A Lei Escrita Pelo Dedo de DEUS: O SÁBADO, a Arca e o Propiciatório

                                          É DESSE JEITO! 

No Sinai, DEUS não apenas proclamou Sua Lei; Ele a escreveu em pedra, colocou o Sábado no coração dos Dez Mandamentos e revelou que a verdadeira expiação aponta para a perfeita justiça do Seu Governo.

                             

Quando a voz do Santo cessou no monte Sinai, o povo permaneceu de longe, tomado de reverência. Moisés, porém, aproximou-se da nuvem escura onde DEUS estava.

A cena era solene. O monte ainda carregava a Glória da Presença Divina. O povo havia ouvido, com os próprios ouvidos, a Voz do SENHOR Proclamando os Dez Mandamentos. Mas a Revelação de DEUS ainda não havia terminado.

Depois da Proclamação da Lei Moral, o SENHOR entregou a Moisés diversos preceitos que ajudariam a organizar a vida religiosa, civil e moral de Israel. Alguns eram cerimoniais, apontando para realidades futuras. Outros eram civis, destinados ao governo da nação. Outros, ainda, reafirmavam princípios morais já contidos nos Dez Mandamentos.

E nesse contexto, o SÁBADO não foi esquecido.

O SÁBADO e o descanso para todos

O SENHOR Declarou:

“Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.”
Êxodo 23:12

Essa declaração revela algo profundo: o SÁBADO não era uma Bênção restrita a uma classe privilegiada.

O descanso alcançava o trabalhador, o servo, o estrangeiro e até os animais que participavam dos labores humanos. O SÁBADO trazia alento ao cansado, dignidade ao servo e misericórdia às criaturas.

Isso mostra que o Mandamento possui uma dimensão espiritual, moral e humanitária.

Enquanto algumas cerimônias, como a Páscoa, exigiam que o estrangeiro se tornasse participante formal da comunidade hebraica por meio da circuncisão, o descanso do SÁBADO era apresentado como Bênção que alcançava também o forasteiro.

O SÁBADO revelava o cuidado do SENHOR por toda a vida.

O sangue da aliança e a resposta do povo

Quando Moisés voltou ao povo, repetiu todas as Palavras do SENHOR.

A resposta de Israel foi solene:

“Tudo o que falou o SENHOR faremos.”

Então Moisés escreveu as Palavras do SENHOR, leu o livro da aliança diante do povo, e novamente todos responderam:

“Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos.”

Depois, Moisés tomou o sangue da aliança e aspergiu sobre o povo, dizendo:

“Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco.”

Esse momento é importante porque mostra que Israel estava entrando em um compromisso público com DEUS. A Lei proclamada no Sinai não era um conjunto de ideias abstratas. Ela se tornava a base da aliança entre o SENHOR e Seu povo.

Mas DEUS ainda daria um Sinal ainda mais elevado da honra conferida à Sua Lei.

As tábuas de pedra: a Lei escrita por DEUS

Depois da confirmação da aliança, o SENHOR chamou Moisés ao monte:

“Sobe a Mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares.”
Êxodo 24:12

Moisés subiu, e uma nuvem cobriu o monte. A Glória do SENHOR repousou sobre o Sinai por seis dias. Ao Sétimo Dia, do meio da nuvem, DEUS chamou Moisés.

A Glória do SENHOR parecia um fogo consumidor no alto do monte, aos olhos dos filhos de Israel. Moisés entrou no meio da nuvem e permaneceu ali quarenta dias e quarenta noites.

Durante esse período, DEUS revelou a Moisés o modelo do Santuário, da Arca, do Propiciatório e do Sacerdócio. Tudo tinha um Propósito Espiritual. A Lei escrita por DEUS seria colocada dentro da Arca. Acima dela estaria o Propiciatório. E diante da Arca, no Santuário, os sacerdotes ministrariam.

A Lei, a Arca, o Propiciatório e o Sacerdócio estavam ligados a uma Mensagem Central: a Santidade de DEUS, a realidade do pecado e a necessidade de Expiação.

