História da Redenção - "O Ministério de CRISTO"

                                    É DESSE JEITO! 


                              "Assim Diz o SENHOR"   

          O Tempo está cumprido, e o Reino de DEUS está próximo; arrependei-vos e crede no Evangelho.

                           (Marcos 1: 15/PALAVRA de DEUS

                         

                     

   Depois que Satanás terminara suas tentações, afastara-se de JESUS por algum tempo, e os Anjos Lhe prepararam alimento no deserto e O fortaleceram; e a Bênção de Seu PAI repousou sobre Ele. Satanás fracassara em suas mais atrozes tentações, contudo aguardava o período do Ministério de JESUS, em que deveria em diferentes ocasiões experimentar sua astúcia contra Ele. Esperava também prevalecer contra Ele, estimulando aqueles que não receberiam a JESUS a odiá-Lo e procurar destruí-Lo. Satanás realizou um conselho especial com os seus anjos. Estavam desapontados e enraivecidos de que em nada tivessem prevalecido contra o FILHO de DEUS. Resolveram ser mais astuciosos, e empregar o mais que fosse possível o seu poder a fim de inspirar incredulidade no espírito dos de Sua própria nação quanto a ser Ele o SALVADOR do mundo, e desta maneira desanimar a JESUS em Sua Missão. Por mais exatos que pudessem ser os judeus em suas cerimônias e sacrifícios, se fossem conservados com os olhos fechados, quanto às Profecias, e levados a crer que o MESSIAS deveria aparecer como um poderoso rei mundano, poderiam eles ser conduzidos a desprezar e rejeitar a JESUS. 

   Foi-me mostrado que Satanás e seus anjos estiveram muito ocupados durante o Ministério de CRISTO, inspirando aos homens incredulidade, ódio e escárnio. Muitas vezes, quando JESUS proferia alguma Verdade incisiva, reprovando seus pecados, o povo  se tornava enraivecido. Satanás e seus anjos compeliam-nos a tirarem a vida do FILHO de DEUS. Mais de uma vez apanharam pedras para atirar-Lhe, porém Anjos Celestiais O guardaram e O afastaram da multidão irada para um lugar de segurança. Outra vez, quando as Claras Verdades caíam de Seus santos lábios, a multidão lançou mão dEle, e O levou ao cimo de uma colina, com o intuito de O lançar abaixo. Surgiu entre eles uma contenda, quanto ao que deveriam fazer com Ele, quando de novo os Anjos O ocultaram às vistas da multidão, e JESUS passando pelo meio, retirou-Se. 

   Satanás ainda esperava que o grande Plano da Salvação fracassasse. Exerceu todo o seu poder para endurecer o coração do povo e tornar hostis os seus sentimentos contra JESUS. Esperava que tão poucos O recebessem como o FILHO de DEUS, que Ele consideraria Seus sofrimentos e sacrifício demasiado grandes para serem feitos em prol de um grupo tão pequeno. Mas, se tivesse havido apenas duas pessoas que aceitassem a JESUS como o FILHO de DEUS, e nEle cressem para a Salvação de suas almas, Ele teria levado a efeito o Plano.

                                Aliviando o sofrimento 

   JESUS iniciou a Sua Obra quebrando o poder de Satanás sobre os que sofriam. Restabeleceu os doentes à saúde, deu vista aos cegos e curou os coxos, fazendo-os saltar de alegria e glorificar a DEUS. Restabeleceu à saúde os que tinham sido enfermos, e por muitos anos presos pelo poder cruel de Satanás. Com palavras cheias de graça consolava os fracos, os receosos, os desanimados. Aos fracos e sofredores, a quem Satanás retinha com triunfo, JESUS arrancou de suas garras, dando-lhes vigor de corpo e grande alegria e felicidade. Ressuscitou os mortos à vida, e estes glorificaram a DEUS pela  poderosa manifestação de Seu Poder. De maneira poderosa operou por todos os que nEle criam. 

   A Vida de CRISTO estava repleta de palavras e atos de benevolência, simpatia e amor. Ele estava sempre atento para escutar e aliviar as misérias daqueles que a Ele vinham. Em seus corpos restaurados à saúde, multidões levavam a prova de Seu Poder Divino. Contudo, depois que a obra fora cumprida, muitos se envergonhavam do humilde mas poderoso Ensinador. Porque os príncipes não cressem em JESUS, o povo não estava disposto a aceitá-Lo. Ele foi um homem de dores e familiarizado com trabalhos. Não podiam suportar o serem governados por Sua vida sóbria, abnegada. Desejavam gozar da honra que o mundo confere. Todavia, muitos seguiam o FILHO de DEUS e escutavam as Suas instruções, banqueteando-se com as palavras que tão graciosamente caíam de Seus lábios. Suas Palavras eram repletas de significação, e contudo, tão claras que os mais ignorantes as poderiam compreender.

