Tradição ou BÍBLIA: Qual Deve Ter a Palavra Final?

                     É DESSE JEITO! 

       

O fato de uma doutrina ser antiga não prova que ela seja Verdadeira. O Novo Testamento já Advertia que erros surgiriam dentro da própria Igreja. Por isso, a pergunta decisiva continua sendo: Está Escrito?

Existe um argumento muito utilizado em debates religiosos:

“Se os primeiros cristãos criam nisso, então deve ser verdade.”

À primeira vista, parece convincente.

Afinal, quanto mais perto dos Apóstolos uma prática apareceu, maior seria sua credibilidade.

Mas será mesmo?

A própria BÍBLIA apresenta uma resposta muito mais cautelosa.

O Novo Testamento mostra que, ainda durante a vida dos Apóstolos, já existiam:

falsos mestres;

doutrinas distorcidas;

tradições equivocadas;

apostasias;

tentativas de alterar o ensino recebido.

Ou seja:

antiguidade não é sinônimo de Verdade.

Uma doutrina não se torna Bíblica simplesmente porque surgiu cedo.

Uma tradição não passa a ser Divina porque atravessou séculos.

E um erro não se transforma em Verdade apenas porque ficou velho.

A única medida segura permanece a mesma:

Assim Diz o SENHOR.

A Igreja Apostólica foi pura — mas a apostasia começou cedo

O Livro de Atos apresenta uma Igreja Viva.

Homens e mulheres transformados.

Pregação poderosa.

Fidelidade.

Oração.

Missão.

Milagres.

Coragem diante da perseguição.

É um retrato extraordinário da Igreja sob forte influência direta dos Apóstolos.

Mas o próprio Novo Testamento também mostra que essa pureza não permaneceria sem oposição.

Paulo reuniu os anciãos de Éfeso e fez uma Advertência Solene:

“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.”
Atos 20:29-30

Observe bem.

Paulo não disse que o perigo viria apenas de fora.

Disse:

“dentre vós mesmos.”

Esse detalhe muda completamente a forma como devemos avaliar a história da Igreja.

Nem todo homem que viveu próximo aos Apóstolos era necessariamente fiel aos Apóstolos.

Nem todo escritor antigo falava com Autoridade Divina.

Nem toda tradição do segundo ou terceiro século pode ser tratada como extensão automática da Revelação.

A proximidade cronológica não garante Fidelidade Doutrinária.

O “mistério da iniquidade” já estava operando

Paulo escreveu aos tessalonicenses:

“O mistério da iniquidade já opera.”
2 Tessalonicenses 2:7

Isso significa que a apostasia não surgiu apenas séculos depois.

Suas sementes já estavam presentes.

A Igreja ainda estava sendo instruída pelos Apóstolos quando forças de corrupção espiritual começavam a agir.

Paulo também advertiu Timóteo:

“Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina [...] e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.”
2 Timóteo 4:3-4

Que descrição impressionante.

Pessoas religiosas.

Mestres religiosos.

Ambiente religioso.

E ainda assim:

fábulas no lugar da Verdade.

Por isso, a idade de uma doutrina nunca pode substituir sua Base Bíblica.

Uma coisa errada não se torna certa com o tempo

Existe um princípio simples que precisa ser lembrado.

Se uma doutrina nasceu errada, envelhecer não a torna correta.

Se uma prática não possui Base nas ESCRITURAS, séculos de repetição não lhe dão Autoridade Divina.

Tempo não santifica erro.

Tradição não transforma opinião em Revelação.

Repetição não cria Mandamento.

É possível que determinada prática tenha surgido de boa intenção.

Pode ter aparecido por devoção.

Pode ter sido promovida por homens sinceros.

Pode ter sido mantida durante séculos.

Mas a pergunta permanece:

DEUS Ordenou?

Se não ordenou, não podemos dar à tradição a Autoridade que pertence somente à SUA PALAVRA.

A história mostra um crescimento gradual das tradições                          

Os primeiros séculos do cristianismo testemunharam profundas transformações.

Gradualmente, práticas que não aparecem como Mandamentos nas ESCRITURAS começaram a ganhar espaço.

Algumas surgiram de sentimentos de reverência.

Outras de adaptações culturais.

Outras ainda de desenvolvimentos teológicos posteriores.

Com o passar do tempo, aquilo que começou de forma simples em determinados lugares passou a ser tratado como tradição consolidada.

O problema não está em estudar a história.

Muito pelo contrário.

Conhecer a história é importante.

O problema começa quando usamos a história para corrigir aquilo que a BÍBLIA já estabeleceu.

A história pode nos dizer:

“em determinado século, alguns cristãos acreditavam nisso.”

Mas somente a Revelação pode responder:

“DEUS Ordenou isso?”

Nem todo “pai da igreja” representa a Igreja Apostólica

Os chamados pais da igreja são fontes importantes para compreender o desenvolvimento histórico do cristianismo.

Eles podem nos mostrar o que determinados grupos criam.

Como interpretavam textos.

Quais debates enfrentavam.

Quais práticas começaram a surgir.

Mas isso não os torna Inspirados.

Eles discordavam entre si.

Variavam em suas interpretações.

Alguns produziram escritos valiosos.

Outros sustentaram ideias problemáticas.

Portanto, seus escritos podem ser usados como testemunho histórico.

Não como autoridade superior às ESCRITURAS.

O princípio é simples:

a história ajuda a compreender a igreja.

A BÍBLIA define a fé.

A própria Igreja Apostólica teve uma tradição falsa          

Existe um episódio extremamente esclarecedor no Evangelho de João.

Depois da Ressurreição, Pedro perguntou a JESUS sobre João.

JESUS respondeu:

“Se Eu quero que ele permaneça até que Eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-Me.”
João 21:22

Então surgiu uma tradição entre os irmãos:

João não morreria.

Mas o próprio Evangelho corrige a interpretação:

“Ora, JESUS não dissera que tal discípulo não morreria...”
João 21:23

Pense nisso.

A tradição surgiu:

entre cristãos;

no período Apostólico;

a partir de uma frase de JESUS;

na presença dos próprios discípulos.

