O Álcool e a Sociedade - "Advertências Divinas" (Parte 4/4)

                                           É DESSE JEITO!

   

                   Destronada a Razão na Festa de Belsazar   

   Em seu orgulho e arrogância, com um temerário senso de segurança, Belsazar "deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil". (Daniel 5:1). Todas as atrações que a riqueza e o poder podem proporcionar, acrescentavam esplendor à cena. Belas mulheres com seus encantos estavam entre os hóspedes em atendimento ao banquete real. Homens de talento e educação estavam presentes. Príncipes e estadistas bebiam vinho como água, e se depreciavam sob sua enlouquecedora influência.

   A razão destronada pela despudorada intoxicação, os mais baixos impulsos e paixões agora em ascendência, o rei em pessoa tomou a dianteira na desbragada orgia. (Profetas e Reis).

   No próprio momento em que o festa se achava no apogeu, uma lívida mão apareceu, e traçou na parede do salão de banquete a condenação do rei e de seu reino. "Mene, Mene, Tequel, Ufarsim", foram as palavras escritas, e foram interpretadas por Daniel como significando: "Pesado foste na balança, e foste achado em falta. ... Dividido foi o teu reino, e deu-se aos medos e aos persas." (Daniel 5:25-27). E diz-nos o registro: "Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. E Dario, o medo, ocupou o reino." (Daniel 5:30 e 31).

   Mal pensava Belsazar que um Observador invisível contemplava sua orgia idólatra. Nada, porém, há dito ou feito que não seja registrado nos Livros do Céu. Os caracteres místicos traçados pela pálida mão testificam de que DEUS é testemunha de tudo quanto fazemos, e que é desonrado pelos desregrados banquetes. Nada podemos ocultar a DEUS. Não podemos escapar de nossa responsabilidade para com Ele. Estejamos onde estivermos e façamos o que fizermos, somos responsáveis para com Aquele a quem pertencemos pela Criação e pela Redenção. (Manuscrito 50, 1893).

                   Terrível Resultado da Dissipação de Herodes 

   Em muitas coisas havia Herodes reformado sua vida dissoluta. Mas o uso de comidas requintadas e bebidas estimulantes estavam constantemente enervando e amortecendo as faculdades morais e físicas, e combatendo contra os fervorosos apelos do ESPÍRITO de DEUS, que haviam infundido convicção ao coração de Herodes, despertando-lhe a consciência para afastar seus pecados. Herodias estava familiarizada com os pontos fracos do caráter de Herodes. Sabia que, em circunstâncias normais, enquanto sua inteligência o controlava, ela não podia obter a morte de João. ...

   Ocultou o melhor possível o seu ódio, aguardando o aniversário de Herodes, que ela sabia, havia de ser uma ocasião de glutonaria e intoxicação. O gosto de Herodes pelas comidas requintadas e o vinho lhe ofereceriam oportunidade de pegá-lo  desarmado. Ela o provocaria a condescender com o apetite, o que despertaria a paixão e diminuiria o tono do caráter mental e moral, tornando-lhe impossível, às sensibilidades amortecidas, ver claramente os fatos e os indícios, e tomar retas decisões. Ela fez os mais dispendiosos preparativos para a festa, e pecaminosa dissipação. Estava familiarizada com a influência desses banquetes intemperantes sobre o intelecto e a moral. Sabia que a condescendência de Herodes com o apetite, o prazer, os divertimentos lhe despertariam as paixões inferiores, e o tornariam incapaz para as mais nobres demandas do esforço e do dever.

   A alegria contrária à natureza que a intemperança dá à mente e ao humor diminui as sensibilidades ao aperfeiçoamento moral, tornando impossível aos santos impulsos atuarem no coração, e manterem o governo das paixões, quando a opinião pública e a moda as sustêm. Festividades e divertimentos, danças e o livre uso do vinho, embotam os sentidos, e removem o temor de DEUS. ...

   Enquanto Herodes e seus grandes se estavam banqueteando e bebendo no salão do prazer ou sala da festa, Herodias, degradada pelo crime e a paixão, mandou sua filha, vestida da maneira mais encantadora, à presença de Herodes e seus hóspedes reais. Salomé estava ornada pelas mais custosas grinaldas e flores. Enfeitava-se com joias cintilantes e vistosos braceletes. Com poucas vestes e menos modéstia, dançou ela para divertimento dos hóspedes do rei. Aos seus sentidos pervertidos, o encantador aparecimento dessa, para eles, visão de beleza e de graça, encantou-os. Em vez de serem regidos pela razão esclarecida, pelo gosto refinado ou consciência sensível, as qualidades inferiores da mente empunharam as rédeas. A virtude e os princípios não tiveram nenhum poder controlador.

   O falso encanto da cena deslumbrante pareceu tirar a razão e a dignidade de Herodes e de seus hóspedes, inflamados pelo vinho. A música e o vinho e a dança haviam afastado deles o temor e a reverência de DEUS. Coisa alguma parecia Sagrada aos pervertidos sentidos de Herodes. Estava desejoso de fazer uma ostentação que o exaltasse ainda mais perante os grandes homens de seu reino. E prometeu precipitadamente, e confirmou sua promessa com juramento, dar à filha de Herodias tudo quanto ela pedisse. ...

