A História do Sábado - "O Sábado Durante o Dia da Tentação" (Parte 7/28)

                                              É DESSE JEITO!  

      

   Essa linguagem mostra uma violação geral do Sábado, e evidentemente se refere à apostasia de Israel durante os primeiros quarenta dias nos quais Moisés se ausentou. DEUS então planejou destruí-los; mas, por causa da intercessão do líder, poupou-os pela razão mencionada pelo Profeta.  Após receberem mais um tempo de teste, falharam de maneira marcante pela segunda vez. Por isso, DEUS levantou a mão em juramento de que eles não entrariam na terra prometida. Assim continua o Profeta: “Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. Porque rejeitaram os Meus juízos, e não andaram nos Meus estatutos, e profanaram os Meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. Não obstante, os Meus olhos lhes perdoaram, e Eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto” (Ezequiel 20:15-17)

  Essa linguagem se refere, sem dúvida, ao Ato Divino de impedir todos aqueles que tinham mais de vinte anos de idade de entrar na terra prometida. Deve-se notar que a transgressão do Sábado é especificamente mencionada como um dos motivos para a exclusão, daquela geração, da terra prometida. DEUS poupou o povo, de modo que a nação não foi totalmente eliminada, estendendo então ao grupo mais jovem um período de graça adicional. O Profeta continua: “Mas disse Eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos. Eu Sou o Senhor, vosso Deus; andai nos Meus estatutos, e guardai os Meus juízos, e praticai-os; santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Mas também os filhos se rebelaram contra Mim e não andaram nos Meus estatutos, nem guardaram os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; antes, profanaram os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor, para cumprir contra eles a Minha ira no deserto. Mas detive a mão e o fiz por amor do Meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; porque não executaram os Meus juízos, rejeitaram os Meus estatutos, profanaram os Meus sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais” (Ezequiel 20:18-24)

   Portanto, parece que a geração mais jovem, poupada por DEUS quando Ele excluiu os seus pais da terra prometida, assim como os seus progenitores, transgrediu a Lei de DEUS, profanou o Sábado e se apegou à idolatria. Não aprouve a DEUS excluí-los da terra de Canaã, mas Ele levantou a mão para os israelitas no deserto, jurando que os entregaria à dispersão entre os seus inimigos depois que eles tivessem entrado na terra da promessa. Assim se vê que, enquanto estavam no deserto, os hebreus lançaram as bases para sua dispersão futura da própria terra; e um dos atos que desencadeou sua ruína final como nação foi a transgressão do Sábado, antes de haverem entrado na terra prometida. Moisés tinha motivos de sobra para dizer, em seu último mês de vida: “Rebeldes fostes contra o SENHOR, desde o dia em que vos conheci”. Em Josué e Calebe havia outro espírito, pois seguiram ao SENHOR com integridade. 

   Essa é a história completa da observância do Sábado no deserto. Até mesmo o milagre do maná, que, por quarenta anos, todas as semanas, deu testemunho público do Sábado, tornou-se  um mero evento corriqueiro para o povo hebreu, que chegou ao ponto de murmurar contra o pão enviado do céu; e podemos muito bem acreditar que pessoas tão endurecidas pelo engano do pecado tinham pouca consideração pelo testemunho do maná em favor do Sábado. No relato mosaico, lemos o seguinte com relação ao Sábado: Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.”   

   O principal destaque desse texto está ligado à proibição de acender fogo no Sábado. Uma vez que essa é a única proibição do tipo na BÍBLIA e que, com frequência, é apresentada como um motivo pelo qual o Sábado não deveria ser guardado, cabe aqui uma breve análise dessa dificuldade. É importante notar: 1) que essas palavras não fazem parte do Quarto Mandamento, a grande Lei do Sábado; 2) que havia leis referentes ao Sábado que não faziam parte da instituição sabática, mas que surgiram a partir do momento em que o dia foi confiado aos hebreus. Exemplo disso é a lei referente à apresentação dos pães da proposição, no Sábado, e do holocausto para o Sábado. Portanto, é possível que esse preceito, no mínimo, se refira apenas àquela nação, sem fazer parte da instituição original; 3) que, assim como havia leis específicas apenas para os hebreus, também havia aquelas que vigoraram somente enquanto eles estavam no deserto. Esse era o caso de todos os preceitos relacionados ao maná, à construção do tabernáculo e sua montagem, à ordem do acampamento ao redor do tabernáculo, etc.; 4) que a essa classe pertenciam todos os estatutos, concedidos desde que Moisés desceu com as segundas tábuas de pedra, até o fim do Livro de Êxodo, a menos que as palavras em análise sejam uma exceção; 5) que a proibição de acender o fogo pertencia a essa categoria, isto é, a de leis destinadas apenas para o período no deserto, conforme evidenciam vários fatos claros: 

1. A terra da Palestina é tão fria durante parte do ano que acender o fogo para impedir o sofrimento se torna uma necessidade.   

