É DESSE JEITO!
“Assim Diz o SENHOR”
“Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.”
(Provérbios 23: 29-30/PALAVRA de DEUS)
O Crime Está na Terra
Nestes dias em
que o vício e o crime de toda espécie aumentam rapidamente, há a tendência de
familiarizar-nos de tal maneira com as condições existentes que percamos de
vista sua causa e significação. Usa-se em nossos dias mais bebidas intoxicantes
do que nunca anteriormente. Nos horríveis detalhes de revoltante embriaguez e
do crime terrível, os jornais não dão senão apenas relato parcial da história
da ilegalidade resultante. A violência está na Terra.
O Testemunho do Judiciário
A relação do
crime para com a intemperança é bem compreendida por homens que têm de lidar
com os que transgridem as leis da terra. Nas palavras de um juiz de Filadélfia:
"Podemos atribuir quatro quintos dos crimes que se cometem à influência da
bebida alcoólica. Não há um caso em vinte daqueles que são condenados à morte,
em que a bebida alcoólica não seja a causa direta ou indireta do homicídio.
Bebida alcoólica e sangue, quero dizer o derramamento de sangue, andam de mãos dadas."
(Drunkenness and Crime).
Sequência do Beber e do Crime
Nove décimos dos
que são levados à prisão são os que aprenderam a beber. Satisfazendo a sede de bebida alcoólica o
homem leva voluntariamente aos lábios aquela bebida que vai colocar abaixo do
nível dos animais aquele que foi feito à imagem de Deus. A razão fica
paralisada, o intelecto é obscurecido, despertadas as paixões animais, e então,
seguem-se crimes do caráter mais vil.
Por que se Acham Relacionados o Álcool e o
Crime
Os que frequentam os bares abertos a todos os que são bastante insensatos para se meter com o mal mortal que eles contêm, estão seguindo a vereda que conduz à morte eterna. Eles se estão vendendo, corpo, alma e espírito a Satanás. Sob a influência da bebida que tomam, são levados a fazer coisas das quais, não houvessem provado a enlouquecedora droga, haver-se-iam afastado com horror. Quando se encontram sob a influência do veneno líquido, estão sob o controle de Satanás. Ele os governa, e eles cooperam.
Natureza dos Crimes Cometidos sob o Álcool
O resultado da
ingestão de bebidas alcoólicas demonstra-se pelos espantosos homicídios que
ocorrem. Quantas vezes se verifica que os roubos, incêndios, assassínios, foram
cometidos sob a influência da bebida Todavia o maldito comércio alcoólico é
legalizado, e opera ruína indizível nas mãos dos que amam brincar com aquilo
que arruína, não somente a pobre vítima, mas toda a sua família! (Review and
Herald, 1º de maio de 1900).
Casas de
prostituição, antros de vício, cortes criminais, prisões, casas de caridade,
asilos de alienados, hospitais, acham-se todos, em alto grau, cheios, como
resultado do trabalho do vendedor de bebidas. Qual a Babilônia mística do
Apocalipse, ele está fazendo comércio com "escravos" e "almas de
homens". Por trás do vendedor de bebidas alcoólicas encontra-se o poderoso
destruidor de almas, e todo ato que a Terra ou o inferno pode inventar é
empregado para atrair seres humanos para debaixo de seu poder.
Na cidade e no
campo, nos trens, nos grandes navios, nos lugares de negócios, nas salas de
prazer, no dispensário médico, mesmo na igreja à sagrada mesa da Comunhão,
acham-se preparadas suas armadilhas. Nada é negligenciado para criar e fomentar
o desejo de intoxicantes. Quase em toda esquina encontra-se uma casa de
diversão com suas luzes brilhantes, seu acolhimento e alegria, convidando o
homem de trabalho, o rico ocioso e o incauto jovem. Dia a dia, mês a mês, ano a
ano, prossegue a obra. (Drunkenness and Crime).
O Bebedor não tem Desculpas
Crimes de toda
espécie têm sido cometidos por pessoas embriagadas, e todavia os que os
perpetraram têm sido desculpados em muitos casos, por não saberem o que faziam.
Isso não diminui a culpa do criminoso. Se com sua própria mão ele leva o copo à
boca, e toma deliberadamente aquilo que sabe ir-lhe destruir as faculdades da
razão, torna-se responsável por todo o dano que causar enquanto se acha
intoxicado, desde o momento em que permite que o apetite o domine, e troca suas
faculdades de raciocínio por bebidas intoxicantes. Foi seu próprio ato que o
levou abaixo dos animais, e os crimes cometidos quando ele se encontra em
estado de intoxicação devem ser punidos tão severamente como se a pessoa
estivesse na plena posse de seu raciocínio.