Antes de entregar as tábuas, DEUS reafirma o SÁBADO

Quando o SENHOR estava prestes a entregar a Moisés as tábuas escritas por Seu Próprio Dedo, Ele voltou a destacar o SÁBADO:

“Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu Sou o SENHOR, que vos santifica.”
Êxodo 31:13

E acrescentou:

“Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o SÁBADO do repouso solene, santo ao SENHOR.”
Êxodo 31:15

O motivo é novamente apresentado:

“Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.”
Êxodo 31:17

O fundamento do SÁBADO continuava sendo a Criação. DEUS não aponta para o maná como origem do SÁBADO. Não aponta para o Sinai como origem do SÁBADO. Ele aponta para o Princípio: os seis dias da Criação e o Descanso do CRIADOR no Sétimo Dia.

Assim, o SÁBADO era Sinal entre DEUS e Israel, mas sua origem era anterior a Israel.

Ele era Sinal de que o DEUS que santificava aquele povo era o mesmo CRIADOR dos céus e da Terra.

O SÁBADO como Sinal de Santificação

O Profeta Ezequiel confirma essa Verdade ao registrar a Palavra do SENHOR:

“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu Sou o SENHOR que os santifica.”
Ezequiel 20:12

O SÁBADO era um Sinal porque apontava para a Identidade do Verdadeiro DEUS.

Entre as nações, muitos adoravam deuses falsos. Israel, porém, deveria Conhecer e Adorar o SENHOR, o DEUS Vivo, o CRIADOR dos céus e da Terra.

O SÁBADO testificava que Aquele que havia separado Israel como Seu povo era o mesmo que havia Criado todas as coisas.

Não foi o SÁBADO que tornou Israel diferente das nações. Foi a apostasia e a idolatria das nações que levaram DEUS a separar Israel para Preservar a Verdade. E, a esse povo separado, o SENHOR confiou o SÁBADO como Sinal de quem Ele era: o Criador e Santificador.

O SÁBADO não se tornou judeu

É fundamental compreender este ponto.

O SÁBADO foi confiado aos hebreus, mas não se tornou judeu por causa disso.

Da mesma forma, DEUS revelou-Se como o DEUS de Abraão, de Isaque e de Jacó, mas isso não O tornou uma divindade nacional limitada a Israel. Ele continuou sendo o DEUS de toda a Terra.

Também a Lei foi confiada a Israel, mas não se tornou meramente judaica. Ela continuou sendo a expressão do Caráter Moral do SENHOR.

Assim também o SÁBADO.

Ele foi dado a Israel como Tesouro Sagrado, mas já existia como Memorial da Criação. Foi reforçado pelo maná durante quarenta anos. Foi Proclamado no Sinai. Foi Escrito em pedra. Foi colocado no coração da Lei Moral.

O ALTÍSSIMO, Sua LEI e o SÁBADO não se tornaram judeus. Os hebreus é que se tornaram depositários honrados da Verdade Divina.

O bezerro de ouro e as tábuas quebradas

Depois que DEUS entregou a Moisés as duas tábuas do Testemunho, Escritas pelo Dedo de DEUS, revelou-lhe a triste apostasia do povo.

Israel havia feito um bezerro de ouro.

O povo que pouco antes havia declarado: “Tudo o que falou o SENHOR faremos”, agora se curvava diante de uma imagem. A aliança havia sido quebrada quase imediatamente após sua confirmação.

Moisés desceu do monte com as tábuas nas mãos. Elas eram Obra de DEUS, e a Escrita era a própria Escrita de DEUS, gravada na pedra.

Mas, ao aproximar-se do arraial e ver o bezerro e as danças, Moisés lançou as tábuas ao pé do monte e as quebrou.

A cena era simbólica e terrível. A Lei não havia falhado. O povo é que havia quebrado a aliança.

Cerca de três mil homens caíram naquele dia. Depois disso, Moisés intercedeu intensamente pelo povo diante do SENHOR.

