É DESSE JEITO!
"Assim Diz o SENHOR"
“Também lhes dei os Meus Sábados, para servirem de Sinal entre Mim e eles, para que soubessem que EU SOU o SENHOR que os Santifica”
(Ezequiel 20: 12/PALAVRA de DEUS)
Delinearemos
agora a História da Verdade Divina, por muitas eras, em conexão quase que
exclusiva com a família de Abraão. Com o objetivo de expor a Verdade diante da
alegação de que o Sábado pertence somente aos hebreus, e de justificar a
conduta de DEUS com a humanidade ao deixar as nações apóstatas seguirem os
próprios caminhos, vamos examinar com cuidado a BÍBLIA, em busca dos motivos
que dirigiram a Providência Divina a escolher a família de Abraão como
depositária da Verdade Divina.
O mundo
antediluviano fora muito favorecido por DEUS. O período de vida de cada geração
era doze vezes maior do que o das pessoas da atualidade. Durante quase mil
anos, Adão, que conversara com DEUS no paraíso, permaneceu com a humanidade.
Antes da morte de Adão, Enoque começou sua santa caminhada de trezentos anos e
foi trasladado sem ver a morte. O exemplo de piedade de Enoque foi um poderoso
testemunho para os antediluvianos em favor da Verdade e da Justiça. Ademais, o
ESPÍRITO de DEUS lutava para Salvar a humanidade, mas a perversidade do ser
humano superou toda a bondosa ação refreadora do ESPÍRITO SANTO. “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente
mau todo desígnio do seu coração”. Até os filhos de DEUS aderiram à apostasia
generalizada. Por fim, apenas uma família, dentre todas, continuou a ser
adoradora do ALTÍSSIMO.
Então veio o
dilúvio, trazendo a destruição e varrendo do mundo seus ímpios habitantes. Com
certeza seria de se pensar que uma demonstração tão terrível da Justiça Divina
seria suficiente para conter a impiedade por eras. Sem dúvida, a família de Noé
não poderia se esquecer tão cedo dessa lição alarmante. Mas, infelizmente, a
revolta e a apostasia logo reapareceram, e os seres humanos deixaram a DEUS para adorar a ídolos. A fim de contrariar a Ordem Divina de separar a família
humana em diversas nações, os seres humanos se reuniram em um grande ato de rebelião na planície de Sinar. “Disseram:
Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos
céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda
a terra”. Então, DEUS os confundiu em sua impiedade, e os espalhou para outros
lugares, por toda a face da Terra. Os homens não queriam guardar o Conhecimento
de DEUS; por isso, o SENHOR os entregou a uma mente perversa e permitiu que
transformassem a Verdade Divina em mentira, e adorassem e servissem a criatura
em lugar do CRIADOR. Essa foi a origem da idolatria e da apostasia dos gentios.
No meio dessa
apostasia amplamente disseminada, foi encontrado um homem cujo coração era fiel
a DEUS. Abraão foi escolhido dentre uma família idólatra para ser depositário
da Verdade Divina, o pai da fé, herdeiro do mundo e amigo de DEUS. Quando os
adoradores de DEUS eram achados apenas na família de Noé, o SENHOR permitiu que
o restante da humanidade perecesse no dilúvio. Agora que, mais uma vez, os
adoradores de DEUS se reduziram praticamente a uma só família, DEUS permitiu
que as nações idólatras seguissem os próprios caminhos, e tomou a família de
Abraão como Sua herança particular. “Porque Eu o escolhi” – disse DEUS– “para
que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o Caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo”. A fim de poderem preservar
o Conhecimento da Verdade Divina, a memória e a adoração do ALTÍSSIMO na Terra,
eles deveriam ser um povo separado de toda a humanidade, habitando em uma terra
própria. Com o objetivo de que ele se separasse dos pagãos ao redor, DEUS concedeu a Abraão o rito da circuncisão e, posteriormente, toda a lei
cerimonial à sua posteridade. Mas eles só poderiam possuir a terra prometida
quando se enchesse a taça da iniquidade de seus habitantes, os amorreus, e
estes fossem, por essa razão, expulsos diante deles. O horror da grande
escuridão e a fumaça vistos por Abraão em visão prefiguravam a fornalha de
ferro e a amarga servidão no Egito. A família de Abraão deveria descer até lá.
Breve prosperidade e longa e terrível opressão se seguiriam.
