora do comum, pois toda a congregação perante a qual esse homem foi julgado, e pela qual foi morto, também era culpada de transgredir o sábado e acabara de ser excluída da terra prometida por causa desse pecado e de outros mais; (2) esse não era um caso que se 
enquadrava na pena de morte em vigor por trabalho ao Sábado, pois o homem foi colocado em confinamento até que o SENHOR declarasse Seu veredito a respeito da culpa do transgressor. A singularidade dessa transgressão pode ser entendida com a ajuda do contexto. O versículo que precede imediatamente o caso em questão diz o seguinte: “Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e violou o Seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela.”

   O fato de tais palavras serem sucedidas por esse caso marcante certamente serve para ilustrá-lo. Fica evidente, portanto, que se tratava de um pecado atrevido, no qual o transgressor tinha a intenção de desprezar o ESPÍRITO de Graça e os Estatutos do ALTÍSSIMO. Portanto, o incidente não pode ser citado como evidência de excesso de rigidez na observância do Sábado por parte dos hebreus, pois temos evidências incontestáveis de que eles o transgrediram em grande medida durante todo o período de 40 anos de jornada pelo deserto. Consequentemente, esse caso se destaca como exemplo de transgressão na qual o pecador tinha a intenção de demonstrar desprezo pelo Legislador, e esse foi o ponto que tornou sua culpa muito grave.  

   No último mês de sua vida longa e marcante, Moisés relembrou todos os atos grandiosos de DEUS em favor de Seu povo, bem como os Estatutos e os Preceitos que DEUS lhes havia dado. Essa repetição se encontra no Livro de Deuteronômio, nome que significa Segunda Lei, e se aplica ao Livro pelo fato de se tratar de uma segunda escrita da Lei. É o discurso de despedida de Moisés a um povo rebelde e desobediente. Ele deseja imbuir-lhes do mais forte senso possível de obrigação pessoal de obedecer. Por isso, logo antes de repetir os Dez Mandamentos, ele usa uma linguagem cujo objetivo claro é impressionar a mente dos hebreus com um senso da obrigação individual no que diz respeito a fazer aquilo que DEUS havia ordenado. Ele diz: “Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”.   

   Não foram os atos de vossos pais que colocaram esta responsabilidade sobre vós, mas vossos próprios atos individuais que vos ligaram a esta aliança. Vós vos comprometestes com o ALTÍSSIMO em cumprir tais preceitos. Esse é o significado óbvio dessas palavras; contudo, elas têm sido erroneamente usadas como prova de que o Sábado do SENHOR foi feito para os hebreus e não era obrigatório para os patriarcas. A peculiaridade dessa dedução é revelada no fato de que ela é usada somente contra o Quarto Mandamento, ao passo que, se fosse um argumento justo e lógico, demonstraria que os antigos patriarcas não tinham obrigação nenhuma em relação a qualquer preceito da Lei Moral. Mas é certo que a aliança em Horebe foi apenas uma materialização, ou manifestação visível, dos preceitos da Lei Moral, com compromissos mútuos entre DEUS e o povo. Em outras palavras, essa aliança não deu origem a nenhum dos Dez Mandamentos. De qualquer  forma, constatamos que o Sábado foi ordenado pelo SENHOR ao fim da Criação e já era obrigatório para os hebreus no deserto, antes de DEUS lhes dar algum preceito novo sobre o assunto. Como a obrigatoriedade do Sábado no 
deserto estava em vigor antes da aliança no monte Horebe, tal fato é uma prova conclusiva de que o Sábado não teve mais “origem” nessa aliança do que a proibição da idolatria, do roubo ou do assassinato. 

   O homem de DEUS então repete os Dez Mandamentos. E diz o seguinte acerca do Quarto: “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.”

