Do Cativeiro a CRISTO: Quando o SÁBADO Virou Peso e o SENHOR do SÁBADO Entrou em Cena

                                   É DESSE JEITO!       

Depois da Babilônia, os judeus abandonaram a idolatria, mas cercaram o SÁBADO de tantas regras humanas que o Dia Criado por DEUS para ser Bênção quase se transformou em fardo. Então veio JESUS CRISTO, o SENHOR do SÁBADO.

Entre os dias de Neemias e o início do Ministério de JESUS CRISTO, transcorreram aproximadamente cinco séculos.

Foi um período de profundas transformações para o povo judeu.

Antes do cativeiro babilônico, Israel havia repetidamente caído em idolatria, rebelião e profanação do SÁBADO. Profetas como Jeremias e Ezequiel denunciaram essa condição com enorme seriedade.

Depois do exílio, porém, algo mudou.

A idolatria aberta, que tantas vezes havia arrastado Israel à apostasia, praticamente desapareceu da vida nacional judaica. O trauma do cativeiro havia deixado marcas profundas.

Mas surgiu outro problema.

No esforço de impedir que a tragédia se repetisse, mestres religiosos passaram a cercar a Lei de DEUS com uma enorme quantidade de regras humanas.

Aquilo que DEUS havia Criado como Bênção começou a ser transformado em peso.

Aquilo que deveria produzir descanso passou a produzir medo.

Aquilo que deveria aproximar o homem do CRIADOR passou a ser envolvido por minúcias, proibições e interpretações rigorosas.

E quando esse processo chegou ao auge, entrou em cena JESUS CRISTO.

O SENHOR do SÁBADO.

Depois da Babilônia: uma mudança radical

O cativeiro babilônico representou um ponto de ruptura na história de Israel.

Durante séculos, o povo havia sido repetidamente atraído pela idolatria das nações ao redor. Baal, Aserá e outros cultos pagãos penetraram em Israel, apesar das Advertências dos Profetas.

Mas depois do exílio, essa tendência sofreu uma mudança impressionante.

O povo aprendeu, da maneira mais dolorosa possível, que abandonar o Verdadeiro DEUS trazia consequências devastadoras.

Contudo, ao tentar proteger sua identidade religiosa, outra tendência começou a surgir: um zelo cada vez mais rígido pela Lei e pelas tradições.

O SÁBADO passou a ocupar posição central nessa reação.

O problema não estava em honrar o Dia que DEUS Santificara.

O problema começou quando os homens acrescentaram ao Mandamento aquilo que o próprio SENHOR não havia ordenado.

Antíoco Epifânio e a perseguição à fé judaica

No século 2 a.C., uma das mais violentas perseguições contra a religião judaica ocorreu sob o governo de Antíoco IV Epifânio, rei selêucida.

O objetivo político e religioso era promover uma forte helenização dos territórios sob seu domínio.

Costumes judaicos passaram a ser reprimidos.

A Observância da Lei foi atacada.

E a Guarda do SÁBADO tornou-se uma questão de vida ou morte.

Os relatos desse período são preservados especialmente nos livros históricos de 1 e 2 Macabeus. Esses livros são úteis como fontes para compreender o período intertestamentário, embora não façam parte do Cânon Bíblico adotado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Segundo esses registros, muitos judeus preferiram enfrentar perseguição a abandonar suas convicções religiosas.

Mil pessoas mortas por se recusarem a profanar o SÁBADO

Um dos episódios mais impressionantes ocorreu quando um grupo de judeus fugiu para regiões desérticas com suas famílias.

As tropas do rei os localizaram.

O ataque foi deliberadamente realizado no SÁBADO.

Os soldados ofereceram uma saída: obedecer às ordens do rei e abandonar sua fidelidade religiosa.

Os refugiados recusaram.

Segundo o relato histórico, aproximadamente mil pessoas — homens, mulheres e crianças — foram mortas sem reagir.

Eles entenderam que lutar naquele dia significaria profanar o SÁBADO.

A tragédia produziu uma pergunta inevitável entre os sobreviventes:

O Mandamento de DEUS realmente exigia que o povo aceitasse passivamente o massacre?

Essa questão mudaria a postura judaica diante de ataques militares no SÁBADO.

Matatias e a decisão de defender a vida

Diante dos massacres, Matatias e seus companheiros tomaram uma decisão.

Se fossem atacados novamente no SÁBADO, defenderiam suas vidas.

Essa mudança não significava desprezo pelo Dia Santo.

Significava reconhecer que o SÁBADO não havia sido Criado por DEUS para transformar Seus servos em vítimas indefesas diante de assassinos.

O princípio começava a ser compreendido:

preservar a vida não é profanar o SÁBADO.

Séculos depois, JESUS CRISTO levaria esse princípio muito mais profundamente ao declarar:

                    Assim Diz o SENHOR

“É lícito, nos sábados, fazer o bem.”
Mateus 12:12

O SÁBADO nunca foi projetado para impedir a Misericórdia.

Judas Macabeu e a defesa do povo                      

Depois da morte de Matatias, seu filho Judas Macabeu assumiu importante liderança na resistência judaica.