2. O Sábado não foi criado para ser motivo de aflição e sofrimento, mas, sim, de refrigério, deleite e bênção.  

3. No deserto do Sinai, onde foi dado esse preceito referente ao fogo no Sábado, a proibição não seria motivo para sofrimento, pois os israelitas se encontravam a cerca de 320 quilômetros ao sul de Jerusalém, no clima quente da Arábia. 

4. O fato desse preceito ter caráter temporário é mostrado, também, pela ausência de qualquer indicação de que se tratava de um estatuto perpétuo; mas essa indicação está presente quando se fala a respeito de outras leis que deveriam ser guardadas após a entrada do povo na terra. Nesse caso, porém, o preceito parece ter caráter semelhante ao preceito relativo ao maná, coexistindo com ele e sendo a ele adaptado. 

5. Se a proibição a respeito do fogo aos Sábados se referisse, de fato, à terra prometida, e não somente ao deserto, ela entraria, de tempos em tempos, em conflito direto com a lei da Páscoa. Isso ocorreria porque a refeição pascoal deveria ser preparada no fogo, pelas famílias dos filhos de Israel, na tarde, ou no pôr do sol, do décimo quarto dia do primeiro mês, e este ocasionalmente cairia no Sábado. A proibição de acender o fogo no Sábado não entraria em conflito com a Páscoa enquanto os hebreus estivessem no deserto, pois esta só seria observada depois que eles chegassem à terra prometida.

   Mas caso a proibição se estendesse até depois da conquista da terra, quando a Páscoa seria regularmente observada, os dois estatutos frequentemente entrariam em conflito direto. Sem dúvida, essa é uma forte confirmação do ponto de vista de que a proibição do fogo no Sábado era um estatuto temporário, referente apenas ao deserto. 

   Com base nesses fatos, conclui-se que o argumento popular, baseado na proibição de acender o fogo, de que o Sábado era uma instituição local, adaptada apenas à terra de Canaã, deve ser abandonado; pois fica claro que tal proibição tinha caráter temporário, nem sequer adaptada à terra da promessa, nem a ela destinada. Em seguida, lemos o seguinte a respeito do Sábado: “Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, Sou santo. Cada um respeitará a sua mãe e o seu pai e guardará os Meus sábados. Eu Sou o Senhor, vosso Deus. [...] Guardareis os Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.” 

   Essas referências constantes ao Sábado contrastam de maneira marcante com a desobediência geral do povo. Por isso, DEUS fala mais uma vez: “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas.”  

             

   Assim, o SENHOR solenemente designou Seu dia de descanso para ser um período de Santa Adoração e um dia de reuniões religiosas semanais. Mais uma vez, o grande Legislador apresenta Seu Sábado: “Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Guardareis os Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.”

   Como o povo de DEUS teria sido feliz se tivesse, dessa forma, se afastado da idolatria e reverenciado o Dia de Descanso do CRIADOR! Entretanto, a idolatria e a transgressão do Sábado eram tão generalizadas no deserto que a geração que saiu do Egito foi excluída da terra prometida.  Assim, depois que DEUS excluiu da herança os homens que se rebelaram contra Ele, lemos o seguinte acerca do Sábado: “Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.” 

   Os fatos a seguir devem ser levados em conta ao se explicar esse texto: (1) tratava-se de um caso de culpa fora do comum, pois toda a congregação perante a qual esse homem foi julgado, e pela qual foi morto, também era culpada de transgredir o sábado e acabara de ser excluída da terra prometida por causa desse pecado e de outros mais; (2) esse não era um caso que se 
enquadrava na pena de morte em vigor por trabalho ao Sábado, pois o homem foi colocado em confinamento até que o SENHOR declarasse Seu veredito a respeito da culpa do transgressor. A singularidade dessa transgressão pode ser entendida com a ajuda do contexto. O versículo que precede imediatamente o caso em questão diz o seguinte: “Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e violou o Seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela.”

   O fato de tais palavras serem sucedidas por esse caso marcante certamente serve para ilustrá-lo. Fica evidente, portanto, que se tratava de um pecado atrevido, no qual o transgressor tinha a intenção de desprezar o ESPÍRITO de Graça e os Estatutos do ALTÍSSIMO. Portanto, o incidente não pode ser citado como evidência de excesso de rigidez na observância do Sábado por parte dos hebreus, pois temos evidências incontestáveis de que eles o transgrediram em grande medida durante todo o período de 40 anos de jornada pelo deserto. Consequentemente, esse caso se destaca como exemplo de transgressão na qual o pecador tinha a intenção de demonstrar desprezo pelo Legislador, e esse foi o ponto que tornou sua culpa muito grave.  