Moisés pede para ver a glória de DEUS

Após a apostasia, Moisés suplicou pela Presença de DEUS.

O SENHOR havia prometido enviar Seu Anjo com Israel, mas disse que Ele mesmo não iria no meio do povo, para não consumi-lo. Moisés então rogou por uma revelação mais profunda:

“Rogo-Te que me mostres a Tua glória.”

DEUS atendeu ao pedido, mas com uma limitação: Sua face não poderia ser vista.

Antes de Moisés subir novamente, o SENHOR Ordenou:

“Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.”

Essa Declaração é preciosa. DEUS não modificaria a Lei. Não escreveria um código diferente. Não substituiria os Mandamentos por algo mais fraco. As Mesmas Palavras seriam Escritas novamente.

A Lei quebrada pelo pecado continuava Santa, Justa e Boa.

O SÁBADO lembrado até nos tempos de maior trabalho

Durante o segundo período de quarenta dias no monte, o SÁBADO é novamente mencionado:

“Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega.”
Êxodo 34:21

Essa ordem mostra que o SÁBADO não deveria ser esquecido nem nas épocas mais ocupadas.

A aradura e a sega representavam momentos de grande urgência agrícola. Eram períodos em que o trabalho parecia indispensável. Mesmo assim, o SENHOR declarou que o descanso do Sétimo Dia deveria ser preservado.

Isso Ensina uma Verdade Espiritual profunda: nenhuma necessidade humana, nenhum ciclo produtivo e nenhuma pressão econômica tem autoridade para anular o tempo que DEUS Santificou.

O SÁBADO permanece sendo do SENHOR.

As Dez Palavras Escritas pelo Dedo de DEUS

Ao final do segundo período no monte, DEUS colocou novamente as tábuas nas mãos de Moisés.

As ESCRITURAS afirmam que os Mandamentos foram escritos em duas tábuas de pedra. Eles formavam o Testemunho de DEUS.

A Própria Linguagem do SENHOR demonstra a importância desse Código Moral:

“Dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi.”

Esses Mandamentos foram Proclamados pelo Próprio DEUS e Escritos pelo Seu Próprio Dedo.

Nenhum Anjo recebeu a tarefa de escrevê-los. Nenhum Profeta os elaborou. Nenhum concílio humano os decretou.

O SENHOR Falou.

O SENHOR Escreveu.

O SENHOR Entregou.

E entre esses Dez Mandamentos estava a Ordem:

“Lembra-te do dia de SÁBADO, para o Santificar.”

O Quarto Mandamento: elo de ouro da Lei Moral

Os Dez Mandamentos revelam a dupla dimensão da Lei Divina: amor supremo a DEUS e amor ao próximo.

A Primeira tábua está diretamente ligada à nossa relação com DEUS. A Segunda revela nossos deveres para com o próximo.

O Quarto Mandamento ocupa uma posição especial. Ele está ligado à Adoração ao CRIADOR, mas também toca a vida humana em suas relações práticas.

Ele ordena que o ser humano trabalhe seis dias, organize sua vida, cumpra suas responsabilidades e, no Sétimo Dia, cesse suas atividades comuns para honrar o SENHOR.

Nesse sentido, o SÁBADO forma um elo de ouro entre as duas grandes partes da Lei Moral. Ele reconhece o Direito de DEUS sobre o tempo e, ao mesmo tempo, protege o descanso do servo, do estrangeiro, da família e até dos animais.

O SÁBADO é Adoração, Misericórdia, Justiça e Memória da Criação.

A Lei dentro da Arca e o Propiciatório 

Moisés colocou as tábuas da Lei dentro da Arca, como o SENHOR havia ordenado.

Sobre a Arca ficava o Propiciatório.

Essa relação é uma das mais Profundas Mensagens do Santuário.

Dentro da Arca estava a Lei transgredida. Acima da Arca estava o Propiciatório, onde o sangue da expiação era aspergido. Isso ensinava que o pecado era real, a Lei era Santa, e o perdão só poderia ser concedido mediante Expiação.

