É DESSE JEITO!
PROJETO TEOLOGANDO:
Aprendendo TEOLOGIA Estudando!
A Totalidade da ESCRITURA
Um segundo
princípio de interpretação Bíblica é a Totalidade da ESCRITURA (TOTA SCRIPTURA).
Não basta ratificar a primazia da ESCRITURA. Aqueles que, como Martinho Lutero,
postulam a SOLA SCRIPTURA, mas deixam de aceitar a BÍBLIA em sua Totalidade
acabam por criar um “cânon dentro do cânon”. O reformador alemão, por exemplo,
depreciava o livro de Tiago (chamando-o de “epístola de palha”) e desprezava
outras porções da BÍBLIA (por falarem mais da Lei do que do Evangelho).
O Testemunho que
a ESCRITURA dá de si mesma, em 2 Timóteo 3:16 e 17, não deixa dúvida: “Toda a
ESCRITURA é inspirada por DEUS e útil para o ensino, para a repreensão, para a
correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Toda a ESCRITURA
— não apenas uma parte dela — é inspirada por DEUS. Isso certamente inclui todo
o AT, as ESCRITURA canônicas da igreja apostólica (ver Lucas 24:44, 45; João 5:39; Romanos 1:2; 3:2; 2 Pedro 1:21). Paulo inclui também os Escritos Sagrados
do NT. A maneira como o Apóstolo utiliza a palavra “ESCRITURA” (gr. graphē,
“escrito”), em 1 Timóteo 5:18, aponta nessa direção. Ele introduz duas citações
com a expressão “a ESCRITURA declara”: uma de Deuteronômio 25:4 e outra das
palavras de JESUS, em Lucas 10:7. Emprega a palavra “ESCRITURA”, portanto, para
referir-se tanto ao AT como ao Evangelho de Lucas.
Ao fazer o
comentário de que algumas pessoas ignorantes “deturpam” os escritos de Paulo,
“como também deturpam as demais ESCRITURAS” (2 Pedro 3:15, 16), Pedro
classifica os escritos paulinos na categoria de ESCRITURA. Isso indica que, no
tempo do NT, os Evangelhos e as epístolas de Paulo já eram considerados
ESCRITURA.
O NT é o Testemunho
Apostólico de que JESUS é o CRISTO e de que Ele cumpriu os tipos e as Profecias
do AT. JESUS prometeu enviar o ESPÍRITO SANTO para nos fazer lembrar de tudo
quanto havia ensinado (João 14:26). Paulo afirma que “o Mistério de CRISTO” foi
revelado aos Seus Santos Apóstolos e Profetas, no ESPÍRITO (Efésios 3:4, 5).
Paulo se autodenomina Apóstolo (Romanos 1:1; 1 Coríntios 1:1). Também
reivindica ter “o ESPÍRITO de DEUS” (1 Coríntios 7:40), escrever “Mandamento[s]
do SENHOR” (1 Coríntios 14: 37) e anunciar um Evangelho que não é segundo o
homem, mas conforme lhe foi revelado pelo próprio JESUS CRISTO (Gálatas 1:11,12). É assim que o NT incorpora o Testemunho dos Apóstolos acerca da vida e do
Ministério de JESUS, seja diretamente, por eles mesmos (2 Pedro 1:16; 1 João1:1–3), seja indiretamente, por seus mais próximos associados, como Marcos e
Lucas (Atos 12:12, 25; 15:37; Colossenses 4:14; 2 Timóteo 4:11; Filemon 24).
Toda a ESCRITURA, tanto o AT como o NT, é “Inspirada por DEUS”, literalmente “Soprada por DEUS” (2 Timóteo 3:16). A cena é a do “vento” Divino, o ESPÍRITO, descendo sobre o Profeta, para que a ESCRITURA seja produto do sopro Divino criativo. Assim sendo, ela é plenamente dotada de Autoridade, útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.