              

   É singular o fato de que esse texto Bíblico seja uniformemente citado por aqueles que escrevem contra o Sábado, como sendo o Quarto Mandamento original, ao passo que o preceito original, em si, é cuidadosamente deixado de fora. No entanto, há fortíssimas evidências de que esse não é o preceito original, pois Moisés pronunciou essas palavras ao fim da jornada de quarenta anos, ao passo que o Mandamento original foi entregue no terceiro mês após a saída do Egito. O próprio Mandamento, conforme aqui expresso, contém provas inequívocas de haver sido dado posteriormente. Ele diz: “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor”, citando, portanto, que o original se encontrava em outra parte. Além disso, o preceito, conforme mencionado aqui, se encontra claramente incompleto. Ele não contém nenhuma pista sobre a origem do Sábado do SENHOR, nem mostra quais foram os atos que o trouxeram à existência. É por isso que aqueles que afirmam que o Sábado teve início no deserto, e não na Criação, citam essa passagem como se fosse o Quarto Mandamento, e omitem o Preceito original, proclamado pelo próprio DEUS, onde todos esses fatos se encontram expressos com clareza.

   Mas embora Moisés, nesta segunda repetição, omita uma porção significativa do Quarto Mandamento, ele se refere ao preceito original em questão, e então inclui uma poderosa súplica quanto à obrigação dos hebreus de guardarem o Sábado. Deve-se lembrar que muitos dentre o povo haviam firmemente persistido na violação do Sábado, e que essa era a última vez que Moisés falava em favor desse dia. Por isso, ele diz: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15)

   Com frequência, essas palavras são citadas como prova de que o Sábado se originou quando Israel saiu do Egito, sendo ordenado, naquela ocasião, como memorial de seu livramento. Mas deve-se observar que: 1) esse texto não diz uma palavra sequer a respeito da origem do Sábado ou do Dia de Descanso do SENHOR; 2) os fatos a respeito da origem do Sábado são mencionados no Quarto Mandamento original; e, lá, eles remontam à Criação; 3) não há motivo para crer que DEUS descansou no Sétimo Dia por ocasião dessa fuga do Egito, nem que Abençoou e Santificou o dia nesse evento; 4) o Sábado nada tem, em si, que insinue qualquer tipo de comemoração da libertação do Egito, pois ela foi uma fuga, e o dia é de descanso. Além disso, a fuga ocorreu no 15º dia do primeiro mês, e o descanso sabático ocorre no Sétimo Dia de cada semana. Logo, a comemoração do livramento ocorreria anualmente e o descanso no Sábado, semanalmente; 5) DEUS estabeleceu um memorial apropriado da libertação para ser observado pelos hebreus: a Páscoa [passover, em inglês: lit. “passar sobre”], no 14º dia do primeiro mês, em lembrança de DEUS ter passado sobre eles [passed over], ou seja, não tê-los destruído, quando feriu os egípcios; e a Festa dos Pães Asmos, em memória de terem comido esse tipo de pão ao saírem do Egito.

   Mas o que essas palavras indicam, então? Talvez o significado delas seja compreendido de forma mais clara ao compará-las com um paralelo exato encontrado no mesmo livro, escrito pelo mesmo autor: “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito e de que o Senhor te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso.” 

   Logo se vê que esse preceito não foi dado para comemorar o livramento de Israel da escravidão no Egito; tampouco tal libertação poderia ter dado origem à obrigação moral expressa nele. Se, no primeiro caso, a linguagem provasse que os seres humanos não tinham obrigação de guardar o Sábado antes que Israel fosse libertado do Egito, provaria com igual certeza, no segundo caso, que eles, antes desse livramento, não tinham a obrigação de tratar com misericórdia e justiça os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. E se, no primeiro caso, o Sábado se apresenta como judaico, no segundo, o estatuto do grande Legislador em favor dos necessitados e desvalidos deveria partilhar da mesma sorte. Fica evidente que a linguagem usada nos dois casos tinha o objetivo de apelar ao senso de gratidão do povo. Vós fostes escravos no Egito e DEUS vos resgatou;  portanto, lembrai-vos dos outros que passam por aflições, e não os oprimais. Fostes cativos no Egito e DEUS vos resgatou; portanto, Santificai ao SENHOR o dia que Ele reservou para Si – um apelo extremamente poderoso feito para aqueles que, até então, persistiam em transgredi-lo. De fato, o livramento da escravidão abjeta era necessário, nos dois casos, para que as coisas ordenadas fossem observadas plenamente, mas a libertação não deu origem a nenhum desses deveres. Esse foi, sim, um dos atos pelos quais o Sábado do SENHOR foi dado àquela nação, mas não um dos atos pelos quais DEUS o Criou; tampouco o ato transformou o Dia de Descanso do SENHOR em uma instituição judaica. 