E ainda assim estava errada.

Que lição poderosa.

Se uma tradição equivocada conseguiu surgir tão cedo, então a mera antiguidade de uma crença jamais pode servir como prova final de sua veracidade.

A PALAVRA corrige a tradição.

Nunca o contrário.

Duas regras de fé

Em última análise, grande parte das diferenças dentro do cristianismo nasce de duas maneiras distintas de definir autoridade.

1. A BÍBLIA como Autoridade Final

Paulo escreveu:

“Toda a ESCRITURA é inspirada por DEUS e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
2 Timóteo 3:16-17

Essa posição entende que a doutrina cristã precisa ser julgada pelas ESCRITURAS.

Tradições podem ser estudadas.

História pode ser consultada.

Teólogos podem ser lidos.

Mas todos permanecem abaixo da PALAVRA.

2. A BÍBLIA interpretada junto com tradição e autoridade eclesiástica

A tradição católica romana sustenta uma estrutura diferente de autoridade, na qual ESCRITURAS, Tradição e Magistério são tratados de forma integrada.

É importante representar essa posição corretamente.

O catolicismo não afirma simplesmente que “a tradição substitui a BÍBLIA”.

Sua reivindicação é que a revelação apostólica foi transmitida tanto por escrito quanto por tradição viva, sob a interpretação da igreja.

A questão, portanto, é outra:

esse modelo de autoridade é sustentado pela própria BÍBLIA?

É exatamente aqui que surge a divergência fundamental.

O Projeto É DESSE JEITO! sustenta que toda doutrina deve permanecer submetida ao Testemunho Claro das ESCRITURAS.

Quando a tradição e a BÍBLIA entram em conflito

Uma tradição pode ser antiga.

Pode ser bonita.

Pode possuir significado histórico.

Pode estar profundamente enraizada na cultura religiosa de milhões de pessoas.

Mas, se estiver em conflito com uma declaração Clara das ESCRITURAS, qual deve prevalecer?

JESUS enfrentou uma questão semelhante em Seu Ministério.

Ele declarou:

“Invalidando a Palavra de DEUS pela vossa própria tradição.”
Marcos 7:13

Esse é o perigo.

O problema não é existir tradição.

Toda comunidade possui costumes.

O problema é quando uma tradição começa a ocupar o lugar da PALAVRA.

Quando passa a criar Doutrina.

Quando justifica algo que DEUS não ordenou.

Quando altera aquilo que as ESCRITURAS estabeleceram.

Nesse momento, precisamos escolher a Autoridade Maior.

O SÁBADO coloca essa questão no centro do debate

Poucos assuntos revelam tão claramente a diferença entre essas duas regras de fé quanto a questão do dia de guarda.

A BÍBLIA declara:

“O sétimo dia é o SÁBADO do SENHOR, teu DEUS.”
Êxodo 20:10

DEUS:

Descansou no Sétimo Dia;

Abençoou o Sétimo Dia;

Santificou o Sétimo Dia;

colocou o Sétimo Dia no Quarto Mandamento.

JESUS declarou-Se:

“SENHOR também do sábado.”
Marcos 2:28

Os Apóstolos continuaram encontrando judeus e gentios reunidos no SÁBADO.

Mas onde está o texto que diz:

“DEUS transferiu a santidade do sétimo para o primeiro dia”?

Onde está a bênção?

Onde está a santificação?

Onde está o novo mandamento?

Onde JESUS ordenou essa mudança?

Onde os Apóstolos a proclamaram?

Essa é a pergunta decisiva.

O problema não é celebrar a Ressurreição

JESUS Ressuscitou no primeiro dia da semana.

Essa é uma Verdade Gloriosa e central à fé cristã.

A Ressurreição merece ser proclamada todos os dias.

O problema surge quando se afirma que a Ressurreição, por si só, transferiu a Santidade do SÁBADO para o domingo.

Uma coisa é dizer:

“JESUS ressuscitou no primeiro dia.”

Outra é dizer:

“Por isso, o primeiro dia tornou-se o novo SÁBADO.”

A primeira afirmação está claramente nas ESCRITURAS.

A segunda precisa de um mandamento.

E esse mandamento não aparece.

A tradição histórica pode explicar o domingo — mas pode instituí-lo?

Ao longo da história cristã, o primeiro dia da semana ganhou crescente importância.

Isso é um fato histórico.

Mas história e Mandamento são categorias diferentes.

A história pode explicar:

quando uma prática cresceu;

onde começou;

como foi defendida;

quais autores a mencionaram.

Mas nenhuma dessas informações, isoladamente, pode substituir uma Ordem de DEUS.

A pergunta não deve ser apenas:

“Quando os cristãos começaram a fazer isso?”

Mas:

“Onde DEUS Ordenou isso?”

Esse é o princípio de todo este estudo.

O argumento da antiguidade não é suficiente

Imagine que alguém diga:

“Essa doutrina já existia no segundo século.”

Tudo bem.

Isso prova antiguidade.

Não prova Inspiração.

Outro afirma:

“Um pai da igreja ensinava isso.”

Isso prova o pensamento daquele escritor.

Não prova que JESUS CRISTO Ensinou.

Outro diz:

“A igreja praticou durante séculos.”

Isso prova tradição.

Não prova Mandamento.

A verdade não precisa apenas ser antiga.

Precisa estar em harmonia com aquilo que DEUS Revelou.

Não devemos atacar pessoas por causa de tradições

Aqui existe uma aplicação importante.

Milhões de cristãos sinceros receberam suas crenças dentro de tradições familiares e religiosas.

Muitos amam sinceramente JESUS.

Estudam.

Oram.

Servem ao próximo.

Não é correto transformar um estudo doutrinário em ataque contra pessoas.

A questão não é ridicularizar católicos.

Nem desprezar cristãos de outras denominações.

O confronto deve ser entre:

doutrina e ESCRITURAS.

prática e ESCRITURAS.

tradição e ESCRITURAS.

Cada pessoa merece respeito.

Mas toda doutrina pode e deve ser examinada.