Embriaguez e Crime Antes do Dilúvio e Agora
Os males tão
claros em nossos dias são os mesmos que trouxeram destruição ao mundo
antediluviano. "Nos dias anteriores ao dilúvio" um dos pecados
dominantes era a embriaguez. Segundo o relato de Gênesis, vemos que "a
Terra, porém, estava corrompida diante de Deus; e encheu-se a Terra de
violência". (Gênesis 6:11). O crime reinava supremo; a própria vida não
estava em segurança. Homens cuja razão era destronada por bebida intoxicante,
pouco se importavam de tirar a vida de um ser humano.
"E como foi
nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:37). A embriaguez e o crime que agora dominam, foram preditos pelo próprio
Salvador. Vivemos nos dias finais da história terrestre. Soleníssimo é o tempo.
Tudo prenuncia a breve volta de nosso Senhor. (Review and Herald, 25 de outubro
de 1906).
A Lição da Cidade de São
Francisco
Por algum tempo
depois do grande terremoto ao longo da costa da Califórnia, as autoridades de
São Francisco e em algumas das cidades menores e nas vilas, decretaram o
fechamento de todos os bares. Tão notável foi o efeito dessa ordem estritamente
executada, que a atenção dos homens pensantes dos Estados Unidos, e notadamente
na Costa do Pacífico, foi dirigida para as vantagens que resultariam de um
permanente fechamento de todos os bares. Durante muitas semanas a seguir ao
terremoto de São Francisco, bem pouca embriaguez foi vista. Nenhuma bebida
intoxicante foi vendida. O estado de desorganização e anormalidade nos negócios
deu aos funcionários da cidade razão de esperar um aumento anormal de desordem
e crime, e ficaram grandemente surpreendidos ao verificar o contrário. Aqueles
de quem esperavam muita perturbação, não deram senão um pouco. Essa notável
ausência de violência e crime foi em grande parte atribuída à supressão da
bebida intoxicante.
Os redatores de
alguns dos principais jornais foram de opinião que seria para benefício
permanente da sociedade e edificação dos melhores interesses da cidade o
fechamento permanente dos bares. O sábio conselho, porém, foi posto de lado, e
dentro de breves semanas era dada permissão aos vendedores de bebidas
alcoólicas para reabrirem seus lugares de comércio, a preço de licença
consideravelmente mais alto do que era anteriormente pago ao tesouro da cidade.
Na calamidade
que sobreveio a São Francisco, o Senhor visava extinguir os bares que têm sido
causa de tanto mal, tanta miséria e crime; e todavia os depositários do
bem-estar público se demonstraram infiéis a seu encargo, legalizando a venda
das bebidas. ... Eles sabem que assim fazendo, estão licenciando virtualmente a
prática do crime; e apesar do conhecimento desse seguro resultado, eles não se
detiveram. ... O povo de São Francisco terá de responder perante o tribunal de
Deus pela reabertura dos centros de bebidas intoxicantes naquela cidade. (Review
and Herald, 25 de outubro de 1906).
O Significado das Condições Atuais
Não obstante às
muitas provas do aumento do crime e da ilegalidade, raramente se detêm os
homens para pensar seriamente no significado dessas coisas. Quase sem exceção,
gabam-se os homens do esclarecimento e progresso da era atual.
Sobre aqueles a
quem Deus tem dado grande esclarecimento, recai a solene responsabilidade de
chamar a atenção de outros para o significado do aumento da embriaguez e do
crime. Devem também pôr diante de outros as Escrituras que descrevem claramente
as condições que existiriam justamente antes da segunda vinda de Cristo. Eles
devem erguer fielmente a norma divina, e alçar a voz em protesto contra a
sanção do comércio de bebidas alcoólicas por ato legal. (Drunkenness and
Crime).
Milhões Gastos em Comprar a Desgraça e a Morte
"Ai daquele que edifica a sua casa com
injustiça, e os seus aposentos sem direito. ... Que diz: Edificarei para mim
uma casa espaçosa, e aposentos largos, e lhe abre janelas, e está forrada de
cedro, e pintada de vermelhão. Reinarás tu, porque te encerras em cedro? ... Os
teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua avareza, e para o
sangue inocente, para derramá-lo, e para a opressão, e para a violência, a fim
de levar isso a efeito."(Jeremias22: 13, 14 e 17).
Esse texto pinta
a obra dos que fabricam e vendem bebida intoxicante. Seu negócio representa um
roubo. Pelo dinheiro que recebem não devolvem nenhum equivalente útil. Todo
dinheiro que acrescentam a seus ganhos, representa uma maldição para o
comprador.
Cada ano,
milhões e milhões de litros de bebidas intoxicantes são consumidos. Milhões e
milhões são gastos em comprar a desgraça, a pobreza, a enfermidade, a
degradação, concupiscência, crime e morte. Por amor do ganho, o vendedor de
bebidas passa a suas vítimas aquilo que corrompe e destrói a mente e o corpo.
Ele ata à família do ébrio a pobreza e a desgraça. (Drunkenness and Crime).