   É fato evidente que as palavras gravadas na pedra foram apenas os Dez Mandamentos. 

  1. Afirma-se o seguinte acerca das primeiras tábuas: “Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma. Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.” 


   2. Assim, as primeiras tábuas de pedra continham apenas os dez mandamentos. E a Bíblia é clara em afirmar que as segundas tábuas consistiam em uma cópia exata daquilo que fora escrito nas primeiras: “Então, disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.” “Escreverei nas duas tábuas as palavras que estavam nas primeiras que quebraste, e as porás na arca.” 

 3. Isso se confirma por meio deste testemunho conclusivo: “E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” “Então, escreveu o Senhor nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que Ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o Senhor mas deu a mim.” 

   Esses textos explicam a linguagem a seguir: “Deu-me o Senhor as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o Senhor havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o povo”. Portanto, afirma-se que Deus escreveu nas tábuas de pedra segundo todas as palavras que havia falado no dia da convocação, e as palavras que Ele assim escreveu são chamadas de dez palavras. Mas a introdução ao decálogo não era uma dessas dez palavras e, por isso, não foi escrita na pedra pelo dedo de Deus. É preciso atentar para essa distinção, que fica clara ao analisarmos a passagem a seguir e seu contexto: “Estas palavras falou o Senhor a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.” 

   Estas palavras, aqui destacadas como tendo sido escritas pelo Dedo de DEUS depois de serem pronunciadas por Ele ao ouvido de todo o povo, devem ser compreendidas como uma destas duas alternativas: (1) são tão somente as Dez Palavras da Lei de Deus, ou (2) são as palavras usadas por Moisés nessa retomada do Decálogo. Contudo, elas não podem se referir às palavras usadas nessa retomada, pois: (1) Moisés omite uma parte importante do Quarto Preceito dado por DEUS em sua proclamação no monte; (2) nessa repetição do Preceito, ele faz menção ao original para fazer lembrar aquilo que é omitido; (3) ele acrescenta ao Preceito – para favorecê-lo – um apelo à gratidão do povo, que não foi feito originalmente por DEUS; (4) a linguagem usada serviu apenas como repetição do Mandamento e não teve o propósito de apresentar o original; e tal fato é evidenciado, ainda mais, pelas muitas variações de palavras em relação ao Decálogo original. Tais fatos são conclusivos para definir quais palavras foram escritas nas tábuas de pedra. Quando Moisés fala estas palavras, ele certamente não estava se referindo a uma cópia incompleta, como a repetição que ele fez em Deuteronômio, mas ao próprio código original relatado em Êxodo 20. Em outras palavras, quando Moisés fala que estas palavras foram gravadas nas tábuas, ele não se refere às palavras que ele usou em seu discurso, mas, sim, às Dez Palavras da Lei de DEUS, excluindo todo o resto. 

   Assim analisamos as menções ao Sábado nos Livros de Moisés. Encontramos sua origem no paraíso, quando o homem ainda se encontrava em seu estado de retidão; vimos que os hebreus foram separados de toda a humanidade como depositários da Verdade Divina; constatamos que o Sábado e toda a Lei Moral foram confiados a eles como um Patrimônio Sagrado; vimos que o Sábado foi proclamado por DEUS como um dos Dez Mandamentos; percebemos que ele foi escrito pelo Dedo de DEUS, sobre a pedra, no próprio centro da Lei Moral; vimos que essa Lei não possui nenhum traço judaico, mas somente características Morais e Divinas, e que foi colocada embaixo do propiciatório na Arca da Aliança de DEUS; vimos que diversos preceitos, referentes ao sábado, foram dados aos hebreus e se destinavam somente a eles; notamos que os hebreus transgrediram o Sábado em larga escala durante sua peregrinação pelo deserto; e ouvimos o apelo final em prol do Sábado, feito por Moisés àquele povo rebelde. 

   O Fundamento da Instituição Sabática repousa sobre a sua Santificação, antes da queda do homem; o Quarto Mandamento é sua grande cidadela de defesa; sua localização, no centro da Lei Moral, embaixo do propiciatório, mostra sua ligação com a expiação e sua obrigação imutável. 

                                                                                                                                 Continua...