“Examinai tudo”

Paulo deixou uma regra extremamente saudável:

“Examinai tudo. Retende o bem.”
1 Tessalonicenses 5:21

Isso inclui:

pregações;

livros;

tradições;

credos;

mestres;

denominações;

e até nossas próprias crenças.

Ninguém está acima do Exame Bíblico.

Nem protestantes.

Nem católicos.

Nem adventistas.

Se algo que acreditamos estiver errado, devemos preferir a correção da PALAVRA ao conforto da tradição.

Porque nossa fidelidade final não pertence a uma instituição.

Pertence a DEUS.

A Reforma começa quando a BÍBLIA volta ao Centro

Toda Verdadeira Reforma Espiritual possui uma característica:

retorno à PALAVRA.

Quando a tradição ganha espaço demais, a solução não é criar uma tradição concorrente.

É Voltar às ESCRITURAS.

Quando doutrinas humanas obscurecem Mandamentos claros, precisamos retornar à fonte.

Quando opiniões de homens recebem autoridade excessiva, precisamos perguntar novamente:

“O que Está Escrito?”

Essa é a Essência do Verdadeiro Protesto Bíblico.

Não protestar por protestar.

Mas colocar a Revelação acima da tradição.

Aplicação Espiritual: não herde sua fé sem examiná-la

Talvez você tenha recebido determinadas crenças de seus pais.

Talvez de sua igreja.

Talvez de um pastor.

Talvez de um padre.

Talvez de um professor.

Talvez tenha acreditado em algo durante toda a vida.

Isso não é necessariamente errado.

Mas também não é prova suficiente de Verdade.

Existe uma responsabilidade pessoal diante de DEUS.

Abra a BÍBLIA.

Leia.

Compare.

Ore.

Pergunte.

Examine o contexto.

Não tenha medo da Verdade.

Se sua crença é Bíblica, o estudo a fortalecerá.

Se não é, será melhor descobrir agora do que continuar defendendo aquilo que DEUS nunca Ordenou.    

Conclusão: quanto tempo leva para um erro virar Verdade?

A resposta é simples:

nunca.

Mil anos não transformam erro em Verdade.

Dois mil anos não transformam tradição em Mandamento.

Milhões de seguidores não transformam opinião humana em Palavra Divina.

A Igreja primitiva já enfrentava apostasia.

Paulo já advertia contra falsas doutrinas.

Tradições equivocadas já surgiam entre os próprios cristãos.

Por isso, não podemos corrigir a BÍBLIA pela história.

Precisamos corrigir a história pela BÍBLIA.

Pais da igreja podem informar.

Concílios podem registrar decisões.

Tradições podem revelar caminhos históricos.

Mas nenhuma dessas autoridades pode ocupar o lugar da Revelação.

Quando tudo estiver diante de nós, permanece uma pergunta:

Está Escrito?

Se estiver, creia.

Se não estiver, não transforme silêncio em Mandamento.

Não importa quão antiga seja a tradição.

Não importa quantas pessoas a defendam.

Nossa Base permanece uma só:

Assim Diz o SENHOR.

Compartilhe esta Mensagem

Este Estudo não é um convite para atacar pessoas.

É um convite para examinar doutrinas.

Compartilhe com alguém que deseja construir sua fé não apenas sobre aquilo que recebeu por tradição, mas sobre aquilo que pode encontrar claramente nas SAGRADAS ESCRITURAS.

Que nossa pergunta continue sendo:

Está Escrito?

E que nossa resposta continue firmada sobre uma Base Verdadeira:

É DESSE JEITO! — Assim Diz o SENHOR.


                                     "VÍDEO+"

                         



                                         



  O SÁBADO no Antigo Testamento: O Dia Esquecido, Profanado e Defendido por DEUS      




                                                
                                    

                               igrejas.adventistas.org 

                                  #NovoTempo    

                                                       

                                                       Blog É DESSE JEITO!        

                                             

                            Nossa obra é ensinar homens e mulheres a edificar sobre uma Base Verdadeira, a firmar os pés num Claro:

                                   "Assim Diz o SENHOR"  


TEOLOGIA: Como Interpretar as ESCRITURAS com Segurança (Estudo 04/ 3ª Temporada)

                     É DESSE JEITO!                                   

      PROJETO TEOLOGANDO: Aprendendo TEOLOGIA Estudando!             

A fé cristã não está firmada em opiniões humanas, tradições religiosas ou interpretações particulares. Sua Base é a Revelação de DEUS registrada nas SAGRADAS ESCRITURAS.

Existe uma diferença enorme entre dizer que a BÍBLIA contém a Palavra de DEUS e afirmar que a BÍBLIA é a PALAVRA de DEUS.

A primeira ideia permite que o leitor decida quais partes seriam realmente divinas e quais poderiam ser tratadas apenas como pensamentos humanos.

A segunda reconhece aquilo que as próprias ESCRITURAS afirmam sobre si mesmas:

“Toda a ESCRITURA é inspirada por DEUS.”
2 Timóteo 3:16

Esse Princípio é Fundamental.

A Autoridade da BÍBLIA não depende da opinião do leitor.

Não depende de concílios.

Não depende de tradições religiosas.

Não depende de um magistério humano para transformar suas Palavras em Verdade.

A Autoridade vem de seu Autor.

E seu Autor é DEUS.

A BÍBLIA não apenas contém — ela é a PALAVRA de DEUS

Ao longo do Antigo Testamento, encontramos repetidamente expressões como:

“Assim Diz o SENHOR.”

“Veio a Palavra do SENHOR.”

“Disse DEUS.”

Os Profetas não apresentavam suas Mensagens como reflexões religiosas pessoais.

Eles falavam em nome do SENHOR.

Quando o Profeta transmitia fielmente aquilo que recebera, sua Mensagem era tratada como Mensagem do próprio DEUS.

O mesmo princípio aparece no Novo Testamento.

Paulo escreveu aos tessalonicenses:

“Tendo recebido a Palavra que de nós ouvistes, que é de DEUS, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a Palavra de DEUS.”
1 Tessalonicenses 2:13

A Mensagem era transmitida por seres humanos.

