É DESSE JEITO!
Em tempos de polarização, o cristão não precisa escolher entre a fé e a cidadania. A questão decisiva é outra: como participar da vida pública sem colocar partidos, candidatos ou ideologias acima da PALAVRA de DEUS?
Em ano eleitoral, algumas perguntas inevitavelmente voltam à discussão.
A Igreja deve falar de política?
O cristão deve votar?
Um adventista pode apoiar candidatos?
Como escolher quando praticamente todos os lados afirmam defender aquilo que é “melhor para o país”?
E talvez a pergunta mais importante de todas:
Qual deve ser o critério de um cristão na hora de votar?
Para quem deseja permanecer fiel a DEUS, a resposta não pode começar em um partido.
Não pode começar em um candidato.
Não pode começar em uma ideologia.
Precisa começar na BÍBLIA.
Porque governos mudam.
Partidos surgem e desaparecem.
Líderes conquistam poder e depois o perdem.
Mas a PALAVRA do SENHOR permanece.
A Verdadeira Esperança do cristão nunca esteve em Brasília, no Congresso, em tribunais, em presidentes ou em qualquer estrutura humana de poder.
Nossa esperança está em DEUS.
Isso, porém, não significa indiferença.
O cristão possui cidadania celestial, mas enquanto vive neste mundo também carrega responsabilidades civis.
A questão não é se devemos ter princípios na política.
A questão é:
quais princípios governarão nossas escolhas?
Nossa esperança não está nos governantes
O primeiro princípio precisa estar absolutamente claro.
Nenhum candidato é Salvador.
Nenhum partido é o Reino de DEUS.
Nenhum governo humano será capaz de resolver o problema fundamental da humanidade: o pecado.
A política pode melhorar instituições.
Pode criar leis justas.
Pode proteger direitos.
Pode administrar melhor ou pior os recursos públicos.
Pode favorecer ou prejudicar milhões de pessoas.
Por isso ela importa.
Mas não pode ocupar o lugar de DEUS.
O cristão que transforma um político em objeto de devoção perdeu o centro.
Da mesma maneira, aquele que coloca sua Esperança Final em uma ideologia humana está construindo sobre uma base que inevitavelmente passará.
A Verdadeira Segurança permanece no Soberano do Universo.
“É melhor buscar refúgio no SENHOR do que confiar no homem.”
Salmos 118:8
Governantes precisam ser avaliados.
DEUS precisa ser Adorado.
Essa diferença jamais pode desaparecer.
A BÍBLIA deve estar acima da direita, da esquerda e de qualquer partido
O cristão não deve perguntar primeiro:
“Isso é de direita ou de esquerda?”
A primeira pergunta deveria ser:
“Isso está em Harmonia com os Princípios de DEUS?”
A razão humana é limitada.
As maiorias erram.
As elites erram.
Os partidos erram.
Os líderes religiosos também podem errar.
Por isso precisamos de uma referência superior às preferências humanas.
Paulo escreveu:
“Toda a ESCRITURA é inspirada por DEUS e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.”
2 Timóteo 3:16
A BÍBLIA não é um manual de campanha eleitoral.
Ela não entrega ao cristão o número de um candidato.
Mas oferece princípios para avaliar caráter, justiça, verdade, responsabilidade, liberdade, dignidade humana e exercício do poder.
É por esses princípios que nossas escolhas devem passar.
O voto cristão exige discernimento
Uma eleição não deveria ser tratada como torcida organizada.
Nem como rivalidade esportiva.
Muito menos como guerra religiosa.
O voto é uma decisão de consciência.
E uma consciência cristã precisa ser educada pela PALAVRA de DEUS.
Isso exige algo cada vez mais raro:
discernimento.
Antes de escolher um candidato, o cristão deveria perguntar:
Quem é essa pessoa?
Qual é sua trajetória?
Como lida com dinheiro público?
Como exerce autoridade?
Respeita as instituições?
Defende a liberdade religiosa?
Apresenta capacidade administrativa?
Demonstra equilíbrio?
Cumpre aquilo que promete?
Como se posiciona diante da vida, da família, da justiça, da corrupção e da dignidade humana?
O voto responsável não nasce de um vídeo de trinta segundos.
Nem de uma mensagem encaminhada num grupo.
Nem de uma frase de efeito.
É resultado de avaliação.
Discrição: nem toda preferência precisa virar bandeira
Vivemos numa época em que muitas pessoas sentem necessidade de transformar toda opinião política em declaração pública.
A rede social vira palanque.
O grupo da família vira comitê eleitoral.
A igreja vira campo de batalha.