Por fim, o poder do opressor foi quebrado e o povo de DEUS, libertado. O fim dos 430 anos desde a promessa feita a Abraão marca a hora do livramento da sua descendência. A nação de Israel saiu do Egito como o tesouro peculiar de DEUS, a fim de que Ele lhes desse o Sábado, Sua Lei e a Si próprio. O salmista testifica de que DEUS “conduziu com alegria o Seu povo e, com jubiloso canto, os Seus escolhidos. Deu-lhes as terras das nações, e eles se apossaram do trabalho dos povos, para que Lhe guardassem os preceitos e Lhe observassem as leis”. O DEUS ALTÍSSIMO disse: “EU SOU o SENHOR, que vos santifico, que vos tirei da terra do Egito, para ser o vosso DEUS”. Isso não quer dizer que os Mandamentos de DEUS, o Sábado e Ele próprio não tivessem existência anterior, ou que o povo ignorasse o DEUS Verdadeiro e Sua Lei; pois o Sábado foi destinado para uso santo antes da queda do homem; os Mandamentos de DEUS, Seus estatutos e Suas leis foram guardados por Abraão; e quando alguns dos próprios israelitas transgrediram o Sábado, o povo foi reprovado com a pergunta: “Até quando recusareis guardar os Meus Mandamentos e as Minhas Leis?” E quanto ao ALTÍSSIMO, o salmista exclama: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és DEUS”. No entanto, deveria haver uma aliança pública formal entre o povo de DEUS, Ele Mesmo, Sua Lei e o Sábado. Mas nem o Sábado, nem a lei, nem o grande Legislador se tornaram judeus por sua ligação com os hebreus. De fato, o Legislador Se tornou o DEUS de Israel, e qual gentio poderia se recusar a adorá-Lo por esse motivo? Mas, o Sábado continuou a ser o Sábado do SEHOR, e a Lei continuou a ser a Lei do ALTÍSSIMO.
No mês seguinte
à travessia do Mar Vermelho, os hebreus chegaram ao deserto de Sim. É nesse
ponto da narrativa que Moisés menciona, pela segunda vez, o Dia Santo de Descanso do CRIADOR. O povo murmurou pedindo pão: “Então, disse o SENHOR a
Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá
diariamente a porção para cada dia, para que Eu ponha à prova se anda na Minha Lei ou não. Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o
dobro do que colhem cada dia. [...] Tenho ouvido as murmurações dos filhos de
Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo da tarde, comereis carne, e, pela manhã, vos
fartareis de pão, e sabereis que EU SOU o SENHOR, vosso DEUS. À tarde, subiram
codornizes e cobriram o arraial; pela manhã, jazia o orvalho ao redor do
arraial. E, quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto
restava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra.
Vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Pois não
sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: Isto é o pão que o SENHOR vos dá para
vosso alimento. Eis o que o SENHOR vos ordenou: Colhei disso cada um segundo o
que pode comer, um gômer por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada
um tomará para os que se acharem na sua tenda. Assim o fizeram os filhos de
Israel; e colheram, uns, mais, outros, menos. Porém, medindo-o com o gômer, não
sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco, pois colheram
cada um quanto podia comer. Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã
seguinte. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná
para a manhã seguinte; porém deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou
contra eles. Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia.
Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais
da congregação vieram e contaram-no a Moisés. Respondeu-lhes ele: Isto é o que
disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes
cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e
tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. E guardaram-no até
pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos.
Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o Sábado é do SENHOR; hoje, não o
achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o Sétimo Dia é o Sábado; nele,
não haverá. Ao Sétimo Dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o
acharam. Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus Mandamentos e as Minhas Leis? Considerai que o SENHOR vos deu o Sábado; por
isso, Ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está,
ninguém saia do seu lugar no Sétimo Dia. Assim, descansou o povo no Sétimo Dia.”
Essa narrativa
mostra:
1) que DEUS tinha uma Lei e Mandamentos antes de dar o
maná;
2) que, ao dar pão do céu para Seu povo, DEUS tinha o
desígnio de provar se eles respeitavam Sua Lei;
3) que dentro dessa Lei se encontrava o Santo Sábado,
pois o teste relativo a andar na Lei dizia respeito diretamente ao Sábado; e
quando DEUS disse: “Até quando recusareis guardar os Meus Mandamentos e as
Minhas Leis?”, Ele estava Se referindo ao Sábado, que eles haviam violado;
4) que, ao provar o povo com respeito a essa Lei que já
existia, Moisés não apresentou nenhum preceito novo sobre o Sábado, mas
permaneceu em silêncio acerca do preparo para o dia até que o povo, por vontade
própria, recolhesse uma porção dobrada no sexto dia;
5) que, mediante esse ato, o povo provou não somente que
conhecia o Sábado, mas também que estava disposto a guardá-lo;
6) que a contagem da semana, cuja evidência é vista
durante a era patriarcal, havia sido preservada corretamente, pois o povo sabia
quando o sexto dia havia chegado;
7) que, caso houvesse qualquer dúvida a esse respeito
[isto é, se a contagem semanal se havia perdido desde a Criação], a queda do
maná durante os seis dias da semana, sua retenção no Sétimo Dia e a
preservação, no Sábado, do necessário para esse dia, teriam resolvido a questão
sem deixar nenhum lugar para dúvidas;
8) que não houve nenhum ato que instituísse o Sábado no deserto de Sim; pois DEUS não fez dele Seu dia de descanso nessa
ocasião, nem o abençoou e santificou ali. Pelo contrário, o relato mostra que o Sétimo Dia já era o Dia de Descanso Santificado pelo SENHOR;
9) que a obrigação de guardar o Sábado já existia e era
conhecida antes da queda do maná, pois o vocabulário usado subentende a
existência de tal obrigação, e não contém uma nova ordem, o que ocorre só
depois de algumas pessoas transgredirem o Sábado. Assim, DEUS diz a Moisés:
“Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem”, mas não fala sobre o Sétimo. E no sexto dia, Moisés fala ao povo: “Amanhã é repouso, o Santo Sábado
do SENHOR”, mas não ordena que eles o observem. Sobre o Sétimo Dia, ele afirma
que é o Sábado e que ninguém encontraria maná no campo. “Seis dias o colhereis,
mas o Sétimo Dia é o Sábado; nele, não haverá”. Em tudo isso, nenhum preceito é
estabelecido; todavia, a existência de um preceito é claramente
subentendida;
10) que, quando algumas pessoas violaram o Sábado, estas
foram repreendidas com uma linguagem que implicava, com clareza, uma
transgressão prévia do preceito: “Até quando recusareis guardar os Meus Mandamentos e as Minhas Leis?”;
11) e que essa repreensão, por parte do Legislador,
refreou por um tempo a transgressão do povo.