                                   Oposição ineficaz

   Satanás e seus anjos cegaram os olhos e obscureceram o entendimento dos judeus, e instigaram os principais do povo e os governadores para tirarem a vida do SALVADOR. Enviaram-se oficiais a fim de lhes levarem a JESUS; ao chegarem, porém, perto de onde Ele Se achava, ficaram grandemente estupefatos. Viram-nO cheio de simpatia e compaixão, ao testemunhar Ele as desgraças humanas. Ouviram-nO falar com amor e ternura aos fracos e aflitos, animando-os. Ouviram-nO também, com voz de autoridade, repreender o poder de Satanás, e libertar seus cativos. Ouviram as Palavras de Sabedoria, que caíam de Seus lábios, e deixaram-se cativar por elas; não puderam lançar mão dEle. Voltaram aos sacerdotes e anciãos sem JESUS. Quando interrogados: “Por que não O trouxestes?” relataram o que haviam testemunhado de Seus milagres, e as Santas Palavras de Sabedoria, amor e conhecimento que tinham ouvido, e disseram: “Jamais alguém falou como este Homem.” Os principais dos sacerdotes os acusaram de ser também enganados e alguns dos oficiais ficaram envergonhados de não O haverem prendido. Os sacerdotes inquiriram, de maneira escarnecedora, se alguns dos príncipes haviam crido nEle. Muitos dos magistrados e anciãos creram em JESUS; mas Satanás os impediu de o confessar; temiam o opróbrio do povo mais do que temiam a DEUS.

   Até aí a astúcia e ódio de Satanás não tinham destruído o Plano da Salvação. O tempo para o cumprimento do objetivo pelo qual JESUS veio ao mundo, estava se aproximando. Satanás e seus anjos consultaram-se, e decidiram inspirar a própria nação de CRISTO a clamar avidamente por Seu sangue, e acumular sobre Ele crueldade e escárnio. Esperavam que JESUS Se ressentisse de tal tratamento, e deixasse de manter Sua humildade e mansidão. Enquanto Satanás formulava seus planos, JESUS estava cuidadosamente a revelar a Seus discípulos os sofrimentos pelos quais deveria passar, a saber, que Ele seria crucificado, e que Ressuscitaria no terceiro dia. Mas o entendimento deles parecia embotado, e não podiam compreender o que Ele lhes dizia.

          

                                        A Transfiguração

    A fé dos discípulos ficou grandemente fortalecida na transfiguração, quando lhes foi permitido contemplar a Glória de CRISTO e ouvir a Voz do Céu testificando do Seu Caráter Divino. DEUS desejou dar aos seguidores de JESUS forte prova de que Ele era o prometido MESSIAS, a fim de que em seu amargo desapontamento e tristeza quando da crucifixão, não perdessem por completo sua confiança. Por ocasião da Transfiguração o SENHOR enviou Moisés e Elias para falarem com JESUS sobre Seus sofrimentos e morte. Em vez de escolher Anjos para falar com Seu Filho, DEUS escolheu os que tinham por si mesmos experimentado as provações da Terra. Elias havia andado com DEUS. Sua obra tinha sido penosa e probante, pois o SENHOR por intermédio dele, havia reprovado os pecados de Israel. Elias fora um Profeta de DEUS, todavia vira-se compelido a fugir de um lugar para outro a fim de salvar a vida. Sua própria nação caçara-o como um animal feroz a fim de destruí-lo. Mas DEUS trasladara Elias. Anjos levaram-no para o Céu em Glória e Triunfo.