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          Especial - "A História do Sábado" (Parte 1/28)   

                             

          A História do Sábado - "A Criação" (Parte 2/28) 



        A História do Sábado - "A Instituição do Sábado" (Parte 3/28)



      

    A História do Sábado - "O Quarto Mandamento" (Parte 5/28)


    

  A História do Sábado - "Escrito pelo Dedo de DEUS" (Parte 6/28)


                                       


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A História do Sábado - "Escrito pelo Dedo de DEUS" (Parte 6/28)

                                                    É DESSE JEITO! 

   Quando a Voz do Santo cessou, “o povo estava de longe, em pé; Moisés, porém, se chegou à nuvem escura onde DEUS estava”. Segue-se um breve diálogo no qual DEUS entrega a Moisés uma série de preceitos, os quais, como uma amostra dos estatutos dados por seu intermédio, podem ser classificados da seguinte forma: preceitos cerimoniais, que apontavam para as coisas por vir; preceitos legais, direcionados ao governo civil da nação; e preceitos morais, declarando, de outras formas, os Dez Mandamentos. Nesse breve diálogo, o Sábado não é esquecido: “Seis dias farás a tua obra, mas, ao Sétimo Dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.”

   Esse Texto Bíblico fornece uma evidência implícita de que o Sábado foi feito para a humanidade e para as criaturas que compartilham dos labores humanos. O estrangeiro e o forasteiro deveriam guardá-lo, e o Sábado serviria para o alento deles. Mas as mesmas pessoas não poderiam participar da Páscoa até que se tornassem membros da igreja hebraica por meio da circuncisão. 

   Quando Moisés voltou para junto do povo, ele repetiu todas as Palavras do SENHOR. A uma voz, os israelitas exclamaram: “Tudo o que falou o SENHOR faremos”. Então Moisés escreveu todas as Palavras do SENHOR. “E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos”. Então “tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco”. 

   Dessa maneira, DEUS preparou o caminho para derramar um segundo sinal de honra sobre Sua Lei: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a Lei, e os Mandamentos que escrevi, para os ensinares. [...] Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. E a glória do SENHOR pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao Sétimo Dia, do meio da nuvem chamou o SENHOR a Moisés. O aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.” 

   Durante esses quarenta dias, DEUS mostrou a Moisés um modelo da Arca dentro da qual seria colocada a Lei que Ele havia Escrito em pedra, do Propiciatório que ficaria em cima da Lei, e do Santuário no qual a Arca seria depositada. Também ordenou o Sacerdócio, cujos membros ministrariam no Santuário diante da Arca. Depois que essas coisas foram ordenadas, quando o Legislador estava prestes a confiar a Lei Escrita por Si mesmo às mãos de Moisés, Ele mais uma vez ordenou que o Sábado fosse guardado: “Disse mais o SENHOR a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus Sábados; pois é Sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que EU SOU o SENHOR, que vos Santifica. Portanto, guardareis o Sábado, porque é Santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o Sétimo Dia é o Sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do Sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o Sábado, celebrando-o por Aliança Perpétua nas suas gerações. Entre Mim e os filhos de Israel é Sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao Sétimo Dia, descansou, e tomou alento. E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, Escritas pelo Dedo de DEUS.”                         

           

   Essa passagem deve ser comparada com o testemunho de Ezequiel, dado em nome de DEUS: “Dei-lhes os Meus estatutos e lhes fiz conhecer os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles. Também lhes dei os Meus Sábados, para servirem de Sinal entre Mim e eles, para que soubessem que EU SOU o SENHOR que os santifica. [...] EU SOU o SENHOR, vosso DEUS; andai nos Meus estatutos, e guardai os Meus juízos, e praticai-os; santificai os Meus Sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que EU SOU o SENHOR, vosso DEUS.” 