Irmãos que adoram juntos começam a se tratar como inimigos porque votam diferente.
Isso deveria nos preocupar.
A BÍBLIA valoriza a prudência:
“Para conservares a discrição, e os teus lábios guardarem o conhecimento.”
Provérbios 5:2
Ellen G. White também aconselhou cautela diante de envolvimentos políticos que ameaçassem os princípios da fé e a unidade da Igreja.
Em diferentes contextos, advertiu contra preconceitos partidários, paixões políticas e manifestações capazes de produzir divisão entre os irmãos.
Há momentos em que realmente:
“o silêncio é eloquência.”
Isso não significa covardia.
Significa maturidade.
Nem tudo o que penso preciso publicar.
Nem todo candidato que escolho precisa se tornar parte da minha identidade.
Nem todo irmão que vota diferente precisa ser tratado como adversário espiritual.
A Igreja não foi chamada para ser extensão de partido político.
Foi chamada para Anunciar JESUS CRISTO.
Examine o candidato, não apenas sua propaganda
Campanha eleitoral foi feita para convencer.Por isso, propaganda nunca deve substituir investigação.
Observe o histórico.
Procure saber como o candidato agiu antes de pedir seu voto.
Avalie se existe coerência entre discurso e vida pública.
Uma pessoa pode produzir excelentes vídeos e péssimos resultados.
Pode falar em moralidade e agir de modo contrário.
Pode defender os pobres durante a campanha e esquecê-los depois da eleição.
Pode discursar sobre responsabilidade fiscal e administrar de forma irresponsável.
Pode falar de liberdade e trabalhar contra ela.
Por isso, Caráter importa.
Competência importa.
Histórico importa.
Analise também as propostas
Não basta gostar da personalidade do candidato.
Política pública produz consequências reais.
Por isso, pergunte:
As propostas favorecem a sociedade ou apenas grupos particulares?
Há preocupação séria com educação?
Saúde?
Segurança?
Saneamento?
Emprego?
Desenvolvimento econômico?
Responsabilidade com os recursos públicos?
Proteção à liberdade de consciência e religiosa?
Combate à corrupção?
Respeito à dignidade humana?
O cristão não deveria votar apenas porque “gosta” de alguém.
Deve considerar aquilo que essa pessoa pretende fazer com o poder que receberá.
O partido também importa
No sistema político brasileiro, um candidato não atua completamente isolado.
Existe uma legenda.
Existem alianças.
Existem compromissos.
Existem programas partidários.
Existem bancadas.
Existem votações coletivas.
Por isso, avaliar apenas o indivíduo pode não ser suficiente.
É necessário conhecer também o ambiente político no qual ele está inserido.
Isso não significa transformar siglas em inimigos religiosos.
Significa compreender que escolhas eleitorais possuem consequências institucionais.
Cuidado com mentiras políticas
Talvez nunca tenha sido tão fácil produzir desinformação.
Uma imagem manipulada.
Uma frase fora de contexto.
Um vídeo cortado.
Um áudio sem origem.
Uma manchete falsa.
Uma pesquisa inventada.
Uma acusação sem prova.
Tudo pode circular por milhares de celulares em poucos minutos.
E existe um problema especialmente sério quando cristãos ajudam a espalhar aquilo que não verificaram.
A mentira não deixa de ser mentira porque favorece o nosso candidato.
Falso testemunho continua sendo pecado mesmo quando prejudica alguém de quem discordamos politicamente.
JESUS declarou sobre Satanás:
“Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”
João 8:44
O cristão não pode combater aquilo que considera errado usando as armas do pai da mentira.
Antes de compartilhar:
verifique.
Compare fontes.
Procure a origem.
Leia além do título.
Desconfie daquilo que parece criado exclusivamente para produzir indignação.
A Verdade não precisa de falsidade para vencer.
Não transforme indignação em ódio
A corrupção deve nos indignar.
A injustiça deve nos incomodar.
O abuso de poder precisa ser denunciado.
Mas existe uma diferença entre indignação moral e ódio.
O cristão não recebe autorização para desumanizar adversários.
Nem para celebrar violência.
Nem para mentir.
Nem para desejar o mal.
Nem para abandonar o Caráter de JESUS CRISTO durante uma eleição.
A política pode revelar aquilo que está escondido no coração.
Se uma discussão eleitoral consegue destruir nossa mansidão, nossa honestidade, nosso domínio próprio e nosso amor pelo próximo, talvez o maior problema não esteja no candidato.
Talvez esteja em nós.
Ore antes de votar
Existe um princípio frequentemente esquecido:oração também faz parte da cidadania cristã.