   No último mês de sua vida longa e marcante, Moisés relembrou todos os atos grandiosos de DEUS em favor de Seu povo, bem como os Estatutos e os Preceitos que DEUS lhes havia dado. Essa repetição se encontra no Livro de Deuteronômio, nome que significa Segunda Lei, e se aplica ao Livro pelo fato de se tratar de uma segunda escrita da Lei. É o discurso de despedida de Moisés a um povo rebelde e desobediente. Ele deseja imbuir-lhes do mais forte senso possível de obrigação pessoal de obedecer. Por isso, logo antes de repetir os Dez Mandamentos, ele usa uma linguagem cujo objetivo claro é impressionar a mente dos hebreus com um senso da obrigação individual no que diz respeito a fazer aquilo que DEUS havia ordenado. Ele diz: “Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”.   

   Não foram os atos de vossos pais que colocaram esta responsabilidade sobre vós, mas vossos próprios atos individuais que vos ligaram a esta aliança. Vós vos comprometestes com o ALTÍSSIMO em cumprir tais preceitos. Esse é o significado óbvio dessas palavras; contudo, elas têm sido erroneamente usadas como prova de que o Sábado do SENHOR foi feito para os hebreus e não era obrigatório para os patriarcas. A peculiaridade dessa dedução é revelada no fato de que ela é usada somente contra o Quarto Mandamento, ao passo que, se fosse um argumento justo e lógico, demonstraria que os antigos patriarcas não tinham obrigação nenhuma em relação a qualquer preceito da Lei Moral. Mas é certo que a aliança em Horebe foi apenas uma materialização, ou manifestação visível, dos preceitos da Lei Moral, com compromissos mútuos entre DEUS e o povo. Em outras palavras, essa aliança não deu origem a nenhum dos Dez Mandamentos. De qualquer  forma, constatamos que o Sábado foi ordenado pelo SENHOR ao fim da Criação e já era obrigatório para os hebreus no deserto, antes de DEUS lhes dar algum preceito novo sobre o assunto. Como a obrigatoriedade do Sábado no 
deserto estava em vigor antes da aliança no monte Horebe, tal fato é uma prova conclusiva de que o Sábado não teve mais “origem” nessa aliança do que a proibição da idolatria, do roubo ou do assassinato. 

   O homem de DEUS então repete os Dez Mandamentos. E diz o seguinte acerca do Quarto: “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.”

              

   É singular o fato de que esse texto Bíblico seja uniformemente citado por aqueles que escrevem contra o Sábado, como sendo o Quarto Mandamento original, ao passo que o preceito original, em si, é cuidadosamente deixado de fora. No entanto, há fortíssimas evidências de que esse não é o preceito original, pois Moisés pronunciou essas palavras ao fim da jornada de quarenta anos, ao passo que o Mandamento original foi entregue no terceiro mês após a saída do Egito. O próprio Mandamento, conforme aqui expresso, contém provas inequívocas de haver sido dado posteriormente. Ele diz: “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor”, citando, portanto, que o original se encontrava em outra parte. Além disso, o preceito, conforme mencionado aqui, se encontra claramente incompleto. Ele não contém nenhuma pista sobre a origem do Sábado do SENHOR, nem mostra quais foram os atos que o trouxeram à existência. É por isso que aqueles que afirmam que o Sábado teve início no deserto, e não na Criação, citam essa passagem como se fosse o Quarto Mandamento, e omitem o Preceito original, proclamado pelo próprio DEUS, onde todos esses fatos se encontram expressos com clareza.

   Mas embora Moisés, nesta segunda repetição, omita uma porção significativa do Quarto Mandamento, ele se refere ao preceito original em questão, e então inclui uma poderosa súplica quanto à obrigação dos hebreus de guardarem o Sábado. Deve-se lembrar que muitos dentre o povo haviam firmemente persistido na violação do Sábado, e que essa era a última vez que Moisés falava em favor desse dia. Por isso, ele diz: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15)

   Com frequência, essas palavras são citadas como prova de que o Sábado se originou quando Israel saiu do Egito, sendo ordenado, naquela ocasião, como memorial de seu livramento. Mas deve-se observar que: 1) esse texto não diz uma palavra sequer a respeito da origem do Sábado ou do Dia de Descanso do SENHOR; 2) os fatos a respeito da origem do Sábado são mencionados no Quarto Mandamento original; e, lá, eles remontam à Criação; 3) não há motivo para crer que DEUS descansou no Sétimo Dia por ocasião dessa fuga do Egito, nem que Abençoou e Santificou o dia nesse evento; 4) o Sábado nada tem, em si, que insinue qualquer tipo de comemoração da libertação do Egito, pois ela foi uma fuga, e o dia é de descanso. Além disso, a fuga ocorreu no 15º dia do primeiro mês, e o descanso sabático ocorre no Sétimo Dia de cada semana. Logo, a comemoração do livramento ocorreria anualmente e o descanso no Sábado, semanalmente; 5) DEUS estabeleceu um memorial apropriado da libertação para ser observado pelos hebreus: a Páscoa [passover, em inglês: lit. “passar sobre”], no 14º dia do primeiro mês, em lembrança de DEUS ter passado sobre eles [passed over], ou seja, não tê-los destruído, quando feriu os egípcios; e a Festa dos Pães Asmos, em memória de terem comido esse tipo de pão ao saírem do Egito.