A Lei dentro da Arca revelava a Justiça de DEUS.

O Propiciatório apontava para a Misericórdia de DEUS.

O sangue aspergido ensinava que a culpa do transgressor não poderia ser removida por desculpas humanas, mas somente por meio da Provisão Divina.

A Expiação não elimina a Lei

Essa Verdade precisa ser compreendida com clareza.

Se a Lei de DEUS exigia Expiação, então essa Lei era real, Santa e Perfeita. A culpa não estava no Legislador, mas no transgressor.

A Expiação não foi dada para destruir a Lei. Foi dada para remover a culpa daquele que havia quebrado a Lei.

Se a Lei pudesse ser abolida simplesmente, não haveria necessidade de sangue. Mas o sistema simbólico do santuário ensinava que o pecado exige Expiação.

A lei cerimonial apontava para o sacrifício. A Lei Moral revelava o pecado que tornava o sacrifício necessário.

E no coração dessa Lei Moral estava também o Quarto Mandamento.

O SÁBADO, portanto, não era um detalhe periférico. Era parte da Lei que revelava o dever humano diante de DEUS.

O SÁBADO e a Cruz de JESUS CRISTO

O sistema levítico era sombra dos bens futuros. Seus sacrifícios apontavam para uma Expiação Verdadeira, que seria realizada por JESUS CRISTO.

Isso mostra a seriedade da Lei de DEUS.

Se a transgressão exigiu a morte do FILHO unigênito de DEUS para que o perdão pudesse alcançar o pecador, então a Lei não é algo frágil, descartável ou temporário em seu fundamento moral.

A cruz não diminui a Lei. A cruz revela quanto ela é Santa.

JESUS CRISTO não morreu para autorizar o pecado. Ele morreu para Salvar o pecador, remover sua culpa e Restaurá-lo à Comunhão com DEUS.

Por isso, o Quarto Mandamento deve ser considerado com Reverência. Ele faz parte da Lei Moral diante da qual o pecado é revelado e pela qual se demonstra a necessidade da graça.

Aplicação Espiritual: o que este estudo nos ensina?                 

Este Estudo nos chama a olhar para o SÁBADO com mais Reverência.

O SÁBADO foi Proclamado pela Voz de DEUS, Escrito pelo Dedo de DEUS, colocado dentro da Arca e protegido sob o Propiciatório.

Ele está ligado à Criação, à Santificação, à Aliança, ao Santuário e à Expiação.

Não é apenas uma pausa semanal. É um Memorial do CRIADOR, um Sinal de Santificação e um Testemunho da Autoridade do SENHOR sobre o Tempo.

Em um Mundo que trata o Tempo como propriedade humana, o SÁBADO nos lembra que pertencemos a DEUS.

Em uma geração que vive acelerada, cansada e distraída, o SÁBADO nos chama para a Presença do CRIADOR.

Em uma época em que muitos se esquecem da Lei de DEUS, o SÁBADO continua dizendo:

“Lembra-te.”

Conclusão: a LEI, o SÁBADO e a Misericórdia de DEUS

No Sinai, DEUS Proclamou Sua Lei.

No monte, Ele a Escreveu com Seu Próprio Dedo.

Na Arca, Ele a colocou sob o Propiciatório.

No Santuário, Ele Ensinou que a transgressão da Lei exige Expiação.

E em JESUS CRISTO, Ele Revelou a Realidade Final para a qual todo o sistema apontava.

O SÁBADO permanece como parte desse Grande Testemunho. Ele aponta para o CRIADOR, para o Santificador e para o Legislador que também oferece Misericórdia ao pecador arrependido.

A Lei mostra o pecado.

O Propiciatório aponta para a Graça.

O Sangue Anuncia a Expiação.

E o SÁBADO continua chamando o povo de DEUS a Lembrar, Adorar e Descansar no SENHOR.

Que nossa fé permaneça Firmada na PALAVRA, sobre uma Base Verdadeira:

Assim Diz o SENHOR.

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