O SÁBADO do SENHOR e os Sábados Anuais: A Diferença que Muitos Ignoram

                                                    É DESSE JEITO!             

As festas judaicas apontavam para CRISTO e tiveram cumprimento em Sua obra redentora; mas o SÁBADO do SENHOR nasceu na Criação, foi Escrito pelo Dedo de DEUS e permanece como Memorial do Criador.

Ao Estudarmos a História do SÁBADO nos Livros de Moisés, chegamos a uma distinção indispensável para compreender corretamente as ESCRITURAS: a diferença entre o SÁBADO do SENHOR e os chamados sábados anuais ligados às festas judaicas.

Muitos confundem essas duas realidades. Alguns leem textos que falam sobre festas, luas novas e sábados cerimoniais, e concluem que o Quarto Mandamento foi abolido. Outros citam passagens sobre as ordenanças cerimoniais como se elas se referissem ao SÁBADO Semanal da Criação.

Mas a BÍBLIA faz uma distinção clara.

Existe o SÁBADO do SENHOR, instituído no fim da primeira semana do tempo, Abençoado e Santificado pelo próprio DEUS, Proclamado no Sinai como parte dos Dez Mandamentos e Escrito em Tábuas de Pedra pelo Dedo Divino.

E existem os sábados anuais, ligados ao calendário cerimonial de Israel, às festas, luas novas, sacrifícios, colheitas e símbolos que apontavam para a obra futura de JESUS CRISTO.

Confundir essas duas categorias é perder uma chave importante da Verdade Bíblica.

  As três grandes festas judaicas                         

As principais festas judaicas eram três: a Páscoa, o Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos.

Essas festas estavam profundamente ligadas à história de Israel, à libertação do Egito, à vida agrícola na terra prometida e ao sistema cerimonial que apontava para realidades espirituais maiores.

Elas tinham significado, beleza e propósito. Porém, pertenciam ao sistema típico, isto é, ao conjunto de cerimônias que serviam como sombra de coisas futuras.

A primeira grande festa era a Páscoa.

A Páscoa recebeu esse nome porque, na noite da libertação do Egito, o Anjo do SENHOR passou por cima das casas dos hebreus marcadas com o sangue do cordeiro, enquanto os primogênitos do Egito foram feridos.

Ela foi ordenada para comemorar o livramento da escravidão egípcia. Começava com a morte do cordeiro pascoal, no décimo quarto dia do primeiro mês, e era acompanhada pela Festa dos Pães Asmos, durante sete dias.

Seu cumprimento maior estava em CRISTO. Como ensina o Novo Testamento, CRISTO, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.

A segunda grande festa era o Pentecostes.

Essa festa acontecia cinquenta dias após a apresentação das primícias da colheita da cevada. Nela, as primícias da colheita de trigo eram oferecidas a DEUS.

Seu cumprimento espiritual se manifestou cinquenta dias após a Ressurreição de JESUS CRISTO, quando ocorreu o Grande Derramamento do ESPÍRITO SANTO.

A terceira grande festa era a Festa dos Tabernáculos.

Ela era celebrada no sétimo mês, depois da colheita, e durava do décimo quinto ao vigésimo primeiro dia. Durante esse período, os israelitas habitavam em cabanas, relembrando sua peregrinação pelo deserto.

Era uma festa de alegria diante do SENHOR e apontava para o grande regozijo final do povo de DEUS.

Luas novas, sábados anuais, ano sabático e jubileu

Além das três grandes festas, havia também as celebrações de cada lua nova, isto é, o primeiro dia de cada mês.

Também havia sete sábados anuais, ligados ao calendário religioso de Israel:

  1. O primeiro dia da Festa dos Pães Asmos.
  2. O sétimo dia da Festa dos Pães Asmos.
  3. O dia de Pentecostes.
  4. O primeiro dia do sétimo mês, com sonido de trombetas.
  5. O décimo dia do sétimo mês, o grande Dia da Expiação.
  6. O décimo quinto dia do sétimo mês, início da Festa dos Tabernáculos.
  7. O vigésimo segundo dia do sétimo mês, após o encerramento da Festa dos Tabernáculos.