   Mas o que essas palavras indicam, então? Talvez o significado delas seja compreendido de forma mais clara ao compará-las com um paralelo exato encontrado no mesmo livro, escrito pelo mesmo autor: “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito e de que o Senhor te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso.” 

   Logo se vê que esse preceito não foi dado para comemorar o livramento de Israel da escravidão no Egito; tampouco tal libertação poderia ter dado origem à obrigação moral expressa nele. Se, no primeiro caso, a linguagem provasse que os seres humanos não tinham obrigação de guardar o Sábado antes que Israel fosse libertado do Egito, provaria com igual certeza, no segundo caso, que eles, antes desse livramento, não tinham a obrigação de tratar com misericórdia e justiça os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. E se, no primeiro caso, o Sábado se apresenta como judaico, no segundo, o estatuto do grande Legislador em favor dos necessitados e desvalidos deveria partilhar da mesma sorte. Fica evidente que a linguagem usada nos dois casos tinha o objetivo de apelar ao senso de gratidão do povo. Vós fostes escravos no Egito e DEUS vos resgatou;  portanto, lembrai-vos dos outros que passam por aflições, e não os oprimais. Fostes cativos no Egito e DEUS vos resgatou; portanto, Santificai ao SENHOR o dia que Ele reservou para Si – um apelo extremamente poderoso feito para aqueles que, até então, persistiam em transgredi-lo. De fato, o livramento da escravidão abjeta era necessário, nos dois casos, para que as coisas ordenadas fossem observadas plenamente, mas a libertação não deu origem a nenhum desses deveres. Esse foi, sim, um dos atos pelos quais o Sábado do SENHOR foi dado àquela nação, mas não um dos atos pelos quais DEUS o Criou; tampouco o ato transformou o Dia de Descanso do SENHOR em uma instituição judaica. 

   É fato evidente que as palavras gravadas na pedra foram apenas os Dez Mandamentos. 

  1. Afirma-se o seguinte acerca das primeiras tábuas: “Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma. Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.” 


   2. Assim, as primeiras tábuas de pedra continham apenas os dez mandamentos. E a Bíblia é clara em afirmar que as segundas tábuas consistiam em uma cópia exata daquilo que fora escrito nas primeiras: “Então, disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.” “Escreverei nas duas tábuas as palavras que estavam nas primeiras que quebraste, e as porás na arca.” 

 3. Isso se confirma por meio deste testemunho conclusivo: “E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” “Então, escreveu o Senhor nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que Ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o Senhor mas deu a mim.” 

   Esses textos explicam a linguagem a seguir: “Deu-me o Senhor as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o Senhor havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o povo”. Portanto, afirma-se que Deus escreveu nas tábuas de pedra segundo todas as palavras que havia falado no dia da convocação, e as palavras que Ele assim escreveu são chamadas de dez palavras. Mas a introdução ao decálogo não era uma dessas dez palavras e, por isso, não foi escrita na pedra pelo dedo de Deus. É preciso atentar para essa distinção, que fica clara ao analisarmos a passagem a seguir e seu contexto: “Estas palavras falou o Senhor a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.” 

   Estas palavras, aqui destacadas como tendo sido escritas pelo Dedo de DEUS depois de serem pronunciadas por Ele ao ouvido de todo o povo, devem ser compreendidas como uma destas duas alternativas: (1) são tão somente as Dez Palavras da Lei de Deus, ou (2) são as palavras usadas por Moisés nessa retomada do Decálogo. Contudo, elas não podem se referir às palavras usadas nessa retomada, pois: (1) Moisés omite uma parte importante do Quarto Preceito dado por DEUS em sua proclamação no monte; (2) nessa repetição do Preceito, ele faz menção ao original para fazer lembrar aquilo que é omitido; (3) ele acrescenta ao Preceito – para favorecê-lo – um apelo à gratidão do povo, que não foi feito originalmente por DEUS; (4) a linguagem usada serviu apenas como repetição do Mandamento e não teve o propósito de apresentar o original; e tal fato é evidenciado, ainda mais, pelas muitas variações de palavras em relação ao Decálogo original. Tais fatos são conclusivos para definir quais palavras foram escritas nas tábuas de pedra. Quando Moisés fala estas palavras, ele certamente não estava se referindo a uma cópia incompleta, como a repetição que ele fez em Deuteronômio, mas ao próprio código original relatado em Êxodo 20. Em outras palavras, quando Moisés fala que estas palavras foram gravadas nas tábuas, ele não se refere às palavras que ele usou em seu discurso, mas, sim, às Dez Palavras da Lei de DEUS, excluindo todo o resto. 