   Moisés foi maior do que qualquer que haja vivido antes dele. Foi altamente honrado por DEUS, tendo tido o privilégio de falar com o SENHOR face a face, como um homem fala a seu amigo. Foi-lhe permitido ver a luz resplandecente e excelente glória que rodeava o PAI. O SENHOR, por meio de Moisés, libertou os filhos de Israel do cativeiro egípcio. Moisés foi um mediador para o seu povo, ficando muitas vezes entre eles e a ira de DEUS. Quando a ira do SENHOR grandemente se acendeu contra Israel pela sua incredulidade, suas murmurações e seus ofensivos pecados, o amor de Moisés por eles foi provado. DEUS Se propusera a destruí-los, e fazer dele uma poderosa nação. Moisés mostrou seu amor para com Israel, por meio do fervoroso rogo que fez em favor deles. Em sua angústia orou a DEUS para que se desviasse Sua ardente ira e perdoasse a Israel, ou apagasse seu próprio nome de Seu livro. Moisés passou pela morte, mas CRISTO desceu e lhe deu vida antes que seu corpo visse a corrupção. Satanás procurou reter o corpo, pretendendo-o como seu; mas Miguel ressuscitou Moisés e levou-o ao Céu. Satanás maldisse amargamente a DEUS, acusando-O de injusto por permitir que sua presa lhe fosse tirada; CRISTO, porém, não repreendeu a Seu adversário, embora fosse por sua tentação que o servo de DEUS houvesse caído. Mansamente remeteu-o a Seu PAI, dizendo: “O SENHOR te repreenda.” (Judas 9).

   JESUS tinha dito a Seus discípulos que alguns havia com Ele que não provariam a morte antes que vissem o Reino de DEUS vir com poder. Na transfiguração esta promessa se cumpriu. Transformou-se ali o rosto de JESUS, e resplandeceu como o Sol. Suas vestes se tornaram brancas e luzentes. Moisés estava presente para representar os que serão Ressuscitados dentre os mortos, por ocasião do Segundo Advento de JESUS. E Elias, que fora trasladado sem ver a morte, representava os que serão transformados à imortalidade por ocasião da Segunda Vinda de CRISTO, e serão trasladados para o Céu sem ver a morte. Os discípulos contemplaram com temor e espanto a excelente Majestade de JESUS e a nuvem que os cobriu e ouviram a Voz de DEUS com terrível Majestade, Dizendo: “Este é o Meu Filho, o Meu Eleito: a Ele ouvi.”

                                                                                                                                  Continua...


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História da Redenção - "O SANTUÁRIO" (Mensagem+)    


História da Redenção - "Os Espias e seu relatório" (Mensagem+)

História da Redenção - "O pecado de Moisés" (Mensagem+)   







 

 História da Redenção - "O Primeiro Advento de CRISTO" 



          

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Estudos Bíblicos (2025) - "Por que a Bíblia é chamada de BÍBLIA SAGRADA?"

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   A frase Bíblia Sacra ("Livros Sagrados") apareceu pela primeira vez em algum momento da Idade Média. Em Inglês, um dos primeiros -- se não o primeiro -- usos do termo "A Bíblia Sagrada" apareceu em 1611 na capa da Versão Autorizada, conhecida nos EUA como a Versão do Rei James. A palavra santa tem vários significados e, como veremos, todos eles descrevem a PALAVRA de DEUS.

   Um dos significados de Santo é "Sagrado, Santificado, Separado". Quando DEUS falou a Moisés na sarça ardente, Ele o ordenou que tirasse suas sandálias porque estava pisando em "Terra Santa", terra santificada pela presença de DEUS. Porque DEUS é Sagrado, as Palavras que Ele fala também são Sagradas. Da mesma forma, as Palavras que DEUS deu a Moisés no Monte Sinai também são Sagradas, assim como todas as Palavras que DEUS deu à humanidade na BÍBLIA. Uma vez que DEUS é perfeito, suas Palavras são perfeitas (Salmo 19:7). Como DEUS é justo e puro, assim também é a Sua Palavra (Salmo 19:8).

   A BÍBLIA também é Santa porque foi escrita por homens sob a direção e influência do ESPÍRITO SANTO.

                                   Assim Diz o SENHOR 

  "Toda ESCRITURA é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Timóteo 3:16). A palavra grega traduzida "Inspirada por DEUS" é theopneustos, de theos, que significa "DEUS", e pneo, que significa "respirar ou respirar sobre". Tiramos a palavra pneumonia desta raiz grega. Então, o nosso DEUS SANTO , na pessoa do ESPÍRITO SANTO, literalmente soprou as Palavras Sagradas das ESCRITURAS nos escritores de cada um dos Livros da BÍBLIA. O Escritor Divino é Santo, portanto, o que Ele escreve é Santo.