Mas sua origem era Divina.

Inspiração Divina não elimina o elemento humano

DEUS não transformou os Escritores Bíblicos em máquinas.

Cada autor possuía:

personalidade;

vocabulário;

experiência;

contexto histórico;

estilo próprio.

Mesmo assim, o ESPÍRITO SANTO guiou o processo de tal maneira que a Mensagem comunicada expressasse fielmente aquilo que DEUS desejava revelar.

Pedro explica:

“Homens falaram da parte de DEUS, movidos pelo ESPÍRITO SANTO.”
2 Pedro 1:21

Portanto, encontramos na BÍBLIA uma união extraordinária:

autores humanos, Mensagem Divina.

Esse equilíbrio precisa ser preservado.

“A ESCRITURA não pode falhar”

JESUS demonstrou profundo respeito pela Autoridade das ESCRITURAS.

Ele declarou:

“A ESCRITURA não pode falhar.”
João 10:35

Em outra ocasião, afirmou:

“Até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”
Mateus 5:18

JESUS não tratava as ESCRITURAS como um documento religioso sujeito à correção humana.

Ele confiava nelas.

Fundamentava Seus argumentos nelas.

Enfrentava Satanás com:

“Está escrito.”

E corrigia erros religiosos apelando novamente à Revelação.

Esse é também o caminho seguro para nós.

A ESCRITURA interpreta a própria ESCRITURA

Um dos princípios mais importantes da Interpretação Bíblica é a chamada Analogia da ESCRITURA.

Em outras palavras:

a própria BÍBLIA ajuda a explicar a BÍBLIA.

Como toda a ESCRITURA possui o mesmo Autor Divino, existe uma unidade fundamental entre suas diferentes partes.

Por isso, não devemos construir doutrinas sobre um versículo isolado enquanto ignoramos tudo o que a BÍBLIA ensina sobre o mesmo assunto.

Precisamos comparar:

Texto com Texto;

Profeta com Profeta;

Antigo Testamento com Novo Testamento;

promessa com cumprimento;

símbolo com explicação.

Foi exatamente assim que JESUS ensinou.

JESUS interpretava as ESCRITURAS pelas próprias ESCRITURAS

No caminho de Emaús, dois discípulos estavam confusos com a morte de JESUS.

Então CRISTO fez algo extraordinário:

“Começando por Moisés e todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as ESCRITURAS.”
Lucas 24:27

JESUS não utilizou uma passagem isolada.

Ele percorreu as ESCRITURAS.

Mais tarde, explicou novamente:

“Importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.”
Lucas 24:44

Esse é um princípio poderoso.

A Verdade Bíblica é compreendida observando o conjunto da revelação.

A BÍBLIA possui harmonia

Se a ESCRITURA possui um único Autor Divino, suas partes não podem contradizer-se em sua Mensagem Essencial.

Autores diferentes podem enfatizar aspectos diferentes de um mesmo assunto.

Isso não significa contradição.

Significa complementaridade.

Cada escritor apresenta determinada faceta.

Quando colocamos essas facetas juntas, temos um quadro mais completo.

Por isso, uma interpretação que força um texto a contradizer dezenas de outros provavelmente está errada.

A Interpretação Correta Deve Estar em Harmonia com a Totalidade das ESCRITURAS.

Revelação progressiva não significa contradição

A Revelação de DEUS foi sendo apresentada ao longo da história.

Algumas Verdades aparecem inicialmente como promessa.

Depois recebem maior desenvolvimento.

Finalmente encontram cumprimento ou esclarecimento mais amplo.

Mas Revelação Progressiva não significa que DEUS posteriormente contradiz aquilo que revelou anteriormente.

Significa que a Luz Aumenta.

O Novo Testamento ilumina o Antigo.

E o Antigo fornece as bases para compreender o Novo.

Isso aparece de maneira impressionante no Livro do Apocalipse, cuja linguagem depende profundamente de imagens, símbolos e profecias encontradas anteriormente nas ESCRITURAS.

O Texto posterior ilumina o anterior.

E o anterior ajuda a compreender o posterior.

A BÍBLIA é clara em sua Mensagem Essencial

Outro princípio importante é a Clareza das ESCRITURAS.

Isso não significa que cada passagem seja igualmente simples.

Pedro reconheceu que algumas partes dos Escritos de Paulo eram difíceis de compreender.

Mas observe algo importante:

o problema não estava na Revelação.

Estava na maneira como pessoas “ignorantes e instáveis” distorciam as ESCRITURAS.

A Mensagem Fundamental da BÍBLIA pode ser compreendida por quem a Estuda com diligência, humildade e dependência de DEUS.

JESUS frequentemente perguntava:

“Que está escrito?”

E:

“Como interpretas?”

Isso demonstra que Ele considerava possível compreender aquilo que DEUS havia Revelado.

O contexto nunca pode ser ignorado

Dizer que “a BÍBLIA interpreta a própria BÍBLIA” não significa juntar dezenas de versículos sem observar seus contextos.

Cada texto possui:

um autor;

uma situação;

um destinatário;

um propósito;

um contexto imediato.

Precisamos primeiro compreender o que aquela passagem realmente diz.

Depois podemos compará-la com outras passagens que tratam do mesmo assunto.

Assim evitamos transformar a BÍBLIA em uma coleção de frases soltas usadas para defender aquilo que já decidimos acreditar.

A Verdade tem um significado definido

As ESCRITURAS não foram entregues para produzir interpretações infinitas e contraditórias.

Embora existam figuras, símbolos, profecias, parábolas e textos difíceis, a intenção da Revelação é comunicar Verdade.

O intérprete não possui liberdade para criar qualquer significado que desejar.

Sua responsabilidade é descobrir, com fidelidade, aquilo que o autor inspirado pretendia comunicar.

E quando a linguagem é figurada, a própria BÍBLIA frequentemente fornece os elementos necessários para compreendê-la.

“Coisas espirituais se discernem espiritualmente”

Existe, porém, uma dimensão ainda mais profunda.

Conhecer técnicas de interpretação não é suficiente.