As guerras macabeias marcaram profundamente a história desse período.

Em determinado episódio, depois de uma grande vitória militar, o exército judeu interrompeu a perseguição aos inimigos porque o SÁBADO estava prestes a começar.

Primeiro veio a vitória.

Depois, a preparação.

Então, o descanso.

Segundo o relato histórico, eles celebraram o SÁBADO louvando e agradecendo ao SENHOR pelo livramento.

Somente depois do Dia Santo repartiram os despojos.

Esse episódio mostra como o SÁBADO havia se tornado parte profundamente arraigada da identidade judaica.

Aquilo que seus antepassados haviam repetidamente profanado agora era defendido até sob circunstâncias de guerra.

De um extremo ao outro

Aqui encontramos um contraste impressionante.

Antes do cativeiro, Israel frequentemente desprezava o SÁBADO.

Depois do cativeiro, passou a cercá-lo com extrema cautela.

O problema é que o pêndulo foi longe demais.

De negligência, passou-se ao rigor excessivo.

Da profanação, chegou-se ao legalismo.

A intenção podia parecer boa: proteger o Mandamento.

Mas quando tradições humanas começam a determinar cada detalhe da vida e da consciência, a Obediência pode ser substituída pelo medo.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Como Pompeu explorou a Observância do SÁBADO                                 

Por volta de 63 a.C., Jerusalém foi cercada pelo general romano Pompeu.

O historiador judeu Flávio Josefo relata que os romanos perceberam uma peculiaridade na prática judaica.

Os judeus aceitavam defender-se de ataques diretos no SÁBADO, mas evitavam determinadas ações militares ofensivas.

Pompeu explorou essa limitação.

Nos SÁBADOS, os romanos avançavam suas obras de cerco, levantando aterros e preparando máquinas militares, sabendo que enfrentariam resistência reduzida.

Depois, nos outros dias, usavam a infraestrutura preparada.

A estratégia contribuiu para a tomada de Jerusalém.

O episódio mostra novamente como interpretações excessivamente restritivas do SÁBADO podiam produzir consequências dramáticas.

O Mandamento de DEUS permanecia Santo.

Mas a compreensão humana sobre ele havia sido carregada de restrições.

O problema não era o SÁBADO

Esse ponto precisa ficar absolutamente claro.

O problema não estava no Mandamento.

O problema estava no que os homens haviam acrescentado ao Mandamento.

O Quarto Mandamento diz:

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.”
Êxodo 20:8

DEUS estabeleceu o SÁBADO como Tempo Santo.

Mas não criou a interminável rede de minúcias que posteriormente dominaria parte do pensamento rabínico.

Há uma enorme diferença entre:

Obedecer ao Mandamento de DEUS

e

obedecer a centenas de interpretações humanas construídas ao redor do Mandamento.

Essa distinção seria central no Ministério de JESUS CRISTO.

As dezenas de regras criadas em torno do SÁBADO

Ao chegar o período do Primeiro Advento, os mestres judaicos haviam desenvolvido extensas classificações de trabalhos proibidos.

Havia categorias principais e numerosas subdivisões.

A intenção era definir exatamente o que constituía “trabalho”.

Mas o resultado chegou a extremos.

Atividades aparentemente simples passaram a ser avaliadas como possíveis violações.

Quebrar determinado objeto poderia ser relacionado à ideia de moer.

Esmagar algo poderia ser associado a debulhar.

Certos movimentos poderiam ser considerados equivalentes a trabalho.

Até atividades relacionadas ao cuidado de pessoas e animais passaram a ser cercadas por debates minuciosos.

A vida religiosa tornou-se cada vez mais complicada.

Quando o SÁBADO virou uma fonte de angústia

Essa situação produziu uma enorme ironia.

O SÁBADO havia sido Criado por DEUS como Bênção.

Agora estava sendo experimentado por muitos como fardo.

No Éden, o SÁBADO havia sido:

Descanso,

Comunhão,

Santificação,

Memorial da Criação,

encontro entre o CRIADOR e Suas criaturas.

Mas sob uma estrutura legalista, ele começou a ser associado a:

medo,

restrição,

fiscalização,

condenação

e culpa.

Algo estava profundamente errado.

O SÁBADO foi criado para o homem

Foi nesse contexto que JESUS CRISTO pronunciou uma das declarações mais importantes de todo o debate:

                                      Assim Diz o SENHOR 

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.”
Marcos 2:27

Essa frase restaura o SÁBADO ao seu verdadeiro lugar.

JESUS CRISTO não disse:

“O SÁBADO foi um erro.”

Também não disse:

“O SÁBADO foi abolido.”

Ele explicou para que o SÁBADO havia sido Criado.

Foi feito por causa do homem.

Para seu Benefício.

Para sua Comunhão com DEUS.

Para sua Renovação Espiritual.

Para seu Descanso.

Para Recordar o CRIADOR.

O problema não era o SÁBADO.

O problema era aquilo que os homens haviam feito com ele.

Entra em Cena o SENHOR do SÁBADO

Depois de aproximadamente cinco séculos de desenvolvimento religioso entre Neemias e o Primeiro Advento, o cenário estava preparado.