   Um outro significado de santo é "separar". DEUS separou a nação de Israel de seus contemporâneos para ser um "reino sacerdotal e nação santa" (Êxodo 19:6). Da mesma forma, os cristãos são separados dos incrédulos que caminham na escuridão, assim como Pedro descreveu em 1 Pedro 2:9

   "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo todo seu para que proclameis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." Esse aspecto da santidade (o de ser “separado”) aplica-se à BÍBLIA porque ela é um Livro separado de todos os outros. É o único Livro escrito pelo próprio DEUS, o único Livro que tem o poder para libertar os homens (João 8:32), para mudar suas vidas e torná-los sábios (Salmo 19:7), para santificá-los e torná-los santos (João17:17). É o único livro que dá conforto, vida e esperança (Salmo 119:50), e é o único Livro que durará para sempre (Mateus 5:18).


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A História do Sábado - "O Sábado Durante o Dia da Tentação" (Parte 7/28)

                                              É DESSE JEITO!  

      

   Essa linguagem mostra uma violação geral do Sábado, e evidentemente se refere à apostasia de Israel durante os primeiros quarenta dias nos quais Moisés se ausentou. DEUS então planejou destruí-los; mas, por causa da intercessão do líder, poupou-os pela razão mencionada pelo Profeta.  Após receberem mais um tempo de teste, falharam de maneira marcante pela segunda vez. Por isso, DEUS levantou a mão em juramento de que eles não entrariam na terra prometida. Assim continua o Profeta: “Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. Porque rejeitaram os Meus juízos, e não andaram nos Meus estatutos, e profanaram os Meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. Não obstante, os Meus olhos lhes perdoaram, e Eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto” (Ezequiel 20:15-17)

  Essa linguagem se refere, sem dúvida, ao Ato Divino de impedir todos aqueles que tinham mais de vinte anos de idade de entrar na terra prometida. Deve-se notar que a transgressão do Sábado é especificamente mencionada como um dos motivos para a exclusão, daquela geração, da terra prometida. DEUS poupou o povo, de modo que a nação não foi totalmente eliminada, estendendo então ao grupo mais jovem um período de graça adicional. O Profeta continua: “Mas disse Eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos. Eu Sou o Senhor, vosso Deus; andai nos Meus estatutos, e guardai os Meus juízos, e praticai-os; santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Mas também os filhos se rebelaram contra Mim e não andaram nos Meus estatutos, nem guardaram os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; antes, profanaram os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor, para cumprir contra eles a Minha ira no deserto. Mas detive a mão e o fiz por amor do Meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; porque não executaram os Meus juízos, rejeitaram os Meus estatutos, profanaram os Meus sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais” (Ezequiel 20:18-24)

   Portanto, parece que a geração mais jovem, poupada por DEUS quando Ele excluiu os seus pais da terra prometida, assim como os seus progenitores, transgrediu a Lei de DEUS, profanou o Sábado e se apegou à idolatria. Não aprouve a DEUS excluí-los da terra de Canaã, mas Ele levantou a mão para os israelitas no deserto, jurando que os entregaria à dispersão entre os seus inimigos depois que eles tivessem entrado na terra da promessa. Assim se vê que, enquanto estavam no deserto, os hebreus lançaram as bases para sua dispersão futura da própria terra; e um dos atos que desencadeou sua ruína final como nação foi a transgressão do Sábado, antes de haverem entrado na terra prometida. Moisés tinha motivos de sobra para dizer, em seu último mês de vida: “Rebeldes fostes contra o SENHOR, desde o dia em que vos conheci”. Em Josué e Calebe havia outro espírito, pois seguiram ao SENHOR com integridade. 

   Essa é a história completa da observância do Sábado no deserto. Até mesmo o milagre do maná, que, por quarenta anos, todas as semanas, deu testemunho público do Sábado, tornou-se  um mero evento corriqueiro para o povo hebreu, que chegou ao ponto de murmurar contra o pão enviado do céu; e podemos muito bem acreditar que pessoas tão endurecidas pelo engano do pecado tinham pouca consideração pelo testemunho do maná em favor do Sábado. No relato mosaico, lemos o seguinte com relação ao Sábado: Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.”   