Paulo escreveu:

“As coisas de DEUS, ninguém as conhece, senão o ESPÍRITO DE DEUS.”
1 Coríntios 2:11

E acrescentou:

“O homem natural não aceita as coisas do ESPÍRITO DE DEUS, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
1 Coríntios 2:14

Isso não significa desprezar estudo, história, gramática ou contexto.

Significa reconhecer que a BÍBLIA não é apenas um objeto acadêmico.

Ela é Revelação Espiritual.

Podemos analisar palavras e estruturas sem jamais permitir que a PALAVRA transforme nosso coração.

A Verdadeira compreensão exige:

estudo;

oração;

humildade;

dependência do ESPÍRITO SANTO;

disposição para obedecer.

O maior perigo: estudar para confirmar o que já pensamos

É possível abrir a BÍBLIA procurando apenas argumentos que sustentem uma crença previamente escolhida.

Nesse caso, não estamos permitindo que a ESCRITURA nos ensine.

Estamos tentando fazer com que ela concorde conosco.

A postura correta é justamente o contrário.

Devemos chegar à PALAVRA dizendo:

“SENHOR, mostra-me a Verdade, mesmo que ela contrarie aquilo que sempre acreditei.”

Essa é uma atitude espiritualmente madura.

Porque quem realmente deseja seguir a Verdade precisa estar disposto a ser corrigido por ela.

Quatro princípios para Interpretar a BÍBLIA com segurança

Podemos resumir este Estudo em 4 Fundamentos.

1. A BÍBLIA é a PALAVRA de DEUS

Não apenas “contém” partes inspiradas.

Toda a ESCRITURA possui Autoridade Divina.

2. A BÍBLIA interpreta a própria BÍBLIA

Textos devem ser comparados com outros textos, respeitando seus contextos.

3. A BÍBLIA possui unidade, harmonia e clareza

Uma Interpretação Verdadeira não entra em conflito com o Conjunto da Revelação.

4. A BÍBLIA precisa ser Estudada sob a Orientação do ESPÍRITO SANTO

Conhecimento intelectual sem submissão espiritual pode produzir informação sem transformação.

Aplicação Espiritual: não coloque sua opinião acima da PALAVRA

Existe uma diferença entre Estudar a BÍBLIA e julgar a BÍBLIA.

Quando estudamos, nos colocamos debaixo da PALAVRA.

Quando julgamos, colocamo-nos acima dela.

Esse segundo caminho é perigoso.

Não somos nós que decidimos quais  Palavras de DEUS merecem nossa obediência.

Não somos nós que definimos quais Mandamentos continuam válidos simplesmente de acordo com nossa preferência.

A função do discípulo não é corrigir o SENHOR.

É Ouvir.

Examinar.

Compreender.

Obedecer.                 

Conclusão: volte sempre para aquilo que Está Escrito

Num mundo de milhares de igrejas, interpretações, pregadores, teólogos e tradições, como permanecer seguros?

Voltando continuamente à fonte.

A BÍBLIA.

Não ignorando história.

Não desprezando estudo.

Não rejeitando bons professores.

Mas mantendo tudo debaixo da Autoridade das SAGRADAS ESCRITURAS.

JESUS confiou nelas.

Os Apóstolos confiaram nelas.

Os Profetas falaram movidos pelo ESPÍRITO SANTO.

E nossa fé também precisa permanecer firmada sobre essa Base.

Quando surgirem dúvidas, pergunte:

O que Está Escrito?

Quando tradições entrarem em conflito, pergunte:

O que Está Escrito?

Quando alguém afirmar que DEUS disse determinada coisa, pergunte:

Onde Está Escrito?

Porque nossa segurança não está em:

“Eu acho.”

“Minha igreja ensina.”

“Meu pastor falou.”

“Sempre foi assim.”

Nossa segurança está em uma declaração muito mais forte:

Assim Diz o SENHOR.

Compartilhe esta Mensagem

Vivemos em uma época de muitas vozes religiosas.

Por isso, mais do que nunca, precisamos aprender a Examinar tudo pela PALAVRA de DEUS.

Compartilhe este Estudo com alguém que deseja compreender melhor as SAGRADAS ESCRITURAS e construir sua fé sobre uma Base Verdadeira.

É DESSE JEITO! — Assim Diz o SENHOR.                                             

        

  TEOLOGIA - "Interpretando a PALAVRA de DEUS" (Estudo 01/ 3ª Temporada)


 TEOLOGIA - "TOTA SCRIPTURA" (Estudo 03/ 3ª Temporada)                                                    


   Se você perdeu algum dos Estudos da 2ª Temporada segue abaixo os links, Bons Estudos!











TEOLOGIA - A Forma Humana da ESCRITURA (Estudo 011/ 2ª Temporada)


TEOLOGIA - "O Caráter Divinamente Inspirado da

ESCRITURA Parte ½" (Estudo 012/ 2ª Temporada)


TEOLOGIA - "A Viva Voz de DEUS" (Estudo 014/ 2ª Temporada)




 TEOLOGIA - "A Clareza e Suficiência das SAGRADAS ESCRITURAS" (Estudo 017/ 2ª Temporada)                                        

          

                          igrejas.adventistas.org 

                                     #NovoTempo               


                                                          Blog É DESSE JEITO!        


                   Nossa obra é ensinar homens e mulheres a edificar sobre uma Base Verdadeira, a firmar os pés num Claro:

                                       "Assim Diz o SENHOR"  

ESPECIAL - Cristão e Política: Como Votar Sem Negociar os Princípios da BÍBLIA

                      É DESSE JEITO!                    

Em tempos de polarização, o cristão não precisa escolher entre a fé e a cidadania. A questão decisiva é outra: como participar da vida pública sem colocar partidos, candidatos ou ideologias acima da PALAVRA de DEUS?

Em ano eleitoral, algumas perguntas inevitavelmente voltam à discussão.

A Igreja deve falar de política?

O cristão deve votar?

Um adventista pode apoiar candidatos?

Como escolher quando praticamente todos os lados afirmam defender aquilo que é “melhor para o país”?