Escolher pessoas para ocupar posições de poder não é uma decisão pequena.
Por isso, não deveria acontecer apenas depois de assistir debates, consultar pesquisas e analisar propostas.
O cristão também precisa ajoelhar-se.
A igreja primitiva compreendeu o Poder da Oração em momentos de enorme pressão política.
Quando Herodes Agripa perseguiu a Igreja e Pedro foi preso, os irmãos oraram intensamente.
“Mas havia oração incessante a DEUS por parte da igreja a favor dele.”
Atos 12:5
A Oração não significa passividade diante do mal.
Significa reconhecer que, acima das estruturas humanas, existe um DEUS soberano.
Ore pelo país.
Ore pelas autoridades.
Ore pelos candidatos.
Ore por sabedoria.
Ore para que paixões pessoais não dominem sua consciência.
E Ore para ter coragem de escolher de acordo com princípios — mesmo quando essa decisão for impopular.
O voto é secreto, mas a responsabilidade é pessoal
O voto pertence à consciência do eleitor.
Ninguém deveria transformar o púlpito em cabine eleitoral.
Nenhuma liderança religiosa deveria controlar a consciência política de seus membros.
Nenhum irmão deveria pressionar outro a votar em determinado candidato apenas para provar fidelidade religiosa.
O exercício do voto envolve liberdade.
Mas liberdade não significa ausência de responsabilidade.
Na urna, cada cidadão responde por sua própria escolha.
E o cristão deve perguntar diante de DEUS:
Estou votando por princípio ou por paixão?
Por convicção ou por pressão?
Estou avaliando caráter ou apenas repetindo propaganda?
Estou pensando no bem comum ou somente no meu interesse?
São perguntas desconfortáveis.
Mas necessárias.
Ellen G. White e a responsabilidade do voto
No século 19, os adventistas também enfrentaram questões políticas e sociais profundamente relevantes.
Uma delas envolvia o comércio de bebidas alcoólicas.
Ellen G. White advertiu contra o uso irresponsável do direito de voto e contra apoiar, por meio dele, estruturas que ampliavam males sociais.
Ela escreveu:
“Quantos desmerecem sua prerrogativa como cidadãos de uma república — comprados por um copo de uísque para dar seu voto a algum candidato infame!”
E afirmou ainda que aqueles que, por meio do voto, sancionassem o comércio de bebidas intoxicantes teriam responsabilidade pelas consequências desse mal.
A questão central permanece atual.
O voto não é moralmente neutro.
Escolhas produzem consequências.
Por isso, o cristão deve procurar usar sua cidadania em favor daquilo que promove:
a Verdade;
a Vida;
a Justiça;
a Paz;
a Liberdade;
a Integridade;
o Bem Comum.
A Igreja não deve se transformar em partido
Existe uma distinção essencial entre:
cristãos participando responsavelmente da vida pública
e
a Igreja institucional tornando-se instrumento eleitoral.
São coisas diferentes.
A Missão da Igreja não é eleger presidentes.
Não é formar bancadas partidárias.
Não é transformar culto em comício.
Não é criar fidelidade a uma legenda.
A Missão dada por JESUS CRISTO é muito maior.
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16:15
Quando uma Igreja passa a ser identificada mais com um político do que com CRISTO, existe alguma coisa fora do lugar.
Governos passam.
O EVANGELHO permanece.
Isso significa que o cristão deve ser omisso?
Não.
Separação institucional não significa irresponsabilidade individual.
O cristão continua sendo cidadão.
Pode votar.
Pode acompanhar seus representantes.
Pode cobrar transparência.
Pode denunciar injustiças dentro da lei.
Pode participar de debates respeitosamente.
Pode trabalhar no serviço público.
Pode candidatar-se, se sua consciência e vocação o conduzirem a isso.
Pode defender valores.
Pode contribuir para a sociedade.
O que não deve fazer é transformar o Reino de DEUS em extensão de um projeto político terreno.
Cidadãos do Céu vivendo na Terra
Paulo escreveu aos filipenses:
“Exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de CRISTO.”
Filipenses 1:27
Essa expressão resume bem nossa responsabilidade.
O cristão pertence a uma pátria superior.
Mas ainda vive aqui.
Ainda tem vizinhos.
Ainda utiliza hospitais.
Ainda depende de escolas, estradas, segurança, saneamento e serviços públicos.
Ainda sofre as consequências de governos bons ou ruins.
Portanto, não precisa escolher entre Cidadania Celestial e responsabilidade terrena.
A Cidadania Celestial deve melhorar nossa maneira de exercer a terrena.
Sal e luz também em tempos eleitorais
JESUS disse:
“Vós sois o sal da terra.”
