TEOLOGIA - "TOTA SCRIPTURA" (Estudo 03/ 3ª Temporada)

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                                       A Totalidade da ESCRITURA  

   Um segundo princípio de interpretação Bíblica é a Totalidade da ESCRITURA (TOTA SCRIPTURA). Não basta ratificar a primazia da ESCRITURA. Aqueles que, como Martinho Lutero, postulam a SOLA SCRIPTURA, mas deixam de aceitar a BÍBLIA em sua Totalidade acabam por criar um “cânon dentro do cânon”. O reformador alemão, por exemplo, depreciava o livro de Tiago (chamando-o de “epístola de palha”) e desprezava outras porções da BÍBLIA (por falarem mais da Lei do que do Evangelho).

   O Testemunho que a ESCRITURA dá de si mesma, em 2 Timóteo 3:16 e 17, não deixa dúvida: “Toda a ESCRITURA é inspirada por DEUS e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

   Toda a ESCRITURA — não apenas uma parte dela — é inspirada por DEUS. Isso certamente inclui todo o AT, as ESCRITURA canônicas da igreja apostólica (ver Lucas 24:44, 45; João 5:39; Romanos 1:2; 3:2; 2 Pedro 1:21). Paulo inclui também os Escritos Sagrados do NT. A maneira como o Apóstolo utiliza a palavra “ESCRITURA” (gr. graphē, “escrito”), em 1 Timóteo 5:18, aponta nessa direção. Ele introduz duas citações com a expressão “a ESCRITURA declara”: uma de Deuteronômio 25:4 e outra das palavras de JESUS, em Lucas 10:7. Emprega a palavra “ESCRITURA”, portanto, para referir-se tanto ao AT como ao Evangelho de Lucas.

   Ao fazer o comentário de que algumas pessoas ignorantes “deturpam” os escritos de Paulo, “como também deturpam as demais ESCRITURAS” (2 Pedro 3:15, 16), Pedro classifica os escritos paulinos na categoria de ESCRITURA. Isso indica que, no tempo do NT, os Evangelhos e as epístolas de Paulo já eram considerados ESCRITURA.

   O NT é o Testemunho Apostólico de que JESUS é o CRISTO e de que Ele cumpriu os tipos e as Profecias do AT. JESUS prometeu enviar o ESPÍRITO SANTO para nos fazer lembrar de tudo quanto havia ensinado (João 14:26). Paulo afirma que “o Mistério de CRISTO” foi revelado aos Seus Santos Apóstolos e Profetas, no ESPÍRITO (Efésios 3:4, 5). Paulo se autodenomina Apóstolo (Romanos 1:1; 1 Coríntios 1:1). Também reivindica ter “o ESPÍRITO de DEUS” (1 Coríntios 7:40), escrever “Mandamento[s] do SENHOR” (1 Coríntios 14: 37) e anunciar um Evangelho que não é segundo o homem, mas conforme lhe foi revelado pelo próprio JESUS CRISTO (Gálatas 1:11,12). É assim que o NT incorpora o Testemunho dos Apóstolos acerca da vida e do Ministério de JESUS, seja diretamente, por eles mesmos (2 Pedro 1:16; 1 João1:1–3), seja indiretamente, por seus mais próximos associados, como Marcos e Lucas (Atos 12:12, 25; 15:37; Colossenses 4:14; 2 Timóteo 4:11; Filemon 24).

   Toda a ESCRITURA, tanto o AT como o NT, é “Inspirada por DEUS”, literalmente “Soprada por DEUS” (2 Timóteo 3:16). A cena é a do “vento” Divino, o ESPÍRITO, descendo sobre o Profeta, para que a ESCRITURA seja produto do sopro Divino criativo. Assim sendo, ela é plenamente dotada de Autoridade, útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.

                            União Inseparável do Divino e do humano 

   Um corolário do princípio TOTA SCRIPTURA é o de que TODA a ESCRITURA constitui a união indivisível e indistinguível do Divino e do humano. Uma passagem Bíblica fundamental que esclarece a Natureza Divina da ESCRITURA com relação à dimensão humana dos escritores Bíblicos é 2 Pedro 1:19-21: “Assim, temos “… ainda mais firme a Palavra dos Profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. Antes de mais nada, saibam que nenhuma Profecia da ESCRITURA provém de interpretação pessoal, pois jamais a Profecia teve origem na vontade [thelēma] humana, mas homens falaram da parte de DEUS impelidos [pherō] pelo ESPÍRITO SANTO”.