   O principal destaque desse texto está ligado à proibição de acender fogo no Sábado. Uma vez que essa é a única proibição do tipo na BÍBLIA e que, com frequência, é apresentada como um motivo pelo qual o Sábado não deveria ser guardado, cabe aqui uma breve análise dessa dificuldade. É importante notar: 1) que essas palavras não fazem parte do Quarto Mandamento, a grande Lei do Sábado; 2) que havia leis referentes ao Sábado que não faziam parte da instituição sabática, mas que surgiram a partir do momento em que o dia foi confiado aos hebreus. Exemplo disso é a lei referente à apresentação dos pães da proposição, no Sábado, e do holocausto para o Sábado. Portanto, é possível que esse preceito, no mínimo, se refira apenas àquela nação, sem fazer parte da instituição original; 3) que, assim como havia leis específicas apenas para os hebreus, também havia aquelas que vigoraram somente enquanto eles estavam no deserto. Esse era o caso de todos os preceitos relacionados ao maná, à construção do tabernáculo e sua montagem, à ordem do acampamento ao redor do tabernáculo, etc.; 4) que a essa classe pertenciam todos os estatutos, concedidos desde que Moisés desceu com as segundas tábuas de pedra, até o fim do Livro de Êxodo, a menos que as palavras em análise sejam uma exceção; 5) que a proibição de acender o fogo pertencia a essa categoria, isto é, a de leis destinadas apenas para o período no deserto, conforme evidenciam vários fatos claros: 

1. A terra da Palestina é tão fria durante parte do ano que acender o fogo para impedir o sofrimento se torna uma necessidade.   

2. O Sábado não foi criado para ser motivo de aflição e sofrimento, mas, sim, de refrigério, deleite e bênção.  

3. No deserto do Sinai, onde foi dado esse preceito referente ao fogo no Sábado, a proibição não seria motivo para sofrimento, pois os israelitas se encontravam a cerca de 320 quilômetros ao sul de Jerusalém, no clima quente da Arábia. 

4. O fato desse preceito ter caráter temporário é mostrado, também, pela ausência de qualquer indicação de que se tratava de um estatuto perpétuo; mas essa indicação está presente quando se fala a respeito de outras leis que deveriam ser guardadas após a entrada do povo na terra. Nesse caso, porém, o preceito parece ter caráter semelhante ao preceito relativo ao maná, coexistindo com ele e sendo a ele adaptado. 

5. Se a proibição a respeito do fogo aos Sábados se referisse, de fato, à terra prometida, e não somente ao deserto, ela entraria, de tempos em tempos, em conflito direto com a lei da Páscoa. Isso ocorreria porque a refeição pascoal deveria ser preparada no fogo, pelas famílias dos filhos de Israel, na tarde, ou no pôr do sol, do décimo quarto dia do primeiro mês, e este ocasionalmente cairia no Sábado. A proibição de acender o fogo no Sábado não entraria em conflito com a Páscoa enquanto os hebreus estivessem no deserto, pois esta só seria observada depois que eles chegassem à terra prometida.

   Mas caso a proibição se estendesse até depois da conquista da terra, quando a Páscoa seria regularmente observada, os dois estatutos frequentemente entrariam em conflito direto. Sem dúvida, essa é uma forte confirmação do ponto de vista de que a proibição do fogo no Sábado era um estatuto temporário, referente apenas ao deserto. 

   Com base nesses fatos, conclui-se que o argumento popular, baseado na proibição de acender o fogo, de que o Sábado era uma instituição local, adaptada apenas à terra de Canaã, deve ser abandonado; pois fica claro que tal proibição tinha caráter temporário, nem sequer adaptada à terra da promessa, nem a ela destinada. Em seguida, lemos o seguinte a respeito do Sábado: “Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, Sou santo. Cada um respeitará a sua mãe e o seu pai e guardará os Meus sábados. Eu Sou o Senhor, vosso Deus. [...] Guardareis os Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.” 

   Essas referências constantes ao Sábado contrastam de maneira marcante com a desobediência geral do povo. Por isso, DEUS fala mais uma vez: “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas.”  

             

   Assim, o SENHOR solenemente designou Seu dia de descanso para ser um período de Santa Adoração e um dia de reuniões religiosas semanais. Mais uma vez, o grande Legislador apresenta Seu Sábado: “Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque Eu Sou o Senhor, vosso Deus. Guardareis os Meus sábados e reverenciareis o Meu santuário. Eu Sou o Senhor.”

   Como o povo de DEUS teria sido feliz se tivesse, dessa forma, se afastado da idolatria e reverenciado o Dia de Descanso do CRIADOR! Entretanto, a idolatria e a transgressão do Sábado eram tão generalizadas no deserto que a geração que saiu do Egito foi excluída da terra prometida.  Assim, depois que DEUS excluiu da herança os homens que se rebelaram contra Ele, lemos o seguinte acerca do Sábado: “Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.” 

