É DESSE JEITO!
Essa linguagem mostra uma violação geral do Sábado, e evidentemente se refere à apostasia de Israel durante os primeiros quarenta dias nos quais Moisés se ausentou. DEUS então planejou destruí-los; mas, por causa da intercessão do líder, poupou-os pela razão mencionada pelo Profeta. Após receberem mais um tempo de teste, falharam de maneira marcante pela segunda vez. Por isso, DEUS levantou a mão em juramento de que eles não entrariam na terra prometida. Assim continua o Profeta: “Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. Porque rejeitaram os Meus juízos, e não andaram nos Meus estatutos, e profanaram os Meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. Não obstante, os Meus olhos lhes perdoaram, e Eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto” (Ezequiel 20:15-17).
Essa linguagem se
refere, sem dúvida, ao Ato Divino de impedir todos aqueles que tinham mais de
vinte anos de idade de entrar na terra prometida. Deve-se notar que a
transgressão do Sábado é especificamente mencionada como um dos motivos para a
exclusão, daquela geração, da terra prometida. DEUS poupou o povo, de modo que
a nação não foi totalmente eliminada, estendendo então ao grupo mais jovem um
período de graça adicional. O Profeta continua: “Mas disse Eu a seus filhos no
deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos,
nem vos contamineis com os seus ídolos. Eu Sou o Senhor, vosso Deus; andai nos
Meus estatutos, e guardai os Meus juízos, e praticai-os; santificai os Meus
sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o
Senhor, vosso Deus. Mas também os filhos se rebelaram contra Mim e não andaram
nos Meus estatutos, nem guardaram os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o
homem, viverá por eles; antes, profanaram os Meus sábados. Então, Eu disse que
derramaria sobre eles o Meu furor, para cumprir contra eles a Minha ira no deserto.
Mas detive a mão e o fiz por amor do Meu nome, para que não fosse profanado
diante das nações perante as quais os fiz sair. Também levantei-lhes no deserto
a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; porque
não executaram os Meus juízos, rejeitaram os Meus estatutos, profanaram os Meus
sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais” (Ezequiel 20:18-24).
Portanto, parece
que a geração mais jovem, poupada por DEUS quando Ele excluiu os seus pais da
terra prometida, assim como os seus progenitores, transgrediu a Lei de DEUS,
profanou o Sábado e se apegou à idolatria. Não aprouve a DEUS excluí-los da
terra de Canaã, mas Ele levantou a mão para os israelitas no deserto, jurando
que os entregaria à dispersão entre os seus inimigos depois que eles tivessem
entrado na terra da promessa. Assim se vê que, enquanto estavam no deserto, os
hebreus lançaram as bases para sua dispersão futura da própria terra; e um dos
atos que desencadeou sua ruína final como nação foi a transgressão do Sábado,
antes de haverem entrado na terra prometida. Moisés tinha motivos de sobra para
dizer, em seu último mês de vida: “Rebeldes fostes contra o SENHOR, desde o dia
em que vos conheci”. Em Josué e Calebe havia outro espírito, pois seguiram ao SENHOR com integridade.
O principal
destaque desse texto está ligado à proibição de acender fogo no Sábado. Uma vez
que essa é a única proibição do tipo na BÍBLIA e que, com frequência, é
apresentada como um motivo pelo qual o Sábado não deveria ser guardado, cabe
aqui uma breve análise dessa dificuldade. É importante notar: 1) que essas
palavras não fazem parte do Quarto Mandamento, a grande Lei do Sábado; 2) que
havia leis referentes ao Sábado que não faziam parte da instituição sabática,
mas que surgiram a partir do momento em que o dia foi confiado aos hebreus.
Exemplo disso é a lei referente à apresentação dos pães da proposição, no Sábado, e do holocausto para o Sábado. Portanto, é possível que esse
preceito, no mínimo, se refira apenas àquela nação, sem fazer parte da
instituição original; 3) que, assim como havia leis específicas apenas para os
hebreus, também havia aquelas que vigoraram somente enquanto eles estavam no
deserto. Esse era o caso de todos os preceitos relacionados ao maná, à
construção do tabernáculo e sua montagem, à ordem do acampamento ao redor do
tabernáculo, etc.; 4) que a essa classe pertenciam todos os estatutos,
concedidos desde que Moisés desceu com as segundas tábuas de pedra, até o fim
do Livro de Êxodo, a menos que as palavras em análise sejam uma exceção; 5) que a proibição de acender o fogo
pertencia a essa categoria, isto é, a de leis destinadas apenas para o período
no deserto, conforme evidenciam vários fatos claros:
1. A terra da Palestina é tão fria durante parte do ano que
acender o fogo para impedir o sofrimento se torna uma necessidade.