De um lado, havia um povo profundamente comprometido em não repetir os pecados de seus antepassados.

De outro, havia tradições que haviam tornado o SÁBADO pesado.

Então veio JESUS CRISTO.

E ELE Declarou:

                                  Assim Diz o SENHOR

“O FILHO DO HOMEM é SENHOR também do sábado.”
Marcos 2:28

Essa Declaração é Extraordinária.

Quem poderia declarar-se SENHOR do SÁBADO?

Somente Aquele que tinha Autoridade sobre ele.

E por que JESUS CRISTO tinha essa Autoridade?

Porque Ele não veio como destruidor do SÁBADO.

Veio como seu Verdadeiro Intérprete.

JESUS CRISTO confrontou tradições, não o Quarto Mandamento

Esse ponto será fundamental nos episódios posteriores dos Evangelhos.

Quando JESUS CRISTO curou no SÁBADO, os líderes religiosos reagiram.

Quando Seus discípulos colheram espigas para comer, houve acusação.

Quando Ele libertou pessoas do sofrimento, questionaram Sua conduta.

Mas em todas essas situações, JESUS CRISTO não combateu o SÁBADO.

Combateu a distorção do SÁBADO.

Ele devolveu ao Mandamento:

Misericórdia,

Propósito,

Alegria,

Vida,

Adoração

e Liberdade Espiritual.

O legalismo pode preservar a forma e perder o espírito

Existe aqui uma Advertência que ultrapassa a história judaica.

É possível estar tão preocupado em proteger uma regra que acabamos obscurecendo o próprio caráter de DEUS que a deu.

É possível defender uma doutrina corretamente e praticá-la de maneira errada.

É possível manter a forma e perder o espírito.

O SÁBADO não é uma licença para fazer tudo o que desejamos.

Mas também não é instrumento de opressão religiosa.

Ele é Santo.

E justamente porque é Santo, precisa refletir o Caráter Daquele que o Santificou.

E DEUS é Justo, Misericordioso, Santo e Amoroso.

A Preparação Espiritual para o Ministério de JESUS CRISTO

Quando JESUS CRISTO começou Seu Ministério, encontrou um cenário muito diferente daquele dos Profetas anteriores ao cativeiro.

O problema já não era simplesmente convencer Israel a reconhecer o SÁBADO.

Os judeus o reconheciam.

O problema era mostrar como o SÁBADO deveria ser compreendido.

DEUS havia dado um Presente.

Os homens haviam colocado correntes ao redor dele.

DEUS havia dado Descanso.

Os homens haviam produzido ansiedade.

DEUS havia dado Deleite.

Os homens haviam criado uma lista interminável de proibições.

Era Tempo de Restaurar o Verdadeiro Significado.

Aplicação Espiritual: cuidado com os dois extremos

A história desse período apresenta dois perigos igualmente sérios.

O primeiro é a profanação.

É tratar como comum aquilo que DEUS Santificou.

É ignorar o Quarto Mandamento.

É transformar o SÁBADO em mais um dia para comércio, interesses pessoais e rotina secular.

Mas existe outro perigo:

o legalismo.

É acrescentar à Palavra de DEUS aquilo que Ele não ordenou.

É transformar princípios espirituais em fiscalização humana.

É confundir Santidade com opressão.

A fidelidade Bíblica evita os dois extremos.

Não despreza o SÁBADO.

Também não o transforma em prisão.

O recebe como aquilo que DEUS pretendia desde o princípio:

um presente.                

Conclusão: era tempo de o SENHOR do SÁBADO falar

De Neemias até JESUS CRISTO, aproximadamente cinco séculos transformaram profundamente a relação dos judeus com o SÁBADO.

Antes, seus antepassados haviam profanado o Dia Santo.

Depois, homens morreram para preservá-lo.

Famílias foram massacradas.

Mártires recusaram-se a abandoná-lo.

Exércitos interromperam perseguições para guardá-lo.

Conquistadores aprenderam a explorar interpretações rigorosas sobre ele.

E mestres religiosos acumularam tantas regras ao seu redor que a Instituição Criada para proporcionar Descanso se tornou um fardo.

O cenário estava preparado.

O povo precisava ouvir novamente a Voz Daquele que havia Instituído o SÁBADO.

E então veio JESUS CRISTO.

Ele não veio destruir o Presente do CRIADOR.

Veio libertá-lo das tradições humanas que obscureciam seu Verdadeiro Propósito.

O SÁBADO foi feito para o homem.

É Lícito fazer o Bem no SÁBADO.

E JESUS CRISTO é SENHOR do SÁBADO.

A história agora estava prestes a entrar em seu capítulo mais extraordinário.

O próprio Autor do SÁBADO caminharia entre os homens e mostraria, através de Sua Vida, como o Santo Dia do SENHOR deveria Verdadeiramente ser vivido.

Assim Diz o SENHOR.

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Você já havia percebido que, entre Neemias e JESUS CRISTO, o problema deixou de ser apenas a profanação do SÁBADO e passou também a ser o excesso de tradições humanas?

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