União Inseparável do Divino e do humano
Um corolário do
princípio TOTA SCRIPTURA é o de que TODA a ESCRITURA constitui a união
indivisível e indistinguível do Divino e do humano. Uma passagem Bíblica fundamental
que esclarece a Natureza Divina da ESCRITURA com relação à dimensão humana dos
escritores Bíblicos é 2 Pedro 1:19-21: “Assim, temos “… ainda mais firme a Palavra dos Profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma
candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva
nasça no coração de vocês. Antes de mais nada, saibam que nenhuma Profecia da
ESCRITURA provém de interpretação pessoal, pois jamais a Profecia teve origem
na vontade [thelēma] humana, mas homens falaram da parte de DEUS impelidos
[pherō] pelo ESPÍRITO SANTO”.
Esses versos
desenvolvem diversos pontos análogos. O verso 19 sublinha a Fidedignidade da
ESCRITURA: é a firme Palavra dos Profetas. O verso 20 nos diz por que isso
acontece: a Profecia não é questão de interpretação pessoal do Profeta. O
contexto aponta fundamentalmente para o Profeta, que, ao comunicar a Mensagem,
não insere nela suas próprias ideias, embora a declaração também possa ser
aplicada aos intérpretes não inspirados da ESCRITURA. O verso 21 entra em
detalhes sobre esse ponto: a Profecia não provém de thelēma — iniciativa,
impulso ou vontade — do agente humano. Os Profetas não estavam comunicando por
conta própria. Pelo contrário, os Escritores Bíblicos eram Profetas que falavam
movidos, conduzidos e até mesmo impelidos (pherō) pelo ESPÍRITO SANTO.
Essa passagem
deixa claro que as ESCRITURAS não vieram diretamente do Céu. DEUS empregou
instrumentalidades humanas. O ESPÍRITO SANTO não cerceou a liberdade dos
Escritores Bíblicos, não lhes suprimiu a personalidade nem lhes destruiu a
individualidade. Seus Escritos envolvem às vezes pesquisas humanas (Lucas 1:1-3). Por vezes, os Escritores relatavam suas próprias experiências (Moisés
em Deuteronômio, Lucas em Atos, os Salmistas). Eles apresentam diferenças no
estilo (contraste Isaías e Ezequiel, João e Paulo) e oferecem perspectivas
diferentes sobre a mesma Verdade ou acontecimento (por exemplo, os quatro Evangelhos).
Apesar disso, mesmo com toda essa inspiração de pensamento, o ESPÍRITO SANTO
conduziu os Escritores Bíblicos, guiando-lhes a mente na seleção do que falar e
escrever, para que aquilo que apresentaram não seja apenas sua própria
interpretação, mas a Palavra Completamente Confiável de DEUS, a firme Palavra
Profética. O ESPÍRITO SANTO imprimiu nos instrumentos humanos com a Verdade Divina
na forma de pensamentos, e os assistiu na hora de escrever, para que
traduzissem fielmente, em palavras bem escolhidas, as coisas que lhes foram
Divinamente Reveladas (1Coríntios 2:10-13).
Esse corolário
do princípio TOTA SCRIPTURA, segundo o qual os elementos humano e Divino se
acham inseparavelmente ligados na ESCRITURA, é reforçado pela comparação entre
a PALAVRA de DEUS Escrita e a PALAVRA de DEUS Encarnada. Visto que tanto JESUS
quanto a ESCRITURA são chamados de “PALAVRA de DEUS” (Hebreus 4:12; Apocalipse
19:13), é apropriado comparar-lhes as naturezas Divina e humana. Assim como
JESUS, o Verbo encarnado de DEUS, era plenamente DEUS e plenamente homem (João 1:1-3, 14), assim a PALAVRA Escrita constitui a união inseparável do humano e
do Divino.
TEOLOGIA - "Interpretando a PALAVRA de DEUS" (Estudo 01/ 3ª Temporada)
TEOLOGIA - A Forma Humana da ESCRITURA (Estudo 011/ 2ª Temporada)
TEOLOGIA - "O Caráter Divinamente Inspirado da
ESCRITURA Parte ½" (Estudo 012/ 2ª Temporada)
TEOLOGIA - "A Viva Voz de DEUS" (Estudo 014/ 2ª Temporada)
"Assim Diz o SENHOR"

.png)
.png)




Nenhum comentário:
Postar um comentário