Além desses dias, todo sétimo ano deveria ser um sábado para a terra. Nesse ano, o povo não deveria arar nem cultivar o solo como nos anos comuns.

Depois de sete ciclos de anos sabáticos, vinha o quinquagésimo ano: o jubileu, tempo em que as heranças deveriam ser restauradas.

Essas instituições tinham valor dentro do sistema dado a Israel. Mas todas estavam ligadas à terra, às festas, ao calendário cerimonial e à organização nacional do povo hebreu.

Por isso, não devem ser confundidas com o SÁBADO Semanal da Criação.

O SÁBADO do SENHOR não nasceu nas festas judaicas

Aqui está uma das distinções mais importantes de todo este Estudo.

As festas judaicas só poderiam ser observadas plenamente depois que Israel entrasse na terra prometida.

A Páscoa estava ligada à libertação do Egito. O Pentecostes dependia da colheita na terra. A Festa dos Tabernáculos ocorria depois do recolhimento dos frutos da terra. O ano sabático só faria sentido quando o povo estivesse cultivando o solo de Canaã. O jubileu dependia da posse da terra e da organização das heranças.

Mas o SÁBADO do SENHOR já existia antes disso.

Ele não nasceu com as festas.

Não nasceu com a agricultura de Canaã.

Não nasceu com as luas novas.

Não nasceu com os sacrifícios cerimoniais.

O SÁBADO do SENHOR foi instituído no Éden, no fim da primeira semana do tempo, quando DEUS Descansou, Abençoou e Santificou o Sétimo Dia.

Essa origem criacional coloca o SÁBADO em uma categoria totalmente diferente.

Nove diferenças entre o SÁBADO do SENHOR e os sábados anuais                                     

A BÍBLIA traça uma linha clara entre o SÁBADO semanal e os sábados cerimoniais.

1. O SÁBADO do SENHOR nasceu na Criação

O SÁBADO semanal foi instituído no fim da primeira semana do tempo.

Os sábados anuais foram ordenados posteriormente, em conexão com as festas judaicas.

2. O SÁBADO do SENHOR foi Abençoado e Santificado por DEUS

O Sétimo Dia recebeu Bênção e Santificação porque DEUS Descansou de toda a Obra da Criação.

Os sábados anuais não receberam essa honra na Criação.

3. O SÁBADO do SENHOR já era obrigatório antes dos sábados anuais

Quando Israel chegou ao deserto, o SÁBADO do SENHOR já aparece como instituição existente.

Os sábados anuais passaram a existir dentro do sistema cerimonial dado posteriormente aos hebreus.

4. Israel foi reprovado por profanar o SÁBADO do SENHOR antes de guardar as festas na terra

A geração do deserto foi repreendida por profanar os SÁBADOS do SENHOR.

Mas muitos sábados anuais só poderiam ser observados depois da entrada em Canaã, pois dependiam da posse da terra, das colheitas e do calendário festivo nacional.

5. O SÁBADO do SENHOR foi feito para o homem

JESUS CRISTO Declarou que o SÁBADO foi feito por causa do homem.

Os sábados anuais estavam ligados à vida nacional e cerimonial de Israel na terra da Palestina.

6. O SÁBADO do SENHOR é Semanal

Ele retorna a cada Sétimo Dia como Memorial do Descanso do Criador.

Os sábados cerimoniais eram anuais, fixos em datas específicas do calendário judaico.

7. O SÁBADO do SENHOR é chamado de “Meu Santo Dia”

Nas ESCRITURAS, DEUS chama o SÁBADO semanal de “Meus Sábados” e “Meu Santo Dia”.

Já os sábados cerimoniais aparecem ligados às festas do povo, às solenidades e ao calendário ritual.

8. O SÁBADO do SENHOR foi Escrito pelo Dedo de DEUS

O SÁBADO semanal está dentro dos Dez Mandamentos, Proclamado pela Voz de DEUS e Escrito em Tábuas de Pedra pelo Dedo Divino.

Os sábados anuais foram escritos por Moisés no livro das ordenanças cerimoniais, como parte do sistema típico.