   Esses versos desenvolvem diversos pontos análogos. O verso 19 sublinha a Fidedignidade da ESCRITURA: é a firme Palavra dos Profetas. O verso 20 nos diz por que isso acontece: a Profecia não é questão de interpretação pessoal do Profeta. O contexto aponta fundamentalmente para o Profeta, que, ao comunicar a Mensagem, não insere nela suas próprias ideias, embora a declaração também possa ser aplicada aos intérpretes não inspirados da ESCRITURA. O verso 21 entra em detalhes sobre esse ponto: a Profecia não provém de thelēma — iniciativa, impulso ou vontade — do agente humano. Os Profetas não estavam comunicando por conta própria. Pelo contrário, os Escritores Bíblicos eram Profetas que falavam movidos, conduzidos e até mesmo impelidos (pherō) pelo ESPÍRITO SANTO.

   Essa passagem deixa claro que as ESCRITURAS não vieram diretamente do Céu. DEUS empregou instrumentalidades humanas. O ESPÍRITO SANTO não cerceou a liberdade dos Escritores Bíblicos, não lhes suprimiu a personalidade nem lhes destruiu a individualidade. Seus Escritos envolvem às vezes pesquisas humanas (Lucas 1:1-3). Por vezes, os Escritores relatavam suas próprias experiências (Moisés em Deuteronômio, Lucas em Atos, os Salmistas). Eles apresentam diferenças no estilo (contraste Isaías e Ezequiel, João e Paulo) e oferecem perspectivas diferentes sobre a mesma Verdade ou acontecimento (por exemplo, os quatro Evangelhos). Apesar disso, mesmo com toda essa inspiração de pensamento, o ESPÍRITO SANTO conduziu os Escritores Bíblicos, guiando-lhes a mente na seleção do que falar e escrever, para que aquilo que apresentaram não seja apenas sua própria interpretação, mas a Palavra Completamente Confiável de DEUS, a firme Palavra Profética. O ESPÍRITO SANTO imprimiu nos instrumentos humanos com a Verdade Divina na forma de pensamentos, e os assistiu na hora de escrever, para que traduzissem fielmente, em palavras bem escolhidas, as coisas que lhes foram Divinamente Reveladas (1Coríntios 2:10-13).

   Esse corolário do princípio TOTA SCRIPTURA, segundo o qual os elementos humano e Divino se acham inseparavelmente ligados na ESCRITURA, é reforçado pela comparação entre a PALAVRA de DEUS Escrita e a PALAVRA de DEUS Encarnada. Visto que tanto JESUS quanto a ESCRITURA são chamados de “PALAVRA de DEUS” (Hebreus 4:12; Apocalipse 19:13), é apropriado comparar-lhes as naturezas Divina e humana. Assim como JESUS, o Verbo encarnado de DEUS, era plenamente DEUS e plenamente homem (João 1:1-3, 14), assim a PALAVRA Escrita constitui a união inseparável do humano e do Divino.


                                                


                         

  TEOLOGIA - "Interpretando a PALAVRA de DEUS" (Estudo 01/ 3ª Temporada)




                     


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TEOLOGIA - A Forma Humana da ESCRITURA (Estudo 011/ 2ª Temporada)


TEOLOGIA - "O Caráter Divinamente Inspirado da

ESCRITURA Parte ½" (Estudo 012/ 2ª Temporada)


TEOLOGIA - "A Viva Voz de DEUS" (Estudo 014/ 2ª Temporada)







                                           


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TEOLOGIA - "SOLA SCRIPTURA" (Estudo 02/ 3ª Temporada)

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                                 A BÍBLIA e a BÍBLIA Somente 

   Um princípio fundamental apresentado pela ESCRITURA a respeito de si mesma é o de que Somente a Bíblia (SOLA SCRIPTURA) é a norma final da Verdade. O texto clássico que exprime essa premissa básica é Isaías 8:20: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem de acordo com esta palavra, não terão luz da manhã”. As duas palavras hebraicas torah (lei) e te‘udah (testemunho) apontam para os dois loci da autoridade nos dias de Isaías. Esses constituem agora a ESCRITURA SAGRADA: o Pentateuco e o Testemunho dos Profetas acerca da Vontade de DEUS revelada previamente na Torah. JESUS resumiu as duas divisões da ESCRITURA do Antigo Testamento da mesma maneira quando mencionou “a Lei e os Profetas” (Mateus 5:17). O Novo Testamento acrescenta a Revelação autorizada transmitida por JESUS e Suas testemunhas apostólicas (ver Efésios 2: 20; 3:5).