   Deve-se observar que nenhum desses Textos Bíblicos ensina que o Sábado foi feito para Israel, nem que ele foi criado depois que os hebreus saíram do Egito. Nenhum detalhe desses versos nem sequer parece contradizer os textos que afirmam que o Sábado foi instituído na Criação; ao contrário, constatamos: (1) que foi o Ato Divino de dar o Sábado aos hebreus que o transformou em um Sinal entre Ele e o povo. “Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles”. O Ato Divino de lhes confiar o Sábado já foi discutido; (2) que seria um Sinal entre DEUS e os hebreus “para que soubessem que EU SOU o SENHOR que os Santifica”. No Antigo Testamento, toda vez que a palavra SENHOR tem todas as suas letras maiúsculas [“Senhor”], como nos textos em análise, o original hebraico é Yahweh [Javé, Jeová]. Portanto, o Sábado, como Sinal, significava que foi Jeová, isto é, o DEUS infinito e autoexistente, que o havia santificado. Santificar é separar ou destinar a um fim santo, sagrado ou religioso. Já era suficientemente evidente que a nação hebraica fora separada de toda a humanidade de modo surpreendente. Mas quem é que os havia separado, dessa forma, de todos os outros povos? Em graciosa resposta a essa importante pergunta, DEUS concedeu aos hebreus Seu próprio dia sagrado de descanso. Mas como o grande Memorial do Criador seria a resposta categórica a essa pergunta? Ouça as palavras do ALTÍSSINO: “Certamente, guardareis os Meus Sábados”, isto é, Meus dias de descanso, “pois é sinal entre Mim e vós. [...] Entre Mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao Sétimo Dia, descansou, e tomou alento”. O Sábado, como sinal entre DEUS e Israel, era um Testemunho Perpétuo de que, Aquele que os havia separado de toda a humanidade como Seu tesouro peculiar na Terra, era o mesmo Ser que havia criado os céus e a terra em seis dias e descansado no sétimo. Tratava-se, portanto, da mais forte certeza possível de que Aquele que os santificava era, de fato, JEOVÁ. 

   Desde os dias de Abraão, DEUS havia separado os hebreus. Aquele que, até então, nunca havia usado nome local, nacional ou familiar, desde aquela época até o fim de Seu relacionamento de aliança com a raça hebraica, assumiu títulos que pareciam mostrar que Ele era DEUS apenas dos israelitas. Da escolha de Abraão – e sua família – em diante, Ele Se designa DEUS de Abraão,  de Isaque e de Jacó, DEUS dos hebreus e DEUS de Israel. Ele tirou os hebreus do Egito para ser o seu DEUS e, no Sinai, uniu-Se a eles em solene aliança. Dessa forma, Ele separou – ou santificou – os hebreus para Si, porque todas as outras nações haviam se entregado à idolatria. Assim, o DEUS do céu e da terra condescendeu em Se entregar a uma só raça e separá-la de toda a humanidade. Deve-se observar que não foi o Sábado que separou Israel de todas as outras nações, mas, sim, a idolatria destas nações que levou o SENHOR a separar os hebreus para Si, e que DEUS deu a Israel o Sábado, que Ele santificara para a raça humana na Criação, como o Sinal mais expressivo de que Aquele que os havia santificado era, de fato, o DEUS Vivo. 

   Foi o Ato Divino de dar o Sábado para os israelitas que o transformou em um Sinal entre Ele e o povo. Mas a existência do Sábado não resultou do fato de ele ter sido dado, dessa maneira, aos hebreus; pois o que eles receberam foi o antigo Sábado do SENHOR e, conforme vimos, ele não foi dado como um novo mandamento. Pelo contrário, baseou-se, na época, em uma obrigação já existente. Mas foi a providência de DEUS em favor dos hebreus, primeiro lhes resgatando da escravidão abjeta e depois lhes enviando pão do céu por seis dias e preservando-o para o Sábado, que transformou esse dia em um presente para o povo. Note a importância da maneira como esse dom foi concedido, em uma demonstração de quem os santificava. Ele se tornou um presente aos hebreus pela providência maravilhosa do maná – um milagre que continuou a declarar abertamente o Sábado a cada semana durante o período de quarenta anos, mostrando invariavelmente que Aquele que os conduzia era o Autor do Sábado e, portanto, o CRIADOR do céu e da terra. O fato do Sábado, que foi feito para a humanidade, ter sido entregue aos hebreus dessa forma, certamente não é mais notável do que o fato do DEUS de toda a Terra ter confiado Seus oráculos, e a Si próprio, a esse povo. O ALTÍSSIMO, Sua Lei e o Sábado não se tornaram judeus; mas os hebreus se tornaram depositários honrados da Verdade Divina, e o conhecimento de DEUS e de Seus Mandamentos foi preservado na Terra. 