9. DEUS distinguiu os sábados das festas dos SÁBADOS do SENHOR

Quando ordenou as festas, DEUS fez questão de dizer que elas eram celebradas além dos SÁBADOS do SENHOR.

Essa expressão mostra claramente que os sábados cerimoniais das festas não eram a mesma coisa que o SÁBADO semanal da Lei Moral.

Isaías mostra dois tratamentos diferentes

O Profeta Isaías apresenta uma diferença marcante.

Ao falar das festas, luas novas e solenidades cerimoniais praticadas em meio à iniquidade, DEUS declara que estava cansado de suportá-las. A formalidade religiosa, sem Obediência e Justiça, havia se tornado abominação diante Dele.

Mas quando Isaías fala do SÁBADO do SENHOR, o tom é completamente diferente.

O Profeta declara:

“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal.”
Isaías 56:2

E ainda inclui estrangeiros e eunucos entre aqueles que receberiam Bênçãos por Guardarem os SÁBADOS do SENHOR e abraçarem Sua Aliança.

Isso é poderoso.

O SÁBADO do SENHOR não aparece como uma cerimônia vazia prestes a desaparecer. Ele aparece associado à Justiça, à Salvação, à Aliança e à Adoração de todos os povos.

A Casa de DEUS seria chamada Casa de Oração para todos os povos.

Oseias profetizou o fim das festas e dos sábados cerimoniais

O Profeta Oseias declarou:

“Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades.”
Oseias 2:11

Essa Profecia aponta para o fim das festas, luas novas e sábados cerimoniais ligados ao sistema nacional e festivo de Israel.

Jeremias, ao falar da destruição de Jerusalém, descreve a interrupção das festas e dos sábados associados a elas. Quando Jerusalém caiu, o lugar das assembleias solenes foi destruído, e as festas não puderam continuar como antes.

Esses sábados dependiam da cidade, do templo, do altar, das festas e da vida nacional de Israel.

Mas o SÁBADO do SENHOR não dependia de Jerusalém para existir.

Ele não era uma instituição local.

Ele não estava preso à terra de Canaã.

Ele não era apenas um elemento do calendário festivo judaico.

Sua Origem estava na Criação, antes da existência de Israel como nação.

O SÁBADO do SENHOR não cessou com a destruição de Jerusalém

Quando Jerusalém foi destruída e o povo disperso, as festas e os sábados anuais sofreram interrupção.

Mas a Observância do SÁBADO do SENHOR não dependia da cidade, do templo ou do altar.

Na Verdade, a profanação do SÁBADO é apresentada nas ESCRITURAS como uma das causas do cativeiro. E a Restauração Espiritual do povo é associada à Reverência pelo SÁBADO.

Isso mostra novamente a diferença.

Os sábados cerimoniais estavam ligados ao sistema típico.

O SÁBADO do SENHOR estava ligado à Lei Moral e à Criação.

Colossenses 2 aboliu o SÁBADO Semanal?

Essa é uma pergunta muito importante.

Paulo escreveu que ninguém deveria julgar os cristãos por causa de comida, bebida, dias de festa, lua nova ou sábados, porque tudo isso era sombra das coisas futuras, mas o corpo é de CRISTO.

Muitos usam esse texto para afirmar que o SÁBADO Semanal foi abolido.

Mas o contexto fala de elementos cerimoniais: comida, bebida, festas, luas novas e sábados que eram sombra de coisas futuras.

O SÁBADO do SENHOR não nasceu como sombra da redenção.

Ele foi instituído antes da entrada do pecado no mundo.

Foi estabelecido antes que houvesse sacrifícios, sacerdócio levítico, templo, altar, festas judaicas ou sistema cerimonial.

Ele não apontava para uma redenção futura como uma sombra típica. Ele apontava para trás, para a Criação, como Memorial do Criador.

Além disso, o SÁBADO Semanal foi Escrito pelo Dedo de DEUS no coração da Lei Moral, enquanto as ordenanças cerimoniais foram escritas por Moisés em conexão com o sistema típico.

Portanto, o “escrito de dívida” que constava de ordenanças não é a mesma coisa que a Lei Moral Escrita em Pedra.