   Assim analisamos as menções ao Sábado nos Livros de Moisés. Encontramos sua origem no paraíso, quando o homem ainda se encontrava em seu estado de retidão; vimos que os hebreus foram separados de toda a humanidade como depositários da Verdade Divina; constatamos que o Sábado e toda a Lei Moral foram confiados a eles como um Patrimônio Sagrado; vimos que o Sábado foi proclamado por DEUS como um dos Dez Mandamentos; percebemos que ele foi escrito pelo Dedo de DEUS, sobre a pedra, no próprio centro da Lei Moral; vimos que essa Lei não possui nenhum traço judaico, mas somente características Morais e Divinas, e que foi colocada embaixo do propiciatório na Arca da Aliança de DEUS; vimos que diversos preceitos, referentes ao sábado, foram dados aos hebreus e se destinavam somente a eles; notamos que os hebreus transgrediram o Sábado em larga escala durante sua peregrinação pelo deserto; e ouvimos o apelo final em prol do Sábado, feito por Moisés àquele povo rebelde. 

   O Fundamento da Instituição Sabática repousa sobre a sua Santificação, antes da queda do homem; o Quarto Mandamento é sua grande cidadela de defesa; sua localização, no centro da Lei Moral, embaixo do propiciatório, mostra sua ligação com a expiação e sua obrigação imutável. 

                                                                                                                                 Continua...


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          Não perca nenhuma parte desta incrível série “A História do Sábado”, abaixo segue os links. Bons Estudos!

                 

          Especial - "A História do Sábado" (Parte 1/28)   

                             

          A História do Sábado - "A Criação" (Parte 2/28) 



        A História do Sábado - "A Instituição do Sábado" (Parte 3/28)



      

    A História do Sábado - "O Quarto Mandamento" (Parte 5/28)


    

  A História do Sábado - "Escrito pelo Dedo de DEUS" (Parte 6/28)


                                       


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Assim Diz o SENHOR Sobre O Plano da Salvação

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      O Plano da Salvação é um conceito central que descreve o Plano de DEUS para resgatar a humanidade do pecado e da morte, oferecendo a Salvação eterna através de JESUS CRISTO. Este Plano envolve a Criação, a queda, a Expiação de CRISTO e a Esperança da Vida Eterna para aqueles que aceitam JESUS como SALVADOR e SENHOR.

          

                     Componentes do Plano da Salvação  

    Criação:

   DEUS Criou o mundo e o ser humano à sua imagem, com a capacidade de viver em perfeita harmonia com Ele.

    Queda:

   O pecado entrou no mundo através da desobediência de Adão e Eva, resultando na separação entre Deus e a humanidade, e na morte e sofrimento.

   Expiação:

   JESUS CRISTO, o Filho de DEUS, veio ao mundo, viveu uma vida perfeita e, através de sua morte na cruz, ofereceu-se como sacrifício para pagar o preço pelos pecados da humanidade.

   A fé em JESUS:

   A aceitação da oferta de Salvação de DEUS, através da fé em JESUS CRISTO como SALVADOR e SENHOR, é essencial para a experiência da Salvação.

   A Nova Vida em CRISTO:

   A Salvação não é apenas um evento futuro, mas uma experiência presente que transforma a vida do crente, levando à santificação e à restauração da imagem de DEUS em nós.

   A Esperança da Vida Eterna:

   Através da Salvação em JESUS, os crentes têm a Esperança da Vida Eterna, a restauração completa da comunhão com DEUS e a vida em um Novo Céu e Nova Terra.

        

                       A participação de Deus e do ser humano

   DEUS:

   O Plano da Salvação é um ato de graça e amor de Deus, que tomou a iniciativa de resgatar a humanidade do pecado.

   O ser humano:

   O ser humano é chamado a responder a esse amor e graça, aceitando o Sacrifício de JESUS e vivendo uma vida de fé e obediência.

                         

                             A Certeza da Salvação:

   A Igreja Adventista enfatiza a importância da certeza da Salvação, baseada na promessa de DEUS e na Obra de CRISTO na cruz.

   Esta certeza não é arrogância espiritual, mas sim a confiança na fidelidade de DEUS e no perdão dos pecados através de JESUS.

   A Certeza da Salvação produz paz, segurança e um relacionamento restaurado com DEUS e com os outros.

 

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Estudos Bíblicos (2025) - "Arrependimento"

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                                 “O caso de Juízes10

   Em Juízes 10, encontramos o registro dos israelitas lutando contra os amonitas. O versículo 6 descreve a condição espiritual de Israel naquela época:

                               “Assim Diz o SENHOR”

  Então os filhos de Israel tornaram a fazer o mal aos olhos do Senhor, e serviram aos Balains e Astarotes, os deuses da Síria, os deuses de Sidom, os deuses de Moabe, os deuses do povo de Amom e os deuses dos filisteus, e abandonaram o Senhor para não servi-Lo.