E talvez a pergunta mais importante de todas:

Qual deve ser o critério de um cristão na hora de votar?

Para quem deseja permanecer fiel a DEUS, a resposta não pode começar em um partido.

Não pode começar em um candidato.

Não pode começar em uma ideologia.

Precisa começar na BÍBLIA.

Porque governos mudam.

Partidos surgem e desaparecem.

Líderes conquistam poder e depois o perdem.

Mas a PALAVRA do SENHOR permanece.

A Verdadeira Esperança do cristão nunca esteve em Brasília, no Congresso, em tribunais, em presidentes ou em qualquer estrutura humana de poder.

Nossa esperança está em DEUS.

Isso, porém, não significa indiferença.

O cristão possui cidadania celestial, mas enquanto vive neste mundo também carrega responsabilidades civis.

A questão não é se devemos ter princípios na política.

A questão é:

quais princípios governarão nossas escolhas?

Nossa esperança não está nos governantes

O primeiro princípio precisa estar absolutamente claro.

Nenhum candidato é Salvador.

Nenhum partido é o Reino de DEUS.

Nenhum governo humano será capaz de resolver o problema fundamental da humanidade: o pecado.

A política pode melhorar instituições.

Pode criar leis justas.

Pode proteger direitos.

Pode administrar melhor ou pior os recursos públicos.

Pode favorecer ou prejudicar milhões de pessoas.

Por isso ela importa.

Mas não pode ocupar o lugar de DEUS.

O cristão que transforma um político em objeto de devoção perdeu o centro.

Da mesma maneira, aquele que coloca sua Esperança Final em uma ideologia humana está construindo sobre uma base que inevitavelmente passará.

A Verdadeira Segurança permanece no Soberano do Universo.

“É melhor buscar refúgio no SENHOR do que confiar no homem.”
Salmos 118:8 

Governantes precisam ser avaliados.

DEUS precisa ser Adorado.

Essa diferença jamais pode desaparecer.

A BÍBLIA deve estar acima da direita, da esquerda e de qualquer partido

O cristão não deve perguntar primeiro:

“Isso é de direita ou de esquerda?”

A primeira pergunta deveria ser:

“Isso está em Harmonia com os Princípios de DEUS?”

A razão humana é limitada.

As maiorias erram.

As elites erram.

Os partidos erram.

Os líderes religiosos também podem errar.

Por isso precisamos de uma referência superior às preferências humanas.

Paulo escreveu:

“Toda a ESCRITURA é inspirada por DEUS e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.”
2 Timóteo 3:16

A BÍBLIA não é um manual de campanha eleitoral.

Ela não entrega ao cristão o número de um candidato.

Mas oferece princípios para avaliar caráter, justiça, verdade, responsabilidade, liberdade, dignidade humana e exercício do poder.

É por esses princípios que nossas escolhas devem passar.

O voto cristão exige discernimento

Uma eleição não deveria ser tratada como torcida organizada.

Nem como rivalidade esportiva.

Muito menos como guerra religiosa.

O voto é uma decisão de consciência.

E uma consciência cristã precisa ser educada pela PALAVRA de DEUS.

Isso exige algo cada vez mais raro:

discernimento.

Antes de escolher um candidato, o cristão deveria perguntar:

Quem é essa pessoa?

Qual é sua trajetória?

Como lida com dinheiro público?

Como exerce autoridade?

Respeita as instituições?

Defende a liberdade religiosa?

Apresenta capacidade administrativa?

Demonstra equilíbrio?

Cumpre aquilo que promete?

Como se posiciona diante da vida, da família, da justiça, da corrupção e da dignidade humana?

O voto responsável não nasce de um vídeo de trinta segundos.

Nem de uma mensagem encaminhada num grupo.

Nem de uma frase de efeito.

É resultado de avaliação.

Discrição: nem toda preferência precisa virar bandeira

Vivemos numa época em que muitas pessoas sentem necessidade de transformar toda opinião política em declaração pública.

A rede social vira palanque.

O grupo da família vira comitê eleitoral.

A igreja vira campo de batalha.

Irmãos que adoram juntos começam a se tratar como inimigos porque votam diferente.

Isso deveria nos preocupar.

A BÍBLIA valoriza a prudência:

“Para conservares a discrição, e os teus lábios guardarem o conhecimento.”
Provérbios 5:2 

Ellen G. White também aconselhou cautela diante de envolvimentos políticos que ameaçassem os princípios da fé e a unidade da Igreja.

Em diferentes contextos, advertiu contra preconceitos partidários, paixões políticas e manifestações capazes de produzir divisão entre os irmãos.

Há momentos em que realmente:

“o silêncio é eloquência.”

Isso não significa covardia.

Significa maturidade.

Nem tudo o que penso preciso publicar.

Nem todo candidato que escolho precisa se tornar parte da minha identidade.

Nem todo irmão que vota diferente precisa ser tratado como adversário espiritual.

A Igreja não foi chamada para ser extensão de partido político.

Foi chamada para Anunciar JESUS CRISTO.

Examine o candidato, não apenas sua propaganda                         

Campanha eleitoral foi feita para convencer.

Por isso, propaganda nunca deve substituir investigação.

Observe o histórico.

Procure saber como o candidato agiu antes de pedir seu voto.

Avalie se existe coerência entre discurso e vida pública.

Uma pessoa pode produzir excelentes vídeos e péssimos resultados.

Pode falar em moralidade e agir de modo contrário.

Pode defender os pobres durante a campanha e esquecê-los depois da eleição.

Pode discursar sobre responsabilidade fiscal e administrar de forma irresponsável.

Pode falar de liberdade e trabalhar contra ela.

Por isso, Caráter importa.

Competência importa.

Histórico importa.

Analise também as propostas

Não basta gostar da personalidade do candidato.

Política pública produz consequências reais.

Por isso, pergunte:

As propostas favorecem a sociedade ou apenas grupos particulares?

Há preocupação séria com educação?

Saúde?

Segurança?

Saneamento?

Emprego?

Desenvolvimento econômico?

Responsabilidade com os recursos públicos?

Proteção à liberdade de consciência e religiosa?

Combate à corrupção?