   Os fatos a seguir devem ser levados em conta ao se explicar esse texto: (1) tratava-se de um caso de culpa fora do comum, pois toda a congregação perante a qual esse homem foi julgado, e pela qual foi morto, também era culpada de transgredir o sábado e acabara de ser excluída da terra prometida por causa desse pecado e de outros mais; (2) esse não era um caso que se 
enquadrava na pena de morte em vigor por trabalho ao Sábado, pois o homem foi colocado em confinamento até que o SENHOR declarasse Seu veredito a respeito da culpa do transgressor. A singularidade dessa transgressão pode ser entendida com a ajuda do contexto. O versículo que precede imediatamente o caso em questão diz o seguinte: “Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e violou o Seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela.”

   O fato de tais palavras serem sucedidas por esse caso marcante certamente serve para ilustrá-lo. Fica evidente, portanto, que se tratava de um pecado atrevido, no qual o transgressor tinha a intenção de desprezar o ESPÍRITO de Graça e os Estatutos do ALTÍSSIMO. Portanto, o incidente não pode ser citado como evidência de excesso de rigidez na observância do Sábado por parte dos hebreus, pois temos evidências incontestáveis de que eles o transgrediram em grande medida durante todo o período de 40 anos de jornada pelo deserto. Consequentemente, esse caso se destaca como exemplo de transgressão na qual o pecador tinha a intenção de demonstrar desprezo pelo Legislador, e esse foi o ponto que tornou sua culpa muito grave.  

   No último mês de sua vida longa e marcante, Moisés relembrou todos os atos grandiosos de DEUS em favor de Seu povo, bem como os Estatutos e os Preceitos que DEUS lhes havia dado. Essa repetição se encontra no Livro de Deuteronômio, nome que significa Segunda Lei, e se aplica ao Livro pelo fato de se tratar de uma segunda escrita da Lei. É o discurso de despedida de Moisés a um povo rebelde e desobediente. Ele deseja imbuir-lhes do mais forte senso possível de obrigação pessoal de obedecer. Por isso, logo antes de repetir os Dez Mandamentos, ele usa uma linguagem cujo objetivo claro é impressionar a mente dos hebreus com um senso da obrigação individual no que diz respeito a fazer aquilo que DEUS havia ordenado. Ele diz: “Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”.   

   Não foram os atos de vossos pais que colocaram esta responsabilidade sobre vós, mas vossos próprios atos individuais que vos ligaram a esta aliança. Vós vos comprometestes com o ALTÍSSIMO em cumprir tais preceitos. Esse é o significado óbvio dessas palavras; contudo, elas têm sido erroneamente usadas como prova de que o Sábado do SENHOR foi feito para os hebreus e não era obrigatório para os patriarcas. A peculiaridade dessa dedução é revelada no fato de que ela é usada somente contra o Quarto Mandamento, ao passo que, se fosse um argumento justo e lógico, demonstraria que os antigos patriarcas não tinham obrigação nenhuma em relação a qualquer preceito da Lei Moral. Mas é certo que a aliança em Horebe foi apenas uma materialização, ou manifestação visível, dos preceitos da Lei Moral, com compromissos mútuos entre DEUS e o povo. Em outras palavras, essa aliança não deu origem a nenhum dos Dez Mandamentos. De qualquer  forma, constatamos que o Sábado foi ordenado pelo SENHOR ao fim da Criação e já era obrigatório para os hebreus no deserto, antes de DEUS lhes dar algum preceito novo sobre o assunto. Como a obrigatoriedade do Sábado no 
deserto estava em vigor antes da aliança no monte Horebe, tal fato é uma prova conclusiva de que o Sábado não teve mais “origem” nessa aliança do que a proibição da idolatria, do roubo ou do assassinato. 

   O homem de DEUS então repete os Dez Mandamentos. E diz o seguinte acerca do Quarto: “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.”