                                A Primazia da ESCRITURA

   Isaías advertiu o apóstata Israel contra o apartar-se da autoridade da Lei e dos Profetas para buscar conselho em médiuns espíritas (Isaías 8:19). Nos tempos do NT, outras fontes de autoridade ameaçavam usurpar a autoridade fundamental da Revelação Bíblica. Uma delas era a tradição. Mas JESUS mostrou claramente que a ESCRITURA está acima da tradição (Mateus 15:3, 6). Paulo rejeitou terminantemente a tradição e a filosofia humana como regra da Verdade para os cristãos (Colossenses 2: 8). Rejeitou também a autoridade máxima do contraditório “saber” (gr. gnōsis) humano (1Timóteo 6:20).

   A natureza, quando devidamente compreendida, acha-se em harmonia com a Revelação Escrita de DEUS registrada na ESCRITURA (ver Salmo 19:1–6, Revelação de DEUS na natureza; e versos 7–11, Revelação do SENHOR na ESCRITURA). Sendo, porém, uma fonte limitada e incompleta sobre o conhecimento de DEUS e da realidade, deve a natureza ser interpretada pela Autoridade Final da ESCRITURA e a ela subordinar-se (Romanos 2 :14–16). Tanto os escritos do AT como os do NT ressaltam que, desde a queda, a natureza está corrompida (Gênesis 3: 17, 18; Romanos 8:20, 21), não constituindo mais um reflexo perfeito da Verdade.

   As faculdades mentais e emocionais dos seres humanos também se perverteram desde a queda. Mas, mesmo antes da queda, não era possível confiar seguramente nem na razão nem na experiência humana à parte de   DEUS. Eva caiu porque confiou mais em sua razão e nas emoções do que na Palavra de DEUS (Gênesis 3:1–6). O homem mais sábio da história observou perceptivamente: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Provérbio 14: 12).


              

                                   A Suficiência da ESCRITURA 

  O princípio da SOLA SCRIPTURA abrange o corolário da suficiência da ESCRITURA. A BÍBLIA não tem paralelo como guia infalível da Verdade. Ela é suficiente para nos dotar da sabedoria que leva à Salvação (2 Timóteo 3:15). É o padrão pelo qual toda doutrina e experiência devem ser testadas (Isaías 8:20; João 17:17; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus4:12).

   A ESCRITURA, portanto, fornece a estrutura, a perspectiva Divina, os princípios fundamentais, para todo ramo de conhecimento e experiência. O conhecimento, a experiência ou a revelação adicional deve se basear no fundamento todo-suficiente da ESCRITURA e a ele permanecer fiel.

   Assim se confirma o grito de guerra da Reforma: SOLA SCRIPTURA, ou seja, a BÍBLIA e a BÍBLIA Somente como a norma final da Verdade. Todas as outras fontes de conhecimento devem ser testadas por esse padrão infalível. A reação apropriada que se espera do ser humano é de uma rendição total à Autoridade Máxima da PALAVRA de DEUS (Isaías 66: 2).

                                   

                   

   TEOLOGIA - "Interpretando a PALAVRA de DEUS" (Estudo 01/ 3ª Temporada)


               


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TEOLOGIA - A Forma Humana da ESCRITURA (Estudo 011/ 2ª Temporada)


TEOLOGIA - "O Caráter Divinamente Inspirado da

ESCRITURA Parte ½" (Estudo 012/ 2ª Temporada)


TEOLOGIA - "A Viva Voz de DEUS" (Estudo 014/ 2ª Temporada)




                                        


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                                       "Assim Diz o SENHOR"  


A História do Sábado - "De Neemias a CRISTO" (Parte 10/28)


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                                    "Assim Diz o SENHOR"

       E prosseguiu: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Pelo que o Filho do homem até do sábado é Senhor.   

                            (Marcos 2: 27-28/PALAVRA de DEUS

                   
                         

                                 O Sábado de Neemias a CRISTO

   Um período de quase cinco séculos se passou entre a época de Neemias e o início do Ministério do REDENTOR. Durante esse período, ocorreu uma drástica mudança no povo judeu. Anteriormente, eles haviam sido, em alarmante medida, idólatras e rebeldes transgressores do Sábado. Mas depois que voltaram de Babilônia, nunca mais foram culpados, no menor grau que seja, de idolatria. O castigo do cativeiro curou esse mal. De maneira semelhante, mudaram a conduta em relação ao Sábado e, durante esse período, sobrecarregaram a instituição sabática com ordenanças excessivamente opressivas e rigorosas. Um breve resumo desse período será suficiente. Durante o reinado de Antíoco Epifânio, rei da Síria, 170 a.C., os judeus foram muito oprimidos.  “O rei [Antíoco] baixou um decreto, determinando que o reino inteiro formasse um só povo, e cada qual deixasse de lado seus costumes particulares. Todas as nações obedeceram ao decreto do rei. Entre os israelitas, muitos gostaram da religião do rei e passaram a oferecer sacrifícios aos ídolos e a profanar o sábado.” 