                        (Juízes 10: 6/PALAVRA de DEUS)

   Como fizeram muitas vezes no passado, os filhos de Israel abandonaram o SENHOR, e seguiram os deuses das várias nações ao seu redor. O SENHOR não ficou indiferente a esse comportamento. Os versos 7-9 nos dizem:

   Juízes 10:7-9

  "Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e vendeu-os nas mãos dos filisteus, e nas mãos do povo de Amom. A partir daquele ano, perseguiram e oprimiram os filhos de Israel durante dezoito anos - todos os filhos de Israel que estavam no outro lado do Jordão, na terra dos amorreus, em Gileade. Além disso o povo de Amon atravessou o Jordão, para pelejar contra Judá, contra Benjamim, e contra a casa de Efraim, então Israel foi severamente angustiado."

   O fruto do comportamento de Israel foi a profunda aflição. No final, as pessoas cujos deuses eles escolheram para servir tornaram-se seus próprios opressores. Felizmente, na sua angústia eles se voltaram novamente para o SENHOR. O versículo 10 nos diz:

   Juízes 10:10

   "E os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, dizendo: Nós temos pecado contra ti, porque temos abandonamos ao nosso DEUS para servir aos balains!"

   Como o filho pródigo do Evangelho de Lucas, tomou a decisão de voltar para casa - confessando seu pecado - quando a terra outrora rica foi atingido pela fome, assim também os israelitas, durante esta angústia profunda, se converteram ao SENHOR e confessaram seus pecados. Em seguida, os versículos 11-14 nos mostram a resposta do SENHOR:

   Juízes 10:11-14

   "Então o SENHOR disse aos filhos de Israel,« Não os livrei Eu, das mãos dos egípcios e dos amorreus, do povo de Amom e dos filisteus? Também dos sidônios e amalequitas e dos amonitas que vos oprimiam, e vocês clamaram a mim, e eu vos livrei das suas mãos? Mas vocês me abandonaram e serviram a outros deuses. Portanto, eu não vos livrarei mais. Vão e clamem aos deuses que escolhestes; que eles vos livrem em vosso tempo de angústia."

   Israel era o povo escolhido de DEUS. Ele os salvou de tempos em tempos, uma e outra vez, só para vê-los traí-Lo mais uma vez. No entanto, Ele não os perdoaria mais? Tinha tido fim o Seu perdão e Ele rejeitaria Israel para sempre? Os versículos 15 -16 nos dizem o que os filhos de Israel fizeram após a resposta do SENHOR:

   Juízes 10:15-16

  "E os filhos de Israel disseram ao SENHOR:« Nós pecamos! Faça-nos o que melhor lhe pareça, só pedimos que nos livre este dia mais. E tiraram os deuses alheios do meio deles e serviram ao SENHOR."

   A primeira vez que Israel foi ao SENHOR, os deuses estranhos, ainda estavam no meio deles. Eles confessaram que haviam pecado. No entanto, se tivessem realmente se arrependido por que ainda mantinham seus deuses estrangeiros? A confissão do pecado não é necessariamente arrependimento para o pecado. Arrependimento genuíno é acompanhado por uma mudança do coração. No versículo 10, os israelitas confessaram que haviam pecado, mas os deuses estranhos, ainda estavam lá! Acredito que esta foi a razão pela qual DEUS apontou-lhes os seus ídolos quando Ele disse: "Vai, e clama aos deuses que escolhestes". Estes deuses ainda estavam lá! É somente no versículo 16, que Israel os coloca fora e começam a servir o SENHOR novamente. Imediatamente após isso, nós lemos sobre a reação do SENHOR:

   Juízes 10:16

  "E Sua alma já não podia suportar a miséria do Israel"

   Assim quando Israel se arrependeu verdadeiramente - e isto era agora óbvio por suas respectivas ações - DEUS estava lá para livrá-los mais uma vez. Assim que eles se arrependeram, o SENHOR não pôde mais suportar sua miséria. Juízes 11 - 12 descreve como Ele os livrou dos amonitas. Ele não fez isso por causa de sua justiça ou porque Ele tinha certeza de que eles não iriam se afastar novamente. De fato, no capítulo 13, vemos eles se afastando dele novamente. Ele fez isso só porque Ele os amou, e uma vez que tinham honestamente retornado a Ele, Ele estava lá, independentemente do que eles tinham feito no passado ou o que eles fariam no futuro.