              

   É singular o fato de que esse texto Bíblico seja uniformemente citado por aqueles que escrevem contra o Sábado, como sendo o Quarto Mandamento original, ao passo que o preceito original, em si, é cuidadosamente deixado de fora. No entanto, há fortíssimas evidências de que esse não é o preceito original, pois Moisés pronunciou essas palavras ao fim da jornada de quarenta anos, ao passo que o Mandamento original foi entregue no terceiro mês após a saída do Egito. O próprio Mandamento, conforme aqui expresso, contém provas inequívocas de haver sido dado posteriormente. Ele diz: “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor”, citando, portanto, que o original se encontrava em outra parte. Além disso, o preceito, conforme mencionado aqui, se encontra claramente incompleto. Ele não contém nenhuma pista sobre a origem do Sábado do SENHOR, nem mostra quais foram os atos que o trouxeram à existência. É por isso que aqueles que afirmam que o Sábado teve início no deserto, e não na Criação, citam essa passagem como se fosse o Quarto Mandamento, e omitem o Preceito original, proclamado pelo próprio DEUS, onde todos esses fatos se encontram expressos com clareza.

   Mas embora Moisés, nesta segunda repetição, omita uma porção significativa do Quarto Mandamento, ele se refere ao preceito original em questão, e então inclui uma poderosa súplica quanto à obrigação dos hebreus de guardarem o Sábado. Deve-se lembrar que muitos dentre o povo haviam firmemente persistido na violação do Sábado, e que essa era a última vez que Moisés falava em favor desse dia. Por isso, ele diz: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15)

   Com frequência, essas palavras são citadas como prova de que o Sábado se originou quando Israel saiu do Egito, sendo ordenado, naquela ocasião, como memorial de seu livramento. Mas deve-se observar que: 1) esse texto não diz uma palavra sequer a respeito da origem do Sábado ou do Dia de Descanso do SENHOR; 2) os fatos a respeito da origem do Sábado são mencionados no Quarto Mandamento original; e, lá, eles remontam à Criação; 3) não há motivo para crer que DEUS descansou no Sétimo Dia por ocasião dessa fuga do Egito, nem que Abençoou e Santificou o dia nesse evento; 4) o Sábado nada tem, em si, que insinue qualquer tipo de comemoração da libertação do Egito, pois ela foi uma fuga, e o dia é de descanso. Além disso, a fuga ocorreu no 15º dia do primeiro mês, e o descanso sabático ocorre no Sétimo Dia de cada semana. Logo, a comemoração do livramento ocorreria anualmente e o descanso no Sábado, semanalmente; 5) DEUS estabeleceu um memorial apropriado da libertação para ser observado pelos hebreus: a Páscoa [passover, em inglês: lit. “passar sobre”], no 14º dia do primeiro mês, em lembrança de DEUS ter passado sobre eles [passed over], ou seja, não tê-los destruído, quando feriu os egípcios; e a Festa dos Pães Asmos, em memória de terem comido esse tipo de pão ao saírem do Egito.

   Mas o que essas palavras indicam, então? Talvez o significado delas seja compreendido de forma mais clara ao compará-las com um paralelo exato encontrado no mesmo livro, escrito pelo mesmo autor: “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito e de que o Senhor te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso.” 

   Logo se vê que esse preceito não foi dado para comemorar o livramento de Israel da escravidão no Egito; tampouco tal libertação poderia ter dado origem à obrigação moral expressa nele. Se, no primeiro caso, a linguagem provasse que os seres humanos não tinham obrigação de guardar o Sábado antes que Israel fosse libertado do Egito, provaria com igual certeza, no segundo caso, que eles, antes desse livramento, não tinham a obrigação de tratar com misericórdia e justiça os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. E se, no primeiro caso, o Sábado se apresenta como judaico, no segundo, o estatuto do grande Legislador em favor dos necessitados e desvalidos deveria partilhar da mesma sorte. Fica evidente que a linguagem usada nos dois casos tinha o objetivo de apelar ao senso de gratidão do povo. Vós fostes escravos no Egito e DEUS vos resgatou;  portanto, lembrai-vos dos outros que passam por aflições, e não os oprimais. Fostes cativos no Egito e DEUS vos resgatou; portanto, Santificai ao SENHOR o dia que Ele reservou para Si – um apelo extremamente poderoso feito para aqueles que, até então, persistiam em transgredi-lo. De fato, o livramento da escravidão abjeta era necessário, nos dois casos, para que as coisas ordenadas fossem observadas plenamente, mas a libertação não deu origem a nenhum desses deveres. Esse foi, sim, um dos atos pelos quais o Sábado do SENHOR foi dado àquela nação, mas não um dos atos pelos quais DEUS o Criou; tampouco o ato transformou o Dia de Descanso do SENHOR em uma instituição judaica. 

   É fato evidente que as palavras gravadas na pedra foram apenas os Dez Mandamentos. 