Respeito à dignidade humana?

O cristão não deveria votar apenas porque “gosta” de alguém.

Deve considerar aquilo que essa pessoa pretende fazer com o poder que receberá.

O partido também importa

No sistema político brasileiro, um candidato não atua completamente isolado.

Existe uma legenda.

Existem alianças.

Existem compromissos.

Existem programas partidários.

Existem bancadas.

Existem votações coletivas.

Por isso, avaliar apenas o indivíduo pode não ser suficiente.

É necessário conhecer também o ambiente político no qual ele está inserido.

Isso não significa transformar siglas em inimigos religiosos.

Significa compreender que escolhas eleitorais possuem consequências institucionais.

Cuidado com mentiras políticas

Talvez nunca tenha sido tão fácil produzir desinformação.

Uma imagem manipulada.

Uma frase fora de contexto.

Um vídeo cortado.

Um áudio sem origem.

Uma manchete falsa.

Uma pesquisa inventada.

Uma acusação sem prova.

Tudo pode circular por milhares de celulares em poucos minutos.

E existe um problema especialmente sério quando cristãos ajudam a espalhar aquilo que não verificaram.

A mentira não deixa de ser mentira porque favorece o nosso candidato.

Falso testemunho continua sendo pecado mesmo quando prejudica alguém de quem discordamos politicamente.

JESUS declarou sobre Satanás:

“Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”
João 8:44

O cristão não pode combater aquilo que considera errado usando as armas do pai da mentira.

Antes de compartilhar:

verifique.

Compare fontes.

Procure a origem.

Leia além do título.

Desconfie daquilo que parece criado exclusivamente para produzir indignação.

A Verdade não precisa de falsidade para vencer.

Não transforme indignação em ódio

A corrupção deve nos indignar.

A injustiça deve nos incomodar.

O abuso de poder precisa ser denunciado.

Mas existe uma diferença entre indignação moral e ódio.

O cristão não recebe autorização para desumanizar adversários.

Nem para celebrar violência.

Nem para mentir.

Nem para desejar o mal.

Nem para abandonar o Caráter de JESUS CRISTO durante uma eleição.

A política pode revelar aquilo que está escondido no coração.

Se uma discussão eleitoral consegue destruir nossa mansidão, nossa honestidade, nosso domínio próprio e nosso amor pelo próximo, talvez o maior problema não esteja no candidato.

Talvez esteja em nós.

Ore antes de votar                      

Existe um princípio frequentemente esquecido:

oração também faz parte da cidadania cristã.

Escolher pessoas para ocupar posições de poder não é uma decisão pequena.

Por isso, não deveria acontecer apenas depois de assistir debates, consultar pesquisas e analisar propostas.

O cristão também precisa ajoelhar-se.

A igreja primitiva compreendeu o Poder da Oração em momentos de enorme pressão política.

Quando Herodes Agripa perseguiu a Igreja e Pedro foi preso, os irmãos oraram intensamente.

“Mas havia oração incessante a DEUS por parte da igreja a favor dele.”
Atos 12:5 

A Oração não significa passividade diante do mal.

Significa reconhecer que, acima das estruturas humanas, existe um DEUS soberano.

Ore pelo país.

Ore pelas autoridades.

Ore pelos candidatos.

Ore por sabedoria.

Ore para que paixões pessoais não dominem sua consciência.

E Ore para ter coragem de escolher de acordo com princípios — mesmo quando essa decisão for impopular.

O voto é secreto, mas a responsabilidade é pessoal

O voto pertence à consciência do eleitor.

Ninguém deveria transformar o púlpito em cabine eleitoral.

Nenhuma liderança religiosa deveria controlar a consciência política de seus membros.

Nenhum irmão deveria pressionar outro a votar em determinado candidato apenas para provar fidelidade religiosa.

O exercício do voto envolve liberdade.

Mas liberdade não significa ausência de responsabilidade.

Na urna, cada cidadão responde por sua própria escolha.

E o cristão deve perguntar diante de DEUS:

Estou votando por princípio ou por paixão?

Por convicção ou por pressão?

Estou avaliando caráter ou apenas repetindo propaganda?

Estou pensando no bem comum ou somente no meu interesse?

São perguntas desconfortáveis.

Mas necessárias.

Ellen G. White e a responsabilidade do voto

No século 19, os adventistas também enfrentaram questões políticas e sociais profundamente relevantes.

Uma delas envolvia o comércio de bebidas alcoólicas.

Ellen G. White advertiu contra o uso irresponsável do direito de voto e contra apoiar, por meio dele, estruturas que ampliavam males sociais.

Ela escreveu:

“Quantos desmerecem sua prerrogativa como cidadãos de uma república — comprados por um copo de uísque para dar seu voto a algum candidato infame!”

E afirmou ainda que aqueles que, por meio do voto, sancionassem o comércio de bebidas intoxicantes teriam responsabilidade pelas consequências desse mal.

A questão central permanece atual.

O voto não é moralmente neutro.

Escolhas produzem consequências.

Por isso, o cristão deve procurar usar sua cidadania em favor daquilo que promove:

a Verdade;

a Vida;

a Justiça;

a Paz;

a Liberdade;

a Integridade;

o Bem Comum.

A Igreja não deve se transformar em partido

Existe uma distinção essencial entre:

cristãos participando responsavelmente da vida pública

e

a Igreja institucional tornando-se instrumento eleitoral.

São coisas diferentes.

A Missão da Igreja não é eleger presidentes.

Não é formar bancadas partidárias.

Não é transformar culto em comício.

Não é criar fidelidade a uma legenda.

A Missão dada por JESUS CRISTO é muito maior.

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16:15

Quando uma Igreja passa a ser identificada mais com um político do que com CRISTO, existe alguma coisa fora do lugar.

Governos passam.

O EVANGELHO permanece.

Isso significa que o cristão deve ser omisso?

Não.

Separação institucional não significa irresponsabilidade individual.

O cristão continua sendo cidadão.

Pode votar.

Pode acompanhar seus representantes.

Pode cobrar transparência.

Pode denunciar injustiças dentro da lei.