As sombras apontavam para CRISTO

As festas judaicas tinham um propósito.

A Páscoa apontava para CRISTO, o Cordeiro de DEUS.

O Pentecostes apontava para o Derramamento do ESPÍRITO SANTO após a Ressurreição de JESUS CRISTO.

A Festa dos Tabernáculos apontava para o regozijo final do povo de DEUS.

O sistema cerimonial tinha beleza, ordem e significado. Mas era sombra.

Quando o antítipo chegou, a sombra perdeu sua função.

Quando JESUS CRISTO morreu, o sistema típico encontrou seu cumprimento. O Sacrifício Real havia sido oferecido. A Redenção para a qual os símbolos apontavam estava sendo realizada.

Mas o SÁBADO do SENHOR não era uma sombra cerimonial criada após o pecado.

Ele era um Memorial da Criação instituído antes da queda.

Por isso, não pode ser colocado na mesma categoria dos sábados anuais.

O SÁBADO do SENHOR permanece

O SÁBADO semanal atravessa as ESCRITURAS como um Memorial Santo.

Ele aparece na Criação.

É reafirmado antes do Sinai.

É proclamado dentro dos Dez Mandamentos.

É Escrito pelo Dedo de DEUS.

É colocado na Arca, debaixo do Propiciatório.

É chamado de Sinal de Santificação.

É defendido pelos Profetas.

É reconhecido no Novo Testamento como o SÁBADO segundo o Mandamento.

E aponta para a Adoração Final do povo de DEUS.

As festas cessaram.

As luas novas cerimoniais cessaram.

Os sábados anuais cessaram.

O sistema típico encontrou seu cumprimento em CRISTO.

Mas o SÁBADO do SENHOR permanece como Memorial do Criador, Sinal de Santificação e parte da Lei Moral.                                     

Aplicação Espiritual: não confunda sombra com fundamento

Há uma Lição Espiritual profunda aqui.

Nem tudo que recebe o nome “Sábado” nas ESCRITURAS pertence à mesma categoria.

Existiam sábados cerimoniais, anuais, ligados às festas, à terra, ao templo, às sombras e aos símbolos.

E existe o SÁBADO do SENHOR, Semanal, Criacional, Moral, Escrito pelo Dedo de DEUS.

Confundir essas realidades leva muitos a rejeitarem aquilo que DEUS Santificou desde o Princípio.

O cristão fiel não deve construir sua fé sobre confusão, tradição ou interpretações apressadas. Deve perguntar com humildade: o que dizem as ESCRITURAS?

O SÁBADO do SENHOR não tira a centralidade de CRISTO. Ao contrário, ele aponta para o DEUS Criador, para o SENHOR que Santifica e para a Redenção que Restaura o ser humano à Obediência da fé.

A Graça não nos chama a desprezar a Lei de DEUS.

A Graça nos chama a Amar o Legislador, Confiar no Salvador e Obedecer com coração transformado.

Conclusão: o SÁBADO da Criação não é sombra passageira

As festas judaicas foram importantes. Os sábados anuais tiveram seu lugar. As luas novas, cerimônias e solenidades cumpriram seu papel dentro do sistema típico.

Mas todas essas coisas apontavam para realidades futuras e encontraram seu cumprimento em CRISTO.

O SÁBADO do SENHOR é diferente.

Ele nasceu antes das festas.

Antes do templo.

Antes do sacerdócio levítico.

Antes dos sacrifícios.

Antes da entrada do pecado.

Antes de Israel como nação.

Ele nasceu no Éden, quando DEUS Descansou no Sétimo Dia, Abençoou esse Dia e o Santificou.

Por isso, não devemos confundir o Memorial do Criador com as sombras cerimoniais.

O que era sombra encontrou seu corpo em CRISTO.

Mas o que foi Santificado na Criação continua apontando para o Criador.

Que nossa fé permaneça firmada na PALAVRA, não em confusões humanas.

Que saibamos distinguir o que era cerimônia passageira daquilo que DEUS escreveu em Sua Lei Moral.

E que, diante da Verdade, nosso coração responda com Reverência:

Assim Diz o SENHOR.

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