   De posse de tão maravilhosa promessa, ela correu para sua mãe, querendo saber que devia pedir. Pronta foi a resposta dessa mãe: A cabeça de João Batista em um prato. A princípio Salomé ficou chocada. Não compreendia a oculta vingança no coração de sua mãe. Recusou apresentar tão desumano pedido; mas a determinação daquela ímpia mãe prevaleceu. Além disso, ela pediu à filha que não se detivesse, mas se apressasse a apresentar sua petição antes que Herodes tivesse tempo de refletir, e mudar de ideia. Em harmonia com isso, Salomé voltou a Herodes com seu horrível pedido: "Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse." (Mateus 14:8 e 9).

   Herodes ficou pasmo e confundido. Cessou sua tumultuosa alegria, e os hóspedes estremeceram de horror ante esse desumano pedido. As frivolidades e dissipações daquela noite custaram a vida a um dos mais eminentes Profetas que já deram uma Mensagem de DEUS aos homens. O copo intoxicante preparou o caminho para esse terrível crime. (Review and Herald, 11 de março de 1873).

                        Nem uma só voz Para Salvar a João 

   Por que não se fez ouvir nem uma só voz naquele grupo para impedir Herodes de cumprir seu estulto voto? Eles estavam intoxicados de vinho, e a seus sentidos obscurecidos nada havia a ser reverenciado. Se bem que os hóspedes reais tivessem virtualmente um convite para o desligar daquele voto, suas línguas pareciam paralisadas. O próprio Herodes se achava sob a ilusão de que, a fim de salvar a própria reputação, precisava manter um juramento feito sob a influência da intoxicação. O princípio moral, única salvaguarda da alma, foi paralisado. Herodes e seus hóspedes achavam-se escravos, presos à mais baixa servidão ao apetite animal. ...

   As faculdades mentais estavam enfraquecidas pelo prazer dos sentidos, os quais lhes perverteram as ideias de justiça e misericórdia. Satanás apoderou-se dessa oportunidade, na pessoa de Herodias, para levá-los a precipitarem-se em suas decisões que custaram a preciosa vida a um dos Profetas de DEUS. (Review and Herald, 8 de abril de 1873).            

     

                                   Advertências Divinas  

   O SENHOR não pode tolerar muito tempo mais uma geração intemperante e perversa. Há muitas advertências solenes nas ESCRITURAS contra o uso de bebidas intoxicantes. Nos dias da antiguidade, quando Moisés estava repetindo o desejo de DEUS para com Seu povo, foram proferidas contra os bebedores as seguintes palavras: "E aconteça que, ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu coração, dizendo: Terei paz, ainda que ande conforme ao bom parecer do meu coração; para acrescentar à sede a bebedice. O Senhor não lhe quererá perdoar; mas então fumegará a ira do Senhor e o Seu zelo sobre tal homem, e toda a maldição escrita neste livro jazerá sobre ele; e o Senhor apagará o seu nome de debaixo do céu." (Deuteronômio 29:19 e 20).

   Diz Salomão: "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." (Provérbios 20:1). "Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará." (Provérbios 23:29-32).

   O uso do vinho entre os israelitas foi uma das causas que deram em resultado seu cativeiro. Disse-lhes o SENHOR por intermédio do Profeta Amós: "Ai dos que repousam em Sião. ... Vós, que dilatais o dia mau, e vos chegais ao lugar de violência; que dormis em camas de marfim, e vos estendeis sobre os vossos leitos, e comeis os cordeiros do rebanho, e os bezerros do meio da manada; que cantais ao som do alaúde, e inventais para vós instrumentos músicos, como Davi: que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo: mas não vos afligis pela quebra de José. Eis que agora ireis em cativeiro entre os primeiros que forem cativos, e cessarão os festins dos regalados." (Amós 6:1 e 3-7).

   "Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança, e cujos príncipes comem de manhã. Bem-aventurada tu, ó terra, cujo rei é filho dos nobres, e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças, e não para bebedice." (Eclesiastes 10:16 e 17). "Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos." (Provérbios 31:4 e 5).

   Estas palavras de advertência e ordem são incisivas e positivas. Deem ouvidos os que ocupam posições de confiança pública, para que, mediante a bebida forte, não esqueçam a lei, e pervertam o juízo. Governadores e juízes devem estar sempre em condições de cumprir a instrução do SENHOR: "A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de alguma maneira os afligirdes, e eles clamarem a Mim, Eu certamente ouvirei o seu clamor, e a Minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos." (Êxodo 22:22 e 23).

   O SENHOR DEUS do Céu Reina. Ele unicamente está acima de toda autoridade, acima de todos os reis e governadores. O SENHOR deu instruções especiais em Sua Palavra com referência ao uso do vinho e da bebida forte. Proibiu seu uso, e reforçou Suas proibições com fortes advertências e ameaças. Mas o proibir Ele o uso de bebidas intoxicantes não é exercício de arbitrária autoridade. Procura restringir os homens a fim de poderem escapar aos maus resultados da condescendência com o vinho e a bebida forte. Degradação, crueldade, miséria e contenda seguem-se como resultado natural da intemperança. DEUS indicou as consequências de seguir essa má conduta. Isso fez Ele para que não haja perversão de Suas Leis, e para que os homens sejam poupados à vasta miséria resultante da conduta de homens malignos que, por amor do ganho, vendem intoxicantes enlouquecedores. (Drunkenness and Crime, págs. 4-6).

                                 
          Especial - O Álcool e a Sociedade (Parte ¼) 
     

       O Álcool e a Sociedade - "Um Problema de Saúde Pública" (Parte 2/4)

        

       O Álcool e a Sociedade - "Lições BÍBLICAS" (Parte 3/4)




                                                


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