“Considerai que o SENHOR vos deu o Sábado; por isso, Ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no Sétimo Dia”. DEUS confiou o Sábado aos hebreus como um legado especial. O mesmo foi, nessa ocasião, dado a eles; ele não foi criado para eles. O Sábado foi criado para o homem ao fim da primeira semana do tempo; mas depois que todas as outras nações se afastaram do CRIADOR para adorar ídolos, ele foi dado ao povo hebreu. Isso também não prova que todos os hebreus o haviam desconsiderado até aquele momento, pois CRISTO usa a mesma linguagem acerca da circuncisão. Ele diz: “Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não vem dele, mas dos patriarcas)” No entanto, DEUS havia dado essa ordenança a Abraão e sua família 400 anos antes de concedê-la a Moisés, e eles a haviam conservado.
As palavras “o
SENHOR vos deu o Sábado” indicam um ato solene de confiar um tesouro aos
cuidados deles. Como isso foi feito? Nenhum ato de instituição do Sábado
ocorreu naquele momento. Nenhum preceito ordenando sua observância foi dado até
que algumas pessoas o transgrediram, momento em que ele foi, então, mencionado
em forma de repreensão, evocando uma obrigação prévia e a transgressão de uma Lei existente. Esse ponto de vista certamente é fortalecido pelo fato de que,
na ocasião, nenhuma explicação foi dada ao povo acerca da instituição do Sábado. Tal fato indica que eles já tinham algum conhecimento acerca do Sétimo Dia.
Mas, então, como
DEUS lhes deu o Sábado? Ele o fez, em primeiro lugar, ao livrá-los do jugo
abjeto do Egito, sob o qual os hebreus eram uma nação de escravos. E segundo,
dando-lhes alimento de forma a impor uma forte obrigação de guardar o Sábado.
Por 40 anos Ele lhes deu pão do céu, mandando-o por seis dias e deixando de
enviá-lo no Sétimo, preservando o alimento para eles durante o Sábado. Foi
assim que o Sábado lhes foi especialmente confiado.
Como um presente
para os hebreus, o grande Memorial do CRIADOR se tornou um Sinal entre eles e
DEUS. “Também lhes dei os Meus Sábados, para servirem de Sinal entre Mim e
eles, para que soubessem que EU SOU o SENHOR que os Santifica”. O propósito do Sinal é indicado: tornar Conhecido o Verdadeiro DEUS. E as ESCRITURAS nos
apresentam a razão por que tal Sinal teria esse fim: “Entre Mim e os filhos de
Israel é Sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a
terra, e, ao Sétimo Dia, Descansou, e tomou alento”. A instituição em si
simbolizava que DEUS havia criado os
céus e a terra em seis dias e descansara no Sétimo. Sua observância pelo povo
queria dizer que o CRIADOR era seu DEUS. Que Sinal repleto de significado!
O Sábado era um Sinal entre DEUS e os filhos de Israel porque só eles adoravam o CRIADOR. Todas
as outras nações haviam se afastado Dele para buscar “deuses que não fizeram os
céus e a terra” .Por essa razão, o Memorial do Grande CRIADOR foi confiado aos
hebreus e se tornou um Sinal entre eles e o ALTÍSSIMO. O Sábado, dessa forma,
representava um elo de ouro unindo o CRIADOR a Seus adoradores.
continua...
É DESSE JEITO! "Louvores+"
Especial - "A História do Sábado" (Parte 1/28)
A História do Sábado - "A Criação" (Parte 2/28)
A História do Sábado - "A Instituição do Sábado" (Parte 3/28)
"Assim Diz o SENHOR"
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