E:
“Vós sois a luz do mundo.”
Mateus 5:13-14
Essa Missão não fica suspensa durante a campanha eleitoral.
Muito pelo contrário.
É justamente na polarização que o caráter cristão fica mais visível.
Quando todos gritam, podemos falar com equilíbrio.
Quando todos atacam, podemos discordar com respeito.
Quando circulam mentiras, podemos insistir na Verdade.
Quando partidos exigem fidelidade absoluta, podemos responder que nossa fidelidade suprema pertence a DEUS.
Quando o ódio se torna socialmente aceitável, podemos demonstrar o Amor de CRISTO.
É assim que fazemos diferença.
O cristão pode discordar sem transformar o outro em inimigo
Talvez esse seja um dos maiores desafios da atualidade.Duas pessoas podem:
amar JESUS;
estudar a BÍBLIA;
buscar viver honestamente;
e chegar a conclusões políticas diferentes.
Isso não significa que toda posição política seja igualmente correta.
Existem propostas moralmente melhores ou piores.
Existem candidatos honestos e corruptos.
Existem decisões que podem e devem ser julgadas segundo princípios.
Mas nossa discordância nunca deve destruir nossa humanidade.
Se a política consegue separar irmãos que se ajoelham diante do mesmo SENHOR, alguma coisa recebeu importância maior do que deveria.
Nenhum político morreu por nós.
Nenhum partido derramou sangue para nos salvar.
Nossa identidade principal não é eleitoral.
É Espiritual.
Quatro princípios para o cristão antes de votar
Antes de chegar à urna, coloque sua decisão diante de quatro filtros:
1. Discrição
Não transforme preferência política em identidade espiritual.
Evite divisões desnecessárias.
Proteja a comunhão.
2. Avaliação
Pesquise caráter, histórico, propostas, competência, alianças e consequências possíveis.
Não vote baseado apenas em propaganda.
3. Oração
Peça ao SENHOR sabedoria e discernimento.
Não confie apenas na própria percepção.
4. Escolha responsável
Vote segundo consciência, Princípios Bíblicos e preocupação com o bem comum.
Não venda sua convicção por interesses pessoais.
Aplicação Espiritual: antes de perguntar “em quem votar?”, pergunte “quem governa meu coração?”
Esta talvez seja a pergunta mais importante deste artigo.
Porque alguém pode escolher um ótimo candidato e continuar espiritualmente perdido.
Pode fazer uma análise política brilhante e ainda possuir um coração cheio de ódio.
Pode combater corrupção pública enquanto tolera desonestidade na própria vida.
Pode exigir integridade dos governantes enquanto vive sem integridade diante de DEUS.
O EVANGELHO começa dentro de nós.
Antes de reformar o país, JESUS CRISTO quer transformar o coração.
Antes de cobrar verdade dos políticos, precisamos amar a Verdade.
Antes de exigir justiça, precisamos viver justamente.
Antes de pedir governantes melhores, precisamos nos tornar cidadãos melhores.
Conclusão: nosso voto é terreno, nossa Esperança é Celestial
O cristão não precisa fugir da responsabilidade política.
Mas também não pode ser engolido por ela.
Pode votar.
Pode avaliar.
Pode participar.
Pode cobrar.
Pode denunciar aquilo que é errado.
Pode apoiar aquilo que é justo.
Mas jamais deveria entregar a um homem, partido ou ideologia aquilo que pertence exclusivamente a DEUS.
Nossa esperança não está nas urnas.
Nossa salvação não vem de Brasília.
Nosso futuro não está nas mãos de um presidente.
Nossa verdadeira Pátria permanece acima.
Enquanto aguardamos o Reino que não terá corrupção, mentira, injustiça nem abuso de poder, somos chamados a exercer nossa cidadania terrestre com responsabilidade.
Sem idolatria política.
Sem fanatismo.
Sem mentira.
Sem ódio.
Sem vender a consciência.
E diante de cada escolha, devemos voltar ao mesmo fundamento que orienta todo o projeto É DESSE JEITO!:
Não “assim diz meu partido”.
Não “assim diz meu candidato”.
Não “assim diz minha ideologia”.
Mas:
Assim Diz o SENHOR.
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Em tempos de eleições, a igreja não precisa de mais fanatismo político.
Precisa de cristãos com discernimento, coragem, equilíbrio e fidelidade às ESCRITURAS.
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Que nossas escolhas revelem não apenas nossas opiniões.
Que revelem nossos princípios.
É DESSE JEITO! — Assim Diz o SENHOR.
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"Assim Diz o SENHOR"








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