Pode participar de debates respeitosamente.

Pode trabalhar no serviço público.

Pode candidatar-se, se sua consciência e vocação o conduzirem a isso.

Pode defender valores.

Pode contribuir para a sociedade.

O que não deve fazer é transformar o Reino de DEUS em extensão de um projeto político terreno.

Cidadãos do Céu vivendo na Terra

Paulo escreveu aos filipenses:

“Exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de CRISTO.”
Filipenses 1:27

Essa expressão resume bem nossa responsabilidade.

O cristão pertence a uma pátria superior.

Mas ainda vive aqui.

Ainda tem vizinhos.

Ainda utiliza hospitais.

Ainda depende de escolas, estradas, segurança, saneamento e serviços públicos.

Ainda sofre as consequências de governos bons ou ruins.

Portanto, não precisa escolher entre Cidadania Celestial e responsabilidade terrena.

A Cidadania Celestial deve melhorar nossa maneira de exercer a terrena.

Sal e luz também em tempos eleitorais

JESUS disse:

“Vós sois o sal da terra.”

E:

“Vós sois a luz do mundo.”
Mateus 5:13-14 

Essa Missão não fica suspensa durante a campanha eleitoral.

Muito pelo contrário.

É justamente na polarização que o caráter cristão fica mais visível.

Quando todos gritam, podemos falar com equilíbrio.

Quando todos atacam, podemos discordar com respeito.

Quando circulam mentiras, podemos insistir na Verdade.

Quando partidos exigem fidelidade absoluta, podemos responder que nossa fidelidade suprema pertence a DEUS.

Quando o ódio se torna socialmente aceitável, podemos demonstrar o Amor de CRISTO.

É assim que fazemos diferença.

O cristão pode discordar sem transformar o outro em inimigo                     

Talvez esse seja um dos maiores desafios da atualidade.

Duas pessoas podem:

amar JESUS;

estudar a BÍBLIA;

buscar viver honestamente;

e chegar a conclusões políticas diferentes.

Isso não significa que toda posição política seja igualmente correta.

Existem propostas moralmente melhores ou piores.

Existem candidatos honestos e corruptos.

Existem decisões que podem e devem ser julgadas segundo princípios.

Mas nossa discordância nunca deve destruir nossa humanidade.

Se a política consegue separar irmãos que se ajoelham diante do mesmo SENHOR, alguma coisa recebeu importância maior do que deveria.

Nenhum político morreu por nós.

Nenhum partido derramou sangue para nos salvar.

Nossa identidade principal não é eleitoral.

É Espiritual.

Quatro princípios para o cristão antes de votar

Antes de chegar à urna, coloque sua decisão diante de quatro filtros:

1. Discrição

Não transforme preferência política em identidade espiritual.

Evite divisões desnecessárias.

Proteja a comunhão.

2. Avaliação

Pesquise caráter, histórico, propostas, competência, alianças e consequências possíveis.

Não vote baseado apenas em propaganda.

3. Oração

Peça ao SENHOR sabedoria e discernimento.

Não confie apenas na própria percepção.

4. Escolha responsável

Vote segundo consciência, Princípios Bíblicos e preocupação com o bem comum.

Não venda sua convicção por interesses pessoais.

Aplicação Espiritual: antes de perguntar “em quem votar?”, pergunte “quem governa meu coração?”

Esta talvez seja a pergunta mais importante deste artigo.

Porque alguém pode escolher um ótimo candidato e continuar espiritualmente perdido.

Pode fazer uma análise política brilhante e ainda possuir um coração cheio de ódio.

Pode combater corrupção pública enquanto tolera desonestidade na própria vida.

Pode exigir integridade dos governantes enquanto vive sem integridade diante de DEUS.

O EVANGELHO começa dentro de nós.

Antes de reformar o país, JESUS CRISTO quer transformar o coração.

Antes de cobrar verdade dos políticos, precisamos amar a Verdade.

Antes de exigir justiça, precisamos viver justamente.

Antes de pedir governantes melhores, precisamos nos tornar cidadãos melhores.                         

Conclusão: nosso voto é terreno, nossa Esperança é Celestial

O cristão não precisa fugir da responsabilidade política.

Mas também não pode ser engolido por ela.

Pode votar.

Pode avaliar.

Pode participar.

Pode cobrar.

Pode denunciar aquilo que é errado.

Pode apoiar aquilo que é justo.

Mas jamais deveria entregar a um homem, partido ou ideologia aquilo que pertence exclusivamente a DEUS.

Nossa esperança não está nas urnas.

Nossa salvação não vem de Brasília.

Nosso futuro não está nas mãos de um presidente.

Nossa verdadeira Pátria permanece acima.

Enquanto aguardamos o Reino que não terá corrupção, mentira, injustiça nem abuso de poder, somos chamados a exercer nossa cidadania terrestre com responsabilidade.

Sem idolatria política.

Sem fanatismo.

Sem mentira.

Sem ódio.

Sem vender a consciência.

E diante de cada escolha, devemos voltar ao mesmo fundamento que orienta todo o projeto É DESSE JEITO!:

Não “assim diz meu partido”.

Não “assim diz meu candidato”.

Não “assim diz minha ideologia”.

Mas:

Assim Diz o SENHOR.

Compartilhe esta Mensagem

Em tempos de eleições, a igreja não precisa de mais fanatismo político.

Precisa de cristãos com discernimento, coragem, equilíbrio e fidelidade às ESCRITURAS.

Compartilhe este estudo com alguém que precisa lembrar que o cristão pode exercer plenamente sua cidadania sem transformar políticos em salvadores nem partidos em religião.

Que nossas escolhas revelem não apenas nossas opiniões.

Que revelem nossos princípios.

É DESSE JEITO! — Assim Diz o SENHOR.                             


                                igrejas.adventistas.org 

      #NovoTempo 
                                                 
                                                 

                                          Blog É DESSE JEITO!        

                                           
  

                    Nossa obra é ensinar homens e mulheres a edificar sobre uma Base Verdadeira, a firmar os pés num Claro:

                                       "Assim Diz o SENHOR"