  1. Afirma-se o seguinte acerca das primeiras tábuas: “Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma. Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.” 


   2. Assim, as primeiras tábuas de pedra continham apenas os dez mandamentos. E a Bíblia é clara em afirmar que as segundas tábuas consistiam em uma cópia exata daquilo que fora escrito nas primeiras: “Então, disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.” “Escreverei nas duas tábuas as palavras que estavam nas primeiras que quebraste, e as porás na arca.” 

 3. Isso se confirma por meio deste testemunho conclusivo: “E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” “Então, escreveu o Senhor nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que Ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o Senhor mas deu a mim.” 

   Esses textos explicam a linguagem a seguir: “Deu-me o Senhor as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o Senhor havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o povo”. Portanto, afirma-se que Deus escreveu nas tábuas de pedra segundo todas as palavras que havia falado no dia da convocação, e as palavras que Ele assim escreveu são chamadas de dez palavras. Mas a introdução ao decálogo não era uma dessas dez palavras e, por isso, não foi escrita na pedra pelo dedo de Deus. É preciso atentar para essa distinção, que fica clara ao analisarmos a passagem a seguir e seu contexto: “Estas palavras falou o Senhor a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.” 

   Estas palavras, aqui destacadas como tendo sido escritas pelo Dedo de DEUS depois de serem pronunciadas por Ele ao ouvido de todo o povo, devem ser compreendidas como uma destas duas alternativas: (1) são tão somente as Dez Palavras da Lei de Deus, ou (2) são as palavras usadas por Moisés nessa retomada do Decálogo. Contudo, elas não podem se referir às palavras usadas nessa retomada, pois: (1) Moisés omite uma parte importante do Quarto Preceito dado por DEUS em sua proclamação no monte; (2) nessa repetição do Preceito, ele faz menção ao original para fazer lembrar aquilo que é omitido; (3) ele acrescenta ao Preceito – para favorecê-lo – um apelo à gratidão do povo, que não foi feito originalmente por DEUS; (4) a linguagem usada serviu apenas como repetição do Mandamento e não teve o propósito de apresentar o original; e tal fato é evidenciado, ainda mais, pelas muitas variações de palavras em relação ao Decálogo original. Tais fatos são conclusivos para definir quais palavras foram escritas nas tábuas de pedra. Quando Moisés fala estas palavras, ele certamente não estava se referindo a uma cópia incompleta, como a repetição que ele fez em Deuteronômio, mas ao próprio código original relatado em Êxodo 20. Em outras palavras, quando Moisés fala que estas palavras foram gravadas nas tábuas, ele não se refere às palavras que ele usou em seu discurso, mas, sim, às Dez Palavras da Lei de DEUS, excluindo todo o resto. 

   Assim analisamos as menções ao Sábado nos Livros de Moisés. Encontramos sua origem no paraíso, quando o homem ainda se encontrava em seu estado de retidão; vimos que os hebreus foram separados de toda a humanidade como depositários da Verdade Divina; constatamos que o Sábado e toda a Lei Moral foram confiados a eles como um Patrimônio Sagrado; vimos que o Sábado foi proclamado por DEUS como um dos Dez Mandamentos; percebemos que ele foi escrito pelo Dedo de DEUS, sobre a pedra, no próprio centro da Lei Moral; vimos que essa Lei não possui nenhum traço judaico, mas somente características Morais e Divinas, e que foi colocada embaixo do propiciatório na Arca da Aliança de DEUS; vimos que diversos preceitos, referentes ao sábado, foram dados aos hebreus e se destinavam somente a eles; notamos que os hebreus transgrediram o Sábado em larga escala durante sua peregrinação pelo deserto; e ouvimos o apelo final em prol do Sábado, feito por Moisés àquele povo rebelde. 

   O Fundamento da Instituição Sabática repousa sobre a sua Santificação, antes da queda do homem; o Quarto Mandamento é sua grande cidadela de defesa; sua localização, no centro da Lei Moral, embaixo do propiciatório, mostra sua ligação com a expiação e sua obrigação imutável. 

                                                                                                                                 Continua...


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          Especial - "A História do Sábado" (Parte 1/28)   

                             

          A História do Sábado - "A Criação" (Parte 2/28) 



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    A História do Sábado - "O Quarto Mandamento" (Parte 5/28)


    

  A História do Sábado - "Escrito pelo Dedo de DEUS" (Parte 6/28)


                                       


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