   O motivo sobre o qual esse Sinal se baseia aponta inequivocamente para a verdadeira origem do Sábado. Ele não se originou da queda do maná durante seis dias e de sua interrupção ao sétimo, pois isso aconteceu porque o Sábado já existia. Sua origem se deve ao fato de que “em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao Sétimo Dia, descansou, e tomou alento”. Assim fica demonstrado que o Sábado teve origem no descanso e alento do CRIADOR, e não na queda do maná. Como instituição, o Sábado declarava que seu Autor era o CRIADOR dos céus e da terra. Como sinal entre DEUS e Israel, anunciava que quem os havia separado era, de fato, JEOVÁ.                                   

                 

   O último ato do Legislador, nesse diálogo memorável, foi colocar nas mãos de Moisés “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, Escritas pelo Dedo de DEUS”. Ele então revelou a Moisés a triste apostasia do povo de Israel, apressando-o para que descesse a encontrá-los. 

“E, voltando-se, desceu Moisés do monte com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas. As tábuas eram obra de DEUS; também a escritura era a mesma escritura de DEUS, esculpida nas tábuas. [...] Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte.” 

   Então Moisés infligiu o castigo sobre os idólatras “e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens”. Moisés se voltou para DEUS e intercedeu em favor do povo. Então o SENHOR prometeu que Seu Anjo iria com os israelitas, mas Ele próprio não andaria no meio deles, para que não os consumisse. Em seguida, Moisés apresentou uma fervorosa súplica ao ALTÍSSIMO para que pudesse ver Sua Glória. Tal pedido foi atendido, com exceção de que a Face de DEUS não poderia ser vista. 

   Mas antes de Moisés subir para contemplar a Majestade do Legislador infinito, o SENHOR lhe disse: “Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste. [...] Lavrou, pois, Moisés duas tábuas de pedra, como as primeiras; e, levantando-se pela manhã de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe ordenara, levando nas mãos as duas tábuas de pedra. Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR. E, [passou] o SENHOR por diante dele, [...].” 

   Moisés, então, contemplou a Glória do SENHOR e, “imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou”. Esse encontro durou quarenta dias e quarenta noites, assim como o primeiro.  Ao que tudo indica, o tempo foi gasto em intercessão, da parte de Moisés, para que DEUS não destruísse o povo por causa do seu pecado. O relato acerca desse período é muito breve, mas o Sábado é mencionado. “Seis dias trabalharás, mas, ao Sétimo Dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega”. Assim o povo foi admoestado a não se esquecer do Sábado do SENHOR, nem mesmo nos períodos mais ocupados. 

   Esse segundo período de quarenta dias terminou como o primeiro, com o Ato de DEUS de depositar as tábuas de pedra nas mãos de Moisés. “E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras”. Portanto, parece que as tábuas do testemunho eram duas tábuas de pedra nas quais os Mandamentos foram Escritos pelo Dedo de DEUS. Demonstra-se, então, que o Testemunho de DEUS corresponde aos Dez Mandamentos. A escrita feita nas segundas tábuas foi uma cópia exata da que foi feita nas primeiras. DEUS disse: “Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste”. Acerca das primeiras tábuas, Moisés disse: “Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra”. 

Foi assim que DEUS confiou a Seu povo os Dez Mandamentos. Sem interferência humana ou angélica, Ele mesmo os proclamou. Não delegando a Seu honrado servo Moisés e nem mesmo a um Anjo vindo de Sua presença, Ele mesmo os escreveu com o Próprio Dedo. “Lembra-te do dia de Sábado, para o Santificar” é uma das dez prescrições que assim foram exaltadas pelo ALTÍSSIMO. Essas duas elevadas honras não foram as únicas que Ele conferiu a esse preceito. Ao passo que o Mandamento do Sábado as compartilha com os outros nove Mandamentos, o quarto se destaca dentre eles por ter sido estabelecido pelo exemplo do próprio Legislador. Estes Mandamentos, escritos nas duas tábuas de pedra, fazem evidente referencia à natureza dupla da Lei Divina: o amor supremo a DEUS e o amor ao próximo como a nós mesmos. O Mandamento do Sábado, colocado  no fim da primeira tábua, forma o elo de ouro que une as duas partes da Lei Moral. Ele protege e faz vigorar o dia que DEUS reivindica como Seu. Ele acompanha os seres humanos ao longo dos seis dias que DEUS lhes deu para serem usados de maneira apropriada nas várias relações da vida, abrangendo, dessa forma, a vida humana em sua totalidade e deixando implícito que cabe ao homem, ao fazer “toda a sua obra” nos “seis dias” que lhe foram emprestados, cumprir todos os deveres da segunda tábua, embora o Mandamento em si pertença à primeira Tábua da Lei. 