                                       O caso de Acabe 

   Eu amo os livros históricos do Antigo Testamento. São como pequenas biografias que mostram como o SENHOR trabalhou em várias pessoas, más e boas. Lá, em I Reis, encontramos entre outros, o registro de um rei muito mal, o rei Acabe. 1 Reis 16:30-33 e 21: 25:

                                     “Assim Diz o SENHOR” 

  "Agora Acabe, filho de Onri era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele. E sucedeu que, como se houvesse sido uma coisa trivial para ele andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ele tomou como mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e foi e serviu a baal e o adorou. Então ele montou um altar a baal no templo de baal, que tinha construído em Samaria. E Acabe fez uma imagem de madeira. Acabe fez muito mais para provocar o SENHOR DEUS de Israel a ira, mais do que todos os reis de Israel que foram antes dele." 

                        (1 Reis 16:30-33/PALAVRA de DEUS)

          

   E 1 Reis 21:25

  "Mas não havia ninguém como Acabe, que se vendeu para fazer mau aos olhos do SENHOR, porque Jezabel, sua mulher o levantou. E ele se cometeu muito abominações, seguindo os ídolos, conforme tudo o que tinham feito os amorreus, que o SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel."

   Acabe é descrito como o rei mais mal de Israel. Não havia ninguém como ele em maldade. Elias confrontou este rei em 1 Reis 21. Lá nós lemos:

   1 Reis 21:20-22

  "Então Acabe disse a Elias: Já me achaste ó meu inimigo? E ele respondeu: «Eu encontrei você, porque você se vendeu para fazer o mal aos olhos do SENHOR: Eis que eu trarei desgraça sobre você. Vou tirar a sua posteridade, e arrancarei de Acabe todo homem em Israel, escravo ou livre. E farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías, por causa da provocação com que me provocaram à ira, fazendo Israel pecar."

Este foi o veredito do SENHOR contra Acabe. Ele e sua família não teriam um bom final. No entanto, não vamos pensar que DEUS esta satisfeito. Como Ezequiel 18:23 diz:

                                 “Assim Diz o SENHOR”

  "Tenho eu prazer na morte do ímpio? diz o SENHOR DEUS, não quero Eu que ele se converta dos seus caminhos, e viva?"

                          (Ezequiel18:23/PALAVRA de DEUS)

O prazer de DEUS não é julgar os ímpios, mas vê-los se arrepender. Quem se arrepende, é aceitável para Ele. Será no entanto que este perdão estava disponível até para Acabe, o rei mais mal de Israel? Os versos 27-29 nos dizem:

   1 Reis 21:27-29

  "Então foi, que Acabe, ouvindo estas palavras, rasgou as suas vestes e pôs saco sobre seu corpo, e jejuou e jazia em saco, e andava de luto. E a Palavra do SENHOR veio a Elias, o tisbita, dizendo: vê como Acabe se humilha perante mim? Porque ele se humilhou diante de mim, não trarei este mal nos seus dias, nos dias de seu filho trarei a calamidade a sua casa."

   O julgamento do SENHOR estava sobre toda a casa de Acabe. No entanto, seu arrependimento e o fato de se ter humilhado diante do SENHOR, foram suficientes para adiar o julgamento para o grande mal que ele e sua família havia feito. Infelizmente, sua família e ele próprio mais tarde, continuaram na maldade - ver, por exemplo 1 Reis 22 e 2 Reis 3:1-3 – e a decisão do SENHOR que Elias havia anunciado, foi de fato realizada nos dias de Jorão, filho de Acabe (ver 2 Reis 9-10).

                                     O caso de Manassés 

   Acabe não foi o único rei mal de Israel. De fato, havia muitos outros que se comportaram como ele. Um deles, foi rei de Judá, Manassés, filho de Ezequias. No resumo de seu reino dado em 2 Crônicas 33:2, 9 lemos:

   2 Crônicas 33:2

 "Ele [Manassés] fez mal aos olhos do SENHOR, conforme as abominações das nações que o SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel"

  e 2 Crônicas 33:9

 "Assim, Manassés fez errar a Judá e aos habitantes de Jerusalém para fazer mais mal do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel."

Ao que parece, Manassés foi o equivalente de Acabe, em Judá. Ambos superaram o mal das nações que haviam habitado a terra antes! A maldade de Manassés e o povo foram confrontados pelo SENHOR, mas sem resultado: eles não se arrependerem. Os versos 10-11 nos dizem:

2 Crônicas 33:10-11

"E o SENHOR falou a Manassés e ao seu povo, mas eles não quiseram ouvir. Por isso [como resultado de sua resposta] o SENHOR trouxe sobre eles os capitães do exército do rei da Assíria, que prenderam Manassés com ganchos, amarraram-no com algemas de bronze, e o levaram para a Babilônia "

 O SENHOR tentou corrigir o rei e seu povo. Ele não queria ver Manassés no estado em que acabou. No entanto, sem arrependimento isso era inevitável. Felizmente, como com os israelitas em Juízes 10, a aflição também resultou em uma mudança de comportamento em Manassés, que começou agora a procurar o SENHOR!

2 Crônicas 33:12-13

"Agora, quando ele [Manassés] estava em aflição, ele implorou ao SENHOR seu DEUS, e humilhou-se muito perante o DEUS de seus pais, e orou a Ele."