2. O Sábado não foi criado para ser motivo de aflição e
sofrimento, mas, sim, de refrigério, deleite e bênção.
3. No deserto do Sinai, onde foi dado esse preceito
referente ao fogo no Sábado, a proibição não seria motivo para sofrimento, pois
os israelitas se encontravam a cerca de 320 quilômetros ao sul de Jerusalém, no
clima quente da Arábia.
4. O fato desse preceito ter caráter temporário é mostrado,
também, pela ausência de qualquer indicação de que se tratava de um estatuto
perpétuo; mas essa indicação está presente quando se fala a respeito de outras
leis que deveriam ser guardadas após a entrada do povo na terra. Nesse caso,
porém, o preceito parece ter caráter semelhante ao preceito relativo ao maná,
coexistindo com ele e sendo a ele adaptado.
Mas caso a
proibição se estendesse até depois da conquista da terra, quando a Páscoa seria
regularmente observada, os dois estatutos frequentemente entrariam em conflito
direto. Sem dúvida, essa é uma forte confirmação do ponto de vista de que a
proibição do fogo no Sábado era um estatuto temporário, referente apenas ao
deserto.
Com base nesses
fatos, conclui-se que o argumento popular, baseado na proibição de acender o
fogo, de que o Sábado era uma instituição local, adaptada apenas à terra de
Canaã, deve ser abandonado; pois fica claro que tal proibição tinha caráter
temporário, nem sequer adaptada à terra da promessa, nem a ela destinada. Em
seguida, lemos o seguinte a respeito do Sábado: “Disse o Senhor a Moisés: Fala
a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque
Eu, o Senhor, vosso Deus, Sou santo. Cada um respeitará a sua mãe e o seu pai e
guardará os Meus sábados. Eu Sou o Senhor, vosso Deus. [...] Guardareis os Meus
sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.”
Essas referências
constantes ao Sábado contrastam de maneira marcante com a desobediência geral
do povo. Por isso, DEUS fala mais uma vez: “Seis dias trabalhareis, mas o
sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis;
é sábado do Senhor em todas as vossas moradas.”
Assim, o SENHOR solenemente designou Seu dia de descanso para ser um período de Santa Adoração
e um dia de reuniões religiosas semanais. Mais uma vez, o grande Legislador
apresenta Seu Sábado: “Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis
imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra,
para vos inclinardes a ela; porque Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Guardareis os
Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.”
Como o povo de DEUS teria sido feliz se tivesse, dessa forma, se afastado da idolatria e
reverenciado o Dia de Descanso do CRIADOR! Entretanto, a idolatria e a
transgressão do Sábado eram tão generalizadas no deserto que a geração que saiu
do Egito foi excluída da terra prometida. Assim, depois que DEUS excluiu da herança os
homens que se rebelaram contra Ele, lemos o seguinte acerca do Sábado: “Estando,
pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia
de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a
toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado
o que se lhe devia fazer. Então, disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto;
toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a
congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor
ordenara a Moisés.”
O fato de tais
palavras serem sucedidas por esse caso marcante certamente serve para
ilustrá-lo. Fica evidente, portanto, que se tratava de um pecado atrevido, no
qual o transgressor tinha a intenção de desprezar o ESPÍRITO de Graça e os Estatutos do ALTÍSSIMO. Portanto, o incidente não pode ser citado como
evidência de excesso de rigidez na observância do Sábado por parte dos hebreus,
pois temos evidências incontestáveis de que eles o transgrediram em grande
medida durante todo o período de 40 anos de jornada pelo deserto. Consequentemente,
esse caso se destaca como exemplo de transgressão na qual o pecador tinha a
intenção de demonstrar desprezo pelo Legislador, e esse foi o ponto que tornou
sua culpa muito grave.
No último mês de
sua vida longa e marcante, Moisés relembrou todos os atos grandiosos de DEUS em
favor de Seu povo, bem como os Estatutos e os Preceitos que DEUS lhes havia
dado. Essa repetição se encontra no Livro de Deuteronômio, nome que significa Segunda Lei, e se aplica ao Livro pelo fato de se tratar de uma segunda escrita
da Lei. É o discurso de despedida de Moisés a um povo rebelde e desobediente.
Ele deseja imbuir-lhes do mais forte senso possível de obrigação pessoal de
obedecer. Por isso, logo antes de repetir os Dez Mandamentos, ele usa uma
linguagem cujo objetivo claro é impressionar a mente dos hebreus com um senso
da obrigação individual no que diz respeito a fazer aquilo que DEUS havia
ordenado. Ele diz: “Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos
ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. O Senhor, nosso
Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor
esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”.
O homem de DEUS então repete os Dez Mandamentos. E diz o seguinte acerca do Quarto: “Guarda o
dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. Seis dias
trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu
Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem
o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal
algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo
e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra
do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço
estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de
sábado.”