   A linguagem do Legislador, ao chamar Moisés para subir o monte e receber os Dez Mandamentos, comprova que eles formam um código moral completo. “Sobe a Mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a Lei, e os Mandamentos que escrevi”. Essa Lei composta de Mandamentos era o Testemunho de DEUS gravado em pedra. O mesmo fato grandioso é apresentado por Moisés na bênção que pronunciou sobre Israel: “Disse, pois: O SENHOR veio do Sinai e lhes alvoreceu de Seir, resplandeceu desde o monte Parã; e veio das miríades de santos; à Sua [mão] direita, havia para eles o fogo da Lei” [ou como diz a KJV: “de Sua destra, veio para eles uma Lei ardente”.]. Não pode haver dúvida de que, por meio dessas palavras, o ALTÍSSIMO é descrito como estando pessoalmente presente com miríades de Seus Santos, ou de Anjos. E o que Ele escreveu com a própria mão direita é chamado por Moisés de “fogo da Lei”. Agora o homem de DEUS completa seu encargo sagrado. E assim ele relata o que DEUS fez ao lhe confiar a Lei, e o que ele mesmo fez para que a Lei chegasse à sua posição final: “Então, escreveu o SENHOR nas tábuas, segundo a primeira escritura, os Dez Mandamentos que Ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim. Virei-me, e desci do monte, e pus as tábuas na arca que eu fizera; e ali estão, como o SENHOR me ordenou”. Assim a Lei de DEUS foi depositada dentro da Arca, embaixo do propiciatório. Este capítulo também não poderia terminar sem destacar a importante relação do Quarto Mandamento com a expiação.                                               

   A tampa da arca era chamada de propiciatório porque, todos aqueles que haviam transgredido a Lei contida embaixo dele, dentro da Arca, poderiam encontrar perdão por meio da aspersão, sobre o propiciatório, do sangue da expiação. 

   A Lei dentro da Arca era a que exigia a expiação; a lei cerimonial que ordenava o sacerdócio levítico e os sacrifícios pelo pecado era a lei que ensinava aos seres humanos como a expiação poderia ser efetuada. A Lei transgredida se encontrava embaixo do propiciatório; o sangue da oferta pelo pecado era aspergido em cima dele, e o perdão era estendido ao pecador penitente. Havia um pecado autêntico e, portanto, uma Lei autêntica que o ser humano havia quebrado; mas não havia uma expiação autêntica, e daí a necessidade do grande antítipo dos sacrifícios levíticos. A Expiação Autêntica, quando fosse realizada, deveria estar ligada à Lei a respeito da qual a expiação havia sido prefigurada. Em outras palavras, a expiação típica [ou simbólica], que era “sombra  dos bens vindouros” (Hebreus 10:1), estava relacionada à Lei guardada na Arca e indicava que uma Expiação Autêntica era exigida por aquela lei. Era necessário que a Lei que exige a Expiação, a fim de poupar aquele que a transgredira, fosse perfeita em si mesma; caso contrário, a culpa recairia, pelo menos em parte, sobre o Legislador, e não totalmente sobre o pecador. Logo, a expiação efetuada não elimina a Lei transgredida, uma vez que ela é perfeita, mas tem o claro propósito de eliminar a culpa do transgressor. Devemos lembrar que o Quarto Mandamento é um dos Dez Preceitos da Lei quebrada, um dos princípios Santos e Imutáveis que tornou necessária a morte do FILHO Unigênito de DEUS antes que o perdão pudesse ser estendido ao homem culpado. Com esses fatos em mente, não é estranho que o Legislador tenha reservado para Si a tarefa de Proclamar a Lei, não confiando a nenhum ser criado a responsabilidade de escrever a Lei que exigiria, como meio de Expiação, a morte do FILHO de DEUS.

                                                                                                                            Continua...

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