   A maior parte dos hebreus permaneceu fiel a DEUS e, por isso, foi obrigada a fugir a fim de salvar a própria vida. O historiador continua: “Muitos que amavam a justiça e o direito desceram para o deserto e aí ficaram com seus filhos, mulheres e rebanhos, pois a perseguição contra eles aumentava. Denunciaram aos oficiais do rei e à guarnição estabelecida em Jerusalém, na Cidade de Davi, que algumas pessoas tinham desobedecido às ordens do rei e descido para as cavernas do deserto. Um grande número desses soldados do rei correu atrás deles e os alcançou. Esses soldados se acamparam em volta deles e se organizaram para atacá-los num dia de sábado. Tudo pronto, lhes disseram: Agora chega! Saiam daí, façam aquilo que o rei mandou, e a vida de vocês estará salva. Eles responderam: Não sairemos, nem cumpriremos a ordem do rei, profanando o dia de Sábado. Então os soldados começaram a  atacá-los sem demora. Eles, porém, não reagiram, não atiraram uma única pedra, nem mesmo fecharam a entrada dos seus esconderijos. Disseram apenas: Vamos morrer com a consciência limpa. O céu e a terra são testemunhas de que vocês estão nos matando injustamente. Assim mesmo, os soldados os atacaram em dia de Sábado. E eles morreram, com suas mulheres, crianças e rebanhos. Eram cerca de mil pessoas.”  

   Na própria cidade de Jerusalém, ocorreu um massacre semelhante. O rei Antíoco enviou Apolônio com um exército de 22 mil soldados: “Ao chegar a Jerusalém, Apolônio, simulando atitude pacífica, aguardou até o dia santificado do Sábado. Surpreendeu os judeus em repouso, mandando os soldados fazer um desfile militar. Ordenou então que matassem todos os que saíam para ver o desfile. Depois, percorrendo a cidade com armas, provocou terrível massacre.”

   Levando em conta esses terríveis atos de execução, Matatias, homem grande e honrado, pai de Judas Macabeu, juntamente com seus amigos, tomou a seguinte decisão: “Lutaremos abertamente contra todo aquele que nos atacar em dia de Sábado. Assim não morreremos todos, como nossos irmãos em seus esconderijos.” 

   Contudo, alguns foram martirizados depois disso por guardarem o Sábado. Por isso, lemos: “Outros, que tinham saído juntos para os arredores da cidade, para as cavernas, a fim de aí celebrarem às escondidas o Sábado, após serem denunciados a Filipe, foram queimados juntos, pois conscienciosamente haviam decidido ajudar-se a honrar o mais sagrado dia.”  

                     

   Depois disso, Judas Macabeu fez grandes conquistas em defesa dos hebreus e na resistência à terrível opressão do governo sírio. Sobre uma dessas batalhas, lemos: “[...] dada a palavra de ordem – Auxílio de Deus –, Judas partiu contra Nicanor, comandando a primeira divisão. Como o Todo-poderoso Se tornou seu aliado, eles liquidaram mais de nove mil, enquanto feriram e mutilaram mais da metade do exército de Nicanor, obrigando todos os outros a fugir. Tomaram o dinheiro dos que tinham vindo com a intenção de comprá-los. Perseguiram os fugitivos por longo tempo, mas desistiram por estar ficando tarde, pois era véspera do Sábado. Por isso, não continuaram a persegui-los. Após terem tomado as armas deles e despojado os cadáveres dos inimigos, celebraram o Sábado de maneira extraordinária, louvando e agradecendo ao SENHOR que nesse dia os libertou, marcando assim o início da Sua misericórdia para com eles. Passado o Sábado, repartiram os despojos dos inimigos entre os mutilados, viúvas e órfãos. Repartiram entre si e seus filhos tudo o que sobrou.”   

   Depois disso, os hebreus, ao serem atacados pelos seus inimigos no Sábado, derrotaram-nos com grande matança. 