Contrastante Situação Econômica
O ébrio é capaz
de coisas melhores. Deus lhe confiou talentos com que glorificar a Deus; seus
semelhantes porém, armaram um laço a sua alma, e lucram com sua pobreza. Vivem
no luxo enquanto seus irmãos pobres a quem têm roubado têm vivido na pobreza e
na degradação. Mas Deus requererá tudo isso da mão daquele que ajudou a
acelerar a marcha do ébrio no caminho da ruína.
Os
Legisladores e os Vendedores de Bebidas Alcoólicas Têm Responsabilidades
Financeiras
Os legisladores
e os vendedores de bebidas alcoólicas podem lavar as mãos à semelhança de
Pilatos, mas não se acharão limpos do sangue das pessoas. A cerimônia de lavar
as mãos não os limpará quando, por sua influência ou instrumentalidade,
ajudaram a tornar homens bebedores. Ser-lhes-á imputada responsabilidade pelos
milhões gastos na destruição dos consumidores. Ninguém se pode tornar cego aos
terríveis resultados do comércio de bebidas. Os jornais diários mostram que a
desgraça, a pobreza, o crime que resultam desse comércio, não são fábulas
artificialmente compostas, e que centenas de homens se estão enriquecendo com
os magros salários dos homens que eles estão mandando à perdição por meio de
seu tremendo comércio de bebidas. Oh! se pudesse ser criado um sentimento
público que pusesse fim ao comércio de bebidas, fechasse os bares, e desse a
esses homens enlouquecidos uma oportunidade de pensar nas realidades eternas. (Review
and Herald, 29 de maio de 1894).
Se Estabelecessem Escolas...
Pensai no
dinheiro desperdiçado nos bares, onde os homens vendem a própria razão por
aquilo que os coloca inteiramente sob o controle de Satanás. Que mudança se
operaria na sociedade se o dinheiro assim gasto fosse usado em estabelecer
escolas onde crianças e jovens recebessem instrução no sentido bíblico,
ensinados a ser de préstimo a seus semelhantes, em como buscar e salvar os
perdidos!
Os Famintos Poderiam Ser
Alimentados
O clamor dos
milhões de famintos de nosso mundo seria em breve silenciado caso o dinheiro
posto nas gavetas do vendedor de bebidas alcoólicas fosse empregado em aliviar
o sofrimento da humanidade. O mal, porém, cresce continuamente. A juventude
está sendo educada de modo a amar a vil mercadoria, e isso os está arruinando,
alma e corpo. A obra que poderiam fazer na vinha de Deus, recusam-se a
realizar.
Missões Poderiam Ser
Estabelecidas
Pensai nos
milhares e milhões empregados em bebida que tornará o homem como um animal, e
lhe destrói a razão. ... Todo esse dinheiro poderia realizar indizível bem caso
fosse usado para sustento de missões nos lugares entenebrecidos da Terra. Deus
está sendo privado daquilo que Lhe pertence de direito.
Publicações Poderiam Ser Aumentadas
Quando
obedecermos à recomendação do apóstolo: "Quer comais quer bebais, ou
façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (I Coríntios 10: 31), muito dinheiro que agora é sacrificado
no altar da nociva concupiscência fluirá para os tesouros do Senhor,
multiplicando publicações em línguas diversas para serem disseminadas como as
folhas do outono. Missões serão estabelecidas em outras nações, então os
seguidores de Cristo serão realmente uma luz do mundo. (Signs of the Times, 13
de agosto de 1874).
A Intemperança Aumentada Pelos Feriados
A embriaguez,
rixas, violências, crimes, homicídios, vêm em resultado de os homens venderem
seu raciocínio. Os numerosos feriados aumentam os males da intemperança. Os
feriados não auxiliam a moralidade ou a religião. Os homens gastam nesses dias
em bebidas o dinheiro que devia ser empregado para prover as necessidades de
sua família; e o vendedor de bebidas alcoólicas ceifa sua colheita.
Quando entra a
bebida, a razão sai. Esta é a hora e o poder das trevas, quando se torna
possível todo crime, e todo o organismo humano é governado pelo poder de baixo,
quando o corpo e a alma são postos sob o domínio da paixão. E que pode deter
esta paixão? Que a pode impedir? Essas almas não têm ancoradouro certo. Os
feriados as estão levando à tentação; pois muitos julgam que num feriado, por
ser feriado, têm o privilégio de fazerem o que lhes apraz.
Milhões Para o Tesouro do Diabo
Olhai os que
bebem vinho e cerveja e bebida forte. Façam eles as contas do dinheiro que
gastam nisso. Quantos milhares e milhões foram ao tesouro do diabo para
perpetuar a impiedade, e levar avante a dissolução, a corrupção e o crime!
Beber Moderadamente
O beber moderadamente é uma escola em que os homens estão recebendo uma educação para a carreira de bebedores. (Review and Herald, 25 de março de 1884).
Continua...
Nossa obra é ensinar homens e mulheres a edificar sobre uma Base Verdadeira, a firmar os pés num Claro:
"Assim Diz o SENHOR"