Quando Manassés estava em Jerusalém, em paz, DEUS havia falado, mas Manassés não quis ouvir. Agora que ele estava em cadeias, foi a vez de Manassés começar a falar com DEUS, humilhando-se diante dele. E vamos ver se o SENHOR o ouviu:

2 Crônicas 33:13

"E [depois que Manassés se humilhou diante do SENHOR] Ele recebeu sua súplica, ouviu a sua súplica, e o trouxe de volta a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o SENHOR era DEUS"

 Em Jerusalém, Manassés foi um campeão de maldade. Quando, contudo, em aflição, ele tornou-se para o SENHOR , Ele não começou a calcular o mal que este rei tinha feito. Ao invés disto "Ele recebeu sua súplica" e restaurou o rei arrependido de volta ao seu trono.

                                      O caso de Nínive 

 Este caso é o tema do pequeno livro de Jonas. O SENHOR falou a Jonas e deu-lhe uma tarefa específica. Os versículos 1 e 2 nos diz:

 Jonas 1:1-2

 "Ora, a Palavra do SENHOR veio a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à Nínive, a grande cidade, e clama contra ela, porque a sua maldade subiu até mim."

Todos nós provavelmente sabe o que Jonas fez inicialmente e como ele desobedeceu a DEUS. No entanto, no capítulo 3, o vemos finalmente indo à Nínive:

 Jonas 3:1-4

"Ora, a Palavra do SENHOR veio a Jonas pela segunda vez, dizendo:« Levanta-te, vai à Nínive, a grande cidade, e pregar a mensagem que eu vos digo; levantou-se Jonas e foi a Nínive, segundo a Palavra do SENHOR. Ora, Nínive era uma cidade muito grande, uma viagem de três dias. E começou Jonas a entrar na cidade em caminhada do primeiro dia. Então ele gritou e disse: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida."

O que DEUS queria era que através de Jonas Nínive fosse advertida do julgamento que viria sobre eles se não se arrependessem. Os versículos 5-9 nos dizem como o povo de Nínive recebeu as advertências do SENHOR.

 Jonas 3:5-9

"Então o povo de Nínive creram em DEUS, proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior até o menor deles. Porque esta palavra chegou ao rei de Nínive, e ele se levantou de seu trono e pôs de lado seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se em cinzas. E fez uma proclamação, e a publicou em toda Nínive, por decreto do rei e dos seus nobres, dizendo: Nem homens, nem animais, nem rebanho, provem nada, não os deixem comer ou beber água. Mas os homens e os animais sejam cobertos de saco, e clamem fortemente a DEUS, e deixem por sua vez, cada um o seu mau caminho e a violência que está em suas mãos. Quem sabe se voltará DEUS, e se arrependerá, e se afastará a Sua ira, de modo que não pereçam?"

Em contraste com Manassés, o povo de Nínive deu atenção ao que DEUS estava dizendo, e o rei juntamente com seus nobres ordenou a todos para orar e jejuar. Então o versículo 10 nos diz o que o SENHOR fez:

  Jonas 3:10

"Então DEUS viu as suas obras [não apenas as suas palavras], que se converteram do seu mau caminho, e DEUS se arrependeu do desastre que Ele tinha dito que iria recair sobre eles, e Ele não fez isso"

 DEUS se arrependeu do que Ele faria para Nínive, e isso porque o povo de Nínive se arrependeu.

         

                                             Conclusão 

   Embora o pecado bloqueie o caminho para DEUS, o Arrependimento o abre amplamente. Mesmo em casos como os de Acabe e Manassés, o caminho estava aberto, quando eles se humilharam diante do SENHOR. A questão, portanto, não é se o SENHOR nos perdoará. Ele o fará, se houver arrependimento. Se, portanto, temos pecado, temos nos arrependido? Não apenas em palavras, mas genuinamente no coração. Será que temos lamentado e chorado pelo nosso pecado, ou temos simplesmente continuado com o mesmo coração endurecido, enganando a nós mesmos que não há nenhum problema se justificarmos o pecado ao invés de nos arrependermos por ele? Aqui está o que Tiago sugere:

 Tiago 4:8-10

 "Achegai-vos a DEUS e Ele se achegará a vós. Purificai as mãos, pecadores, e purificai os corações, vós de espírito vacilante. Lamentai e chorai. Mude o seu riso em pranto e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos perante o SENHOR e Ele vai te levantar."

   Em todos os casos que temos visto, o Arrependimento foi acompanhado por uma mudança do coração, por luto pelo pecado e pela humilhação diante do SENHOR. Que o SENHOR abra os nossos olhos e que possamos abrir os nossos corações a Ele, tornando-nos transparentes, sem peças escondidas, desculpas e raciocínios. Que possamos nos aproximar dEle, arrependidos, e Ele se aproximará de nós também. 

                                 


  

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