   Por volta de 63 a.C., Jerusalém foi cercada e tomada por Pompeu, general romano. A fim de que isso acontecesse, foi necessário encher uma imensa vala e levantar um aterro sobre o qual pudessem colocar as armas de ataque. Josefo faz o seguinte relato sobre o evento: “Caso não tivéssemos nossa prática, desde os dias de nossos antepassados, de descansar no sétimo dia, esse aterro nunca teria sido concluído, por causa da oposição que os judeus teriam feito; pois, embora nossa lei nos dê licença para nos defender, no Sábado, daqueles que começam a lutar contra nós e a nos atacar, ela não nos permite que combatamos os inimigos enquanto fazem qualquer outra coisa. Quando os romanos compreenderam isso, nos dias que chamamos de sábados, eles não lançavam nada contra os judeus, nem iniciavam qualquer batalha de arremesso contra eles, mas construíam seus aterros, levando as máquinas de guerra avante, para poderem empreender a execução nos dias seguintes.”  

   Com base nisso, pode-se perceber que Pompeu tomava o cuidado de não fazer nenhum ataque contra os judeus aos Sábados, durante o cerco, mas nesse dia preenchia a vala e subia o aterro, para poder atacá-los no dia depois de cada Sábado, isto é, no domingo. Josefo conta ainda que os sacerdotes não deixavam de ministrar no templo quando pedras eram arremessadas pelas máquinas de Pompeu, mesmo “que algum acidente infeliz acontecesse”. O historiador relata também que, quando a cidade foi tomada e os inimigos se arremessaram sobre ela, cortando a garganta dos que estavam no templo, os sacerdotes, mesmo assim, não fugiram, nem cessaram as ofertas e os sacrifícios costumeiros. 

   Essas citações da história judaica são suficientes para mostrar que ocorreu uma mudança extraordinária no povo, no que se refere ao Sábado, após o cativeiro babilônico. Uma breve menção ao ensino dos mestres judaicos sobre o Sábado, na época em que nosso SENHOR deu início a Seu Ministério, conclui este capítulo: “Eles listaram cerca de 40 trabalhos principais, os quais afirmavam ser proibidos no Sábado. Sob cada uma dessas categorias de trabalho, havia numerosos trabalhos secundários, que, segundo eles, também eram proibidos. [...] Dentre os principais trabalhos proibidos estavam o arar, o semear, o colher, o debulhar, o limpar, o moer, etc. Na categoria do moer, estava incluído o quebrar ou o dividir coisas que antes estavam unidas. [...] Outra de suas tradições era a de que, visto que debulhar no Sábado era proibido, esmagar as coisas, uma espécie de debulha, também não era permitido. Naturalmente, era transgressão do Sábado andar na grama verde, pois ela seria esmagada ou debulhada. Da mesma forma, como um homem não podia caçar no Sábado, não podia pegar uma mosca, pois se tratava de uma espécie de caça. Como não era permitido transportar carga no Sábado, não se podia levar água a um animal com sede, pois esta era um tipo de carga; mas havia permissão para derramar água em um cocho e levar o animal até ele. [...] Contudo, se uma ovelha caísse em um poço, eles a tirariam prontamente e a levariam a um lugar seguro. [...] Eles diziam que era permitido ministrar aos doentes a fim de aliviar seu sofrimento, mas não com o propósito de curar a doença. Podiam cobrir um olho enfermo, ou ungi-lo com bálsamo para aliviar a dor, mas não curar o olho.”  

   Assim, a mudança de conduta do povo judeu em relação ao Sábado foi surpreendente; e esses eram os ensinos dos doutores da lei em relação ao dia de guarda. A instituição mais misericordiosa de DEUS para a humanidade havia se tornado em fonte de angústia; o que DEUS ordenara para ser um deleite e uma fonte de alento, transformara-se em um jugo de escravidão. O Sábado, feito para o homem no paraíso, era agora uma instituição extremamente opressiva e penosa. Era tempo de DEUS interferir. Entra em cena então o SENHOR do Sábado.

                            

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          Especial - "A História do Sábado" (Parte 1/28)   

                             

          A História do Sábado - "A Criação" (Parte 2/28) 



        A História do Sábado - "A Instituição do Sábado" (Parte 3/28)



      

    A História do Sábado - "O Quarto Mandamento" (Parte 5/28)


    

  A História do Sábado - "Escrito pelo Dedo de DEUS" (Parte 6/28)



   

  A História do Sábado - "As festas, as luas novas e os sábados dos Hebreus" (Parte 8/28) 




                                            


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