É singular o fato
de que esse texto Bíblico seja uniformemente citado por aqueles que escrevem
contra o Sábado, como sendo o Quarto Mandamento original, ao passo que o
preceito original, em si, é cuidadosamente deixado de fora. No entanto, há
fortíssimas evidências de que esse não é o preceito original, pois Moisés
pronunciou essas palavras ao fim da jornada de quarenta anos, ao passo que o Mandamento original foi entregue no terceiro mês após a saída do Egito. O
próprio Mandamento, conforme aqui expresso, contém provas inequívocas de haver
sido dado posteriormente. Ele diz: “Guarda o dia de sábado, para o santificar,
como te ordenou o Senhor”, citando, portanto, que o original se encontrava em
outra parte. Além disso, o preceito, conforme mencionado aqui, se encontra
claramente incompleto. Ele não contém nenhuma pista sobre a origem do Sábado do
SENHOR, nem mostra quais foram os atos que o trouxeram à existência. É por isso
que aqueles que afirmam que o Sábado teve início no deserto, e não na Criação,
citam essa passagem como se fosse o Quarto Mandamento, e omitem o Preceito
original, proclamado pelo próprio DEUS, onde todos esses fatos se encontram
expressos com clareza.
Mas embora Moisés,
nesta segunda repetição, omita uma porção significativa do Quarto Mandamento,
ele se refere ao preceito original em questão, e então inclui uma poderosa
súplica quanto à obrigação dos hebreus de guardarem o Sábado. Deve-se lembrar
que muitos dentre o povo haviam firmemente persistido na violação do Sábado, e
que essa era a última vez que Moisés falava em favor desse dia. Por isso, ele
diz: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu
Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu
Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15).
Com frequência, essas palavras são citadas como prova de que o Sábado se originou quando Israel saiu do Egito, sendo ordenado, naquela ocasião, como memorial de seu livramento. Mas deve-se observar que: 1) esse texto não diz uma palavra sequer a respeito da origem do Sábado ou do Dia de Descanso do SENHOR; 2) os fatos a respeito da origem do Sábado são mencionados no Quarto Mandamento original; e, lá, eles remontam à Criação; 3) não há motivo para crer que DEUS descansou no Sétimo Dia por ocasião dessa fuga do Egito, nem que Abençoou e Santificou o dia nesse evento; 4) o Sábado nada tem, em si, que insinue qualquer tipo de comemoração da libertação do Egito, pois ela foi uma fuga, e o dia é de descanso. Além disso, a fuga ocorreu no 15º dia do primeiro mês, e o descanso sabático ocorre no Sétimo Dia de cada semana. Logo, a comemoração do livramento ocorreria anualmente e o descanso no Sábado, semanalmente; 5) DEUS estabeleceu um memorial apropriado da libertação para ser observado pelos hebreus: a Páscoa [passover, em inglês: lit. “passar sobre”], no 14º dia do primeiro mês, em lembrança de DEUS ter passado sobre eles [passed over], ou seja, não tê-los destruído, quando feriu os egípcios; e a Festa dos Pães Asmos, em memória de terem comido esse tipo de pão ao saírem do Egito.
Mas o que essas
palavras indicam, então? Talvez o significado delas seja compreendido de forma
mais clara ao compará-las com um paralelo exato encontrado no mesmo livro,
escrito pelo mesmo autor: “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão;
nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no
Egito e de que o Senhor te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso.”
Logo se vê que esse
preceito não foi dado para comemorar o livramento de Israel da escravidão no
Egito; tampouco tal libertação poderia ter dado origem à obrigação moral
expressa nele. Se, no primeiro caso, a linguagem provasse que os seres humanos
não tinham obrigação de guardar o Sábado antes que Israel fosse libertado do
Egito, provaria com igual certeza, no segundo caso, que eles, antes desse
livramento, não tinham a obrigação de tratar com misericórdia e justiça os
estrangeiros, os órfãos e as viúvas. E se, no primeiro caso, o Sábado se
apresenta como judaico, no segundo, o estatuto do grande Legislador em favor
dos necessitados e desvalidos deveria partilhar da mesma sorte. Fica evidente
que a linguagem usada nos dois casos tinha o objetivo de apelar ao senso de
gratidão do povo. Vós fostes escravos no Egito e DEUS vos resgatou; portanto, lembrai-vos dos outros que passam
por aflições, e não os oprimais. Fostes cativos no Egito e DEUS vos resgatou;
portanto, Santificai ao SENHOR o dia que Ele reservou para Si – um apelo
extremamente poderoso feito para aqueles que, até então, persistiam em
transgredi-lo. De fato, o livramento da escravidão abjeta era necessário, nos
dois casos, para que as coisas ordenadas fossem observadas plenamente, mas a
libertação não deu origem a nenhum desses deveres. Esse foi, sim, um dos atos
pelos quais o Sábado do SENHOR foi dado àquela nação, mas não um dos atos pelos
quais DEUS o Criou; tampouco o ato transformou o Dia de Descanso do SENHOR em
uma instituição judaica.
É fato evidente que
as palavras gravadas na pedra foram apenas os Dez Mandamentos.
1. Afirma-se o seguinte acerca das primeiras tábuas: “Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma. Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.”
3. Isso se confirma
por meio deste testemunho conclusivo: “E escreveu nas tábuas as palavras da
aliança, as dez palavras.” “Então, escreveu o Senhor nas tábuas, segundo a
primeira escritura, os dez mandamentos que Ele vos falara no dia da
congregação, no monte, no meio do fogo; e o Senhor mas deu a mim.”
Esses textos
explicam a linguagem a seguir: “Deu-me o Senhor as duas tábuas de pedra,
escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o
Senhor havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o
povo”. Portanto, afirma-se que Deus escreveu nas tábuas de pedra segundo todas
as palavras que havia falado no dia da convocação, e as palavras que Ele assim
escreveu são chamadas de dez palavras. Mas a introdução ao decálogo não era uma
dessas dez palavras e, por isso, não foi escrita na pedra pelo dedo de Deus. É
preciso atentar para essa distinção, que fica clara ao analisarmos a passagem a
seguir e seu contexto: “Estas palavras falou o Senhor a toda a vossa
congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande
voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a
mim.”
Estas palavras, aqui destacadas como tendo sido escritas pelo Dedo de DEUS depois de serem pronunciadas por Ele ao ouvido de todo o povo, devem ser compreendidas como uma destas duas alternativas: (1) são tão somente as Dez Palavras da Lei de Deus, ou (2) são as palavras usadas por Moisés nessa retomada do Decálogo. Contudo, elas não podem se referir às palavras usadas nessa retomada, pois: (1) Moisés omite uma parte importante do Quarto Preceito dado por DEUS em sua proclamação no monte; (2) nessa repetição do Preceito, ele faz menção ao original para fazer lembrar aquilo que é omitido; (3) ele acrescenta ao Preceito – para favorecê-lo – um apelo à gratidão do povo, que não foi feito originalmente por DEUS; (4) a linguagem usada serviu apenas como repetição do Mandamento e não teve o propósito de apresentar o original; e tal fato é evidenciado, ainda mais, pelas muitas variações de palavras em relação ao Decálogo original. Tais fatos são conclusivos para definir quais palavras foram escritas nas tábuas de pedra. Quando Moisés fala estas palavras, ele certamente não estava se referindo a uma cópia incompleta, como a repetição que ele fez em Deuteronômio, mas ao próprio código original relatado em Êxodo 20. Em outras palavras, quando Moisés fala que estas palavras foram gravadas nas tábuas, ele não se refere às palavras que ele usou em seu discurso, mas, sim, às Dez Palavras da Lei de DEUS, excluindo todo o resto.
Assim analisamos as menções ao Sábado nos Livros de Moisés. Encontramos sua origem no paraíso, quando o homem ainda se encontrava em seu estado de retidão; vimos que os hebreus foram separados de toda a humanidade como depositários da Verdade Divina; constatamos que o Sábado e toda a Lei Moral foram confiados a eles como um Patrimônio Sagrado; vimos que o Sábado foi proclamado por DEUS como um dos Dez Mandamentos; percebemos que ele foi escrito pelo Dedo de DEUS, sobre a pedra, no próprio centro da Lei Moral; vimos que essa Lei não possui nenhum traço judaico, mas somente características Morais e Divinas, e que foi colocada embaixo do propiciatório na Arca da Aliança de DEUS; vimos que diversos preceitos, referentes ao sábado, foram dados aos hebreus e se destinavam somente a eles; notamos que os hebreus transgrediram o Sábado em larga escala durante sua peregrinação pelo deserto; e ouvimos o apelo final em prol do Sábado, feito por Moisés àquele povo rebelde.O Fundamento da Instituição Sabática repousa sobre a sua Santificação, antes da queda do homem; o Quarto Mandamento é sua grande cidadela de defesa; sua localização, no centro da Lei Moral, embaixo do propiciatório, mostra sua ligação com a expiação e sua obrigação imutável.
Continua...
Especial - "A História do Sábado" (Parte 1/28)
A História do Sábado - "A Criação" (Parte 2/28)
A História do Sábado - "A Instituição do Sábado" (Parte 3/28)
A História do Sábado - "O Quarto Mandamento" (Parte 5/28)
A História do Sábado - "Escrito pelo Dedo de DEUS" (Parte 6/28)
"Assim